terça-feira, 15 de agosto de 2017

Resenha #59 - Magnus Chase e os Deuses de Asgard - O Martelo de Thor - Rick Riordan (Clube do Livro 2017 /Junho)

     Hola personas, como vão?
Primeiramente, feliz dia dos pais atrasado, rs. Segundamente (oi?!?), hoje e amanhã teremos resenhas atrasadas do Clube do Livro. Sacomé, né? Em junho ainda não tinha terminado a leitura e em julho simplesmente não consegui postar, então, antes que se acumule mais uma (detalhe que ninguém lembra que não postei a de abril, mas, essa parte pula, rs), bora começar com a de junho.


Imagem MLC
SINOPSE: Magnus Chase está de volta Sua missão agora é ajudar o poderoso deus Thor a recuperar seu martelo e impedir uma invasão de gigantes. Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa pinta que é a cara do astro do rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina. Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra como Thor ou Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final (Ragnarok) com os soldados de Odin - tudo segue na mais completa paz sanguinolenta no mundo viking. Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.


     Basicamente não vemos muita diferença desse livro para o outro. Magnus ainda está tentando se adaptar a sua nova vida em Valhala, mal se recuperou da aventura com o lobo Fenrir e agora precisa resgatar o martelo do deus do trovão Thor, que lá no primeiro livro descobrimos que foi roubado e Thor está muito bravo pelo fato de não conseguir assistir seus canais de TV a cabo. Como arma Thor está usando um cajado que além de não possuir a força de Mjölnir não é legal para assistir as séries e não possui todos os canais necessários. Enfim, mais uma vez Magnus, Blitzen, Hearthstone e Samirah al-Abbas são recrutados para mais uma missão, mas, antes algumas coisas acontecem: a valquíria Sam que agora é exclusiva de Odin, resgata um guerreiro e o leva para Valhala, e o tal guerreiro é nada mais, nada menos que Alex Fierro, um dos filhos de Loki. O diferente é que Alex - assim como Sam - tem a façanha de mudar de forma e - diferente de Sam - mudar de sexo também! Alex é um gênero fluido, dependendo do dia, pode acordar o Alex ou a Alex. Ela se identifica melhor com o gênero feminino e usa cores vibrantes como verde e rosa em suas roupas e tênis. 

"Essa coisa do gênero não foi o que me surpreendeu. Uma porcentagem enorme dos adolescentes sem-teto que eu conheci teve um gênero atribuído ao nascer, mas se identificava com outro, ou sentia que o binário garoto/garota não se aplicava a eles. Eles iam parar na rua porque, pasmem, suas famílias não os aceitavam. Nada mais amoroso do que jogar seu filho não heterossexual na sarjeta para que ele experimente abuso, drogas, altas taxas de suicídio e perigo físico constante. Valeu, mãe e pai!"

     Logo no primeiro dia de Alex em Valhala eles enfrentam um dragão muito louco no treino e Magnus precisa morrer - de novo - para sobreviver, pois de alguma maneira, Loki tomou conta de sua mente e a vinculou com a de tio Randolph de forma que ao machucar um automaticamente machucaria o outro. Magnus estava em Valhala fazia apenas seis semanas, já tinha melhorado muito suas habilidades após a batalha contra Fenrir, mas, ainda era um aprendiz e agora mais uma vez usaria seus conhecimentos em batalha e sua mente criativa para conseguir recuperar o martelo usando Jacques, sua espada.

"Tive a sensação de que não usaria a espada de treino nos próximos cinco dias. Agora, as coisas ficariam dignas de Jacques."



Imagem MLC
      Temos algumas coisas inéditas aqui nesse livro, como o fato de Loki aparecer para os avós de Samirah se identificar para eles e dizer que ela não poderia se casar com Amir - seu prometido há tempos - afinal, o pai é ele e ele é quem manda na vida dos filhos dele. A vida da menina de hijab vira de ponta cabeça após o pai querer dar uma de pai após tantos anos de negligencia - fora que ela nem quer a atenção desse pai estranho. 
      Magnus tem apenas cinco dias para impedir Loki de cumprir os planos de iniciar o Ragnarok, mas, até esses dias passarem ele precisa de muito esforço para não morrer de stress e não morrer nas mãos dos deuses doidos. 


"O problema dos deuses é que não dá pra simplesmente estapeá-los quando eles agem como idiotas. Eles só vão revidar com outro tapa e matar você"

     Outro ponto que achei interessante foi a forma como tio Rick abordou temas complicados como a religião e a intolerância - não só com o fato de Alex ser de gênero fluido - na relação de pais e filhos. No caso da religião, sabemos que Sam é muçulmana, falei na resenha do primeiro livro sobre isso, o fato de ela crer em um Deus (Alá) só e ser filha de um dos muitos deuses nórdicos que existem por aí. Em dado momento, Sam está sofrendo pressões e stress e pede para Magnus olhar em volta enquanto ela abre seu tapete de orações e faz suas preces. Magnus, que se considera ateu, até fala que gostaria de ter uma fé como a de Sam. E falando dos relacionamentos familiares, temos o horroroso pai de Hearth, que não aceita o fato de o filho ser surdo e ainda por cima o culpa por algumas coisas.

Imagem MLC

      Algumas decisões precisam ser tomadas, decisões sérias. Reencontros precisam acontecer, pessoas precisam se machucar, e o pior: Loki propõe ajuda, mas, é óbvio que ele tem seus próprios planos para o Mjölnir. Todas as pessoas nesse livro em algum momento acabam se machucando fisicamente ou no coração, e vou te dizer: corações machucados aparecem aos montes. Loki é do mal, manipulador e frio, sem escrúpulos, não tem medo de pisar e machucar quem quer que seja com ou sem consentimento para alcançar seus propósitos... De alguma maneira Magnus, consegue uma conexão com os deuses, não só com Loki, mas, Thor e alguns outros gigantes aparecem para Magnus em sonhos e atormentam a vida do adolescente. Em um desses sonhos, ele consegue ter uma visão de Thor derrotando os gigantes e falando com ele. Citação essa, que me fez ter um acesso de riso no ponto de ônibus lotado e todo mundo ficou olhando na minha cara. Típico, rs! 

"O caos cessou. Thor olhou para os mil inimigos, agora todos mortos, cobrindo a encosta da montanha. E, depois, dirigiu-se a mim.
-Você acha que posso fazer isso com um cajado, Magnus Chase? - gritou ele. - ACHE LOGO ESSE MARTELO! 
E então, por ser Thor, ele levantou a perna e peidou um trovão."


     E mais uma vez temos um capítulo final com um encontro entre primos, Annabeth e Magnus conversando sobre o Ragnarok e fica a deixa para o próximo livro: a semideusa grega diz para o primo que ele precisa conhecer o namorado dela, pois ele entende de coisas de água. Então, teremos Percy Jackson no último livro do Magnus Chase, uhuuuullll!!! E quem me conhece sabe que amo de paixão o Percy, né?
       Enfim, pessoas, essa resenha tá muito grande, tenho que parar por aqui. Só digo que ri e chorei nesse livro, tio Rick me surpreende sempre e não me decepciona nunca! Esperando ansiosa pelo desfecho dessa trama, e o próximo livro chega em outubro. Vem logo, outubro! Na verdade, pode demorar, o ano tá passando muito rápido, rs. 

    O desafio de junho era postar uma resenha de um livro que estava parado na estante. Tenho um monte parado e esse nem estava lá há tanto tempo assim, mas, juntei a fome com a vontade de comer, e era isso, hahahaha. Então, mesmo com atraso, taí o desafio de junho cumprido. Agora vou ficando por aqui, tenho que preparar aula. 

Magnus Chase e os Deuses de Asgard - O Martelo de Thor (Magnus Chase and the Gods of Asgard - The Hammer of Thor) Rick Riordan. Editora Intrínseca, 400 páginas. Amei de paixão!

Beijooooo! =)


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