quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Falando com: Bianca Gulim - Parte II

        Oi pessoas, tudo bem?

Ontem, eu disse que a entrevista com a Bianca estaria dividida, pois acho que seria legal dividir em partes, como as dificuldades no mercado editorial e sobre a obra em si. Hoje estaremos focados apenas em Sobreviventes do Caos, ok?


Bora lá?

    E em seus momentos livres, quais são seus hobbies?

       Se eu te falar “escrever”, você vai acreditar? Rs.

       Mas é verdade. Como escritora independente, escrever é a parte mais fácil e a que toma menos tempo. Eu tenho que cuidar de todo o processo de produção, acompanhando todos os serviços que eu contrato, como revisão de texto, criação de arte de capa, diagramação de capa, diagramação de miolo, impressão na gráfica, criação de brindes... Mesmo que não seja eu a realizar esses serviços, acompanhar dá trabalho, viu?! As etapas que envolvem texto são as mais trabalhosas. Já li Sobreviventes, pelo menos, umas 12 vezes. Nem vou citar a dificuldade em encontrar esses profissionais no mercado com valores acessíveis...


     Tem também a parte da divulgação, onde tenho que fazer a manutenção dos parceiros que já possuo, mantendo contato, embrulhando mimos, escrevendo cartinhas, avaliando resenhas, interagindo nas redes... tenho também que buscar novas parcerias, onde é preciso estudar o influenciador, conhecer seus textos, suas imagens, suas interações, seu público. É preciso também manter as redes sociais do livro em atividade, então é necessário criar imagens, conteúdo, tirar fotos do livro... No final do dia eu ainda tenho que reservar um tempinho para ver as vendas físicas do livro, escrever dedicatória em cada exemplar vendido, fazer os cartões que vão junto, embrulhar um por um pra mandar pelos correios, acompanhar as entregas... São atividades fáceis de executar, mas que tomam muito tempo. Quando você vê, o dia acabou e as pessoas importantes na sua vida estão esperando sua atenção, rs.


     Aí, quando sobra um tempinho, lá no final de semana, eu sento para analisar todo o desempenho do livro e alimentar meus controles, facilitando a tomada de decisão futura. E, se restar um pouco de energia, eu escrevo! Atuar de maneira independente é difícil, Cecy, não vou negar. São muitas etapas para uma pessoa só. É preciso disciplina e organização pra dar conta. Por sorte, possuo essas características naturalmente, não preciso me forçar a fazer isso.


     Mas a gente sempre dá um jeitinho, né? Amo viajar para o campo com meu namorado, cozinhar para ele, assistir um filme comendo pipoca e brigadeiro. Também adoro ir pra balada, ouvir boa música, dançar... Eu sou de época, sabe? Tem períodos que quero ficar em casa vendo TV no tempo livre, em outros períodos quero ir para baladas, para bares, para shows. Sou bem de lua, é um pouco difícil acompanhar, rs! Ultimamente, ando mais caseira. Mas é porque a segunda edição de Sobreviventes está em andamento, e as etapas de produção se intensificaram. Além de eu estar mais cansada, também estou tendo que lidar emocionalmente com os contratempos, que não param de surgir. Sou exigente, gosto quando a execução corresponde ao planejado. Quando isso não acontece, fico abalada. Aí minha vontade é de ficar quietinha em casa.



 Você começou publicando sua obra como livro digital e agora partiu para o físico. É mais fácil começar com e-books para depois se arriscar com físicos ou você quis começar assim para descobrir se teria melhor aceitação do público?

     Quando eu publiquei Sobreviventes em e-book, ainda não sabia se existiria a publicação física. Na época eu tinha fundado uma editora que investia muito no formato digital, a gente acreditava no crescimento desse segmento no mercado (eu continuo acreditando, daqui 10 anos, ou menos, o cenário será completamente diferente). A ideia era sentir um pouco como seria a repercussão da obra, também. Mas vou te falar que não deu muito certo, viu?! Sobreviventes teve pouquíssimas vendas no formato digital, o que foi bem desanimador no começo. Eu cheguei a ficar um pouco confusa, porque eu tinha um retorno muito positivo de quem lia, e aqui não estou falando só de público alvo, mas também de leitores que não se interessariam pela história, dado seu gênero, mas mesmo assim gostaram muito da narrativa, da escrita. Em contra partida, eu tinha pouquíssimas vendas.
No começo eu pensei que era uma falha no processo de divulgação, achei que o que faltava era que os leitores soubessem que aquele livro existia, que estava disponível para compra. Mas essa teoria foi por água abaixo quando eu fiz o teste de colocar o e-book gratuito na amazon. Fiz um trabalho forte com meus parceiros, pedindo pra eles divulgarem as imagens dessa campanha em dois dias diferentes. No fim, a quantidade de baixas foi surpreendente. O livro ficou em #10 no ranking de fantasia e ficção, que é uma categoria muito concorrida.

     A verdade é que são poucos os leitores que leem no formato digital, e esses leitores conhecem a amazon muito bem. Eles sabem que o escritor independente, mais cedo ou mais tarde, vai usar a ferramenta de deixar o conteúdo gratuito. Então ele espera. O que não lhe falta é livro pra ler, a biblioteca do kindle dele está lotada de e-books que ele baixou quando estavam gratuitos. Por que ele vai pagar R$ 5,99 hoje, se aquele e-book vai estar de graça nos próximos meses?

      Mas, mesmo assim, na minha opinião, a publicação do e-book deve anteceder a publicação do físico, sempre. Não com o objetivo de conseguir retorno financeiro, mas com o objetivo de conquistar público, fazer parcerias. Você tem que ter algo publicado pra iniciar seu processo de divulgação. Minha ideia era iniciar as vendas físicas já com muita resenha divulgada, muita informação sobre o livro na rede e um público já formado, mesmo que pequeno. Foi isso o que aconteceu e acredito que os exemplares da primeira edição se esgotaram rapidamente devido a esse trabalho com o e-book.
Vou abrir aqui uma informação pra você, que vai ajudar a entender a importância do e-book antes da publicação física: 75% dos leitores que compraram Sobreviventes em versão física já tinham lido o livro em e-book e, como gostaram muito da história, fizeram questão de ter um exemplar na estante. Não preciso dizer mais nada, né?! rs

SOBRE SOBREVIVENTES DO CAOS


Imagem da internet



        Falando sobre Celine: ela é uma personagem forte, leal, e simultaneamente ogra e carismática, rs. Foi em algum momento especial de sua vida que você a desenvolveu ou simplesmente se sentou e ela pulou para as linhas?

      É muito bom ler sua pergunta, Cecy, porque a Celine foi trabalhada exatamente para trazer essa contradição: ela é empática, mas também um pouco insensível, ogra. É forte fisicamente, mas tem o emocional abalado com facilidade. Gosta de manter distância das pessoas, mas facilmente se coloca no lugar delas e sente uma vontade genuína de ajuda-las. É muito bom quando o leitor percebe esses traços na sua personalidade, mostra que a história realmente o envolveu. Não é sempre que acontece.

     A Celine foi muito bem trabalhada na minha cabeça, sua personalidade é muito bem definida pra mim. Isso porque eu tive muito tempo para criá-la, rs. Muito antes de pensar em ser escritora, eu tinha uma mania de inventar personagens para as histórias que eu acompanhava. Celine surgiu na minha cabeça enquanto eu lia (ou devorava) a série A Irmandade da Adaga Negra, da J. R. Ward. Naquela época eu nem imaginava escrever um livro, nem passava pela minha cabeça que Celine teria uma história para ela. Mas ela continuava ali, na minha mente. Em toda cena que acontecia na saga, eu ficava imaginando qual seria a reação dela, o que ela faria se estivesse naquela história. Essa é uma saga de vampiros guerreiros, então o cenário é de guerra, mesmo. Por isso ela se formou na minha cabeça como uma guerreira. Claro que, ao criar o enredo da trilogia 2323, eu tive que adaptar um pouco a personagem, mas a personalidade dela já estava formada. Aí foi só ir criando as situações, respeitando seu perfil para descrever suas ações.

Imagem da internet


       Como foi para você criar personagens tão intensos e um universo distópico tão diferente?


     Foi muito natural, Cecy. É o que eu gosto, sabe? Eu amo distopias, ação, aventura, romance hot. E amo personagens fortes, bem trabalhados, com suas atitudes embasadas em seu passado, seu histórico. Porque na vida real é assim que funciona: você é quem você é devido a sua criação, a cultura na qual você foi inserido, a educação que teve... Como eu gosto disso, é o que eu leio. Então foi natural. Todo o processo de criação pra mim é natural. Eu estou jantando, e uma cena simplesmente surge na minha cabeça. Eu sento e coloco no papel, simples assim, rs.
Acho que a intensidade dos personagens se dá muito pela narração em primeira pessoa. Ela já traz um suspense, independente do gênero da obra. O leitor está tão exposto a se surpreender quanto o personagem. Eu, pelo menos, sempre fico na expectativa de uma traição, de uma reação inesperada, uma revelação bombástica. Então, como o leitor recebe as informações no mesmo momento que o personagem, ele acaba sentindo aquelas reações de maneira mais intensa. O leitor acompanha tudo o que levou o personagem a sentir aquilo, é difícil não sentir, também, rs. Aí fica aquela sensação de que os personagens são intensos, mas, em verdade, intenso é o sentimento que o narrador tem por aquele personagem.

      Os sonhos da Celine foram criados exatamente pra trazer esse embasamento, para fazer o leitor entender o porquê ela se sente daquela maneira. A partir das suas lembranças, o leitor entende sua relação com Max, com Dárion, com seus pais. É uma justificativa, mesmo. Por que Celine reage de maneira tão intensa a determinadas situações? Por que ela odeia o pai? Como sua personalidade foi moldada? A resposta para tudo isso é o seu passado. A maneira como foi criada, o ambiente no qual ela foi inserida, as situações que teve que enfrentar... Para evitar que o leitor fique confuso, ou ache suas reações “forçadas”, é necessário trazer esse embasamento. Quando a opinião/reação é fundamentada, ela é mais forte, traz essa sensação de intensidade.

Imagem da internet

No começo do livro, podemos ler que os EUA foram os responsáveis por espalhar o caos, mas, fiquei em dúvida sobre o local onde se passa a história. Temos personagens com nomes americanos, com nomes tipicamente brasileiros e outros nomes que não tenho ideia da origem deles, hahaha. Então, onde se passa a trama?

     Ah, que pergunta gostosa, rs! O objetivo em ter nomes com origens diferentes é exatamente esse, não foi uma coincidência. Em 2323, o mundo como existe hoje é só uma lenda, algo que as pessoas que vivem lá só ouviram falar. Não existe mais demarcações de territórios: continentes, países, cidades. Isso não faz mais diferença, seja qual foi o nome daquele território, ele não pertence mais a ninguém, não há limites a serem respeitados, acordos celebrados. Então essa informação é aberta, mesmo.

    Quanto à citação dos EUA no capítulo Zero, é porque eu realmente acho que, se o mundo fosse assolado por um vírus mortal, o país que teria recursos suficientes para achar a cura, seria os EUA. Talvez a China, mas acho que os EUA ganhariam essa corrida.

 Quando você começou a escrever Sobreviventes do Caos, você já sabia que seria uma trilogia, ou apenas durante o desenvolvimento que você decidiu dividir a trama?

     A única coisa que eu já sabia quando comecei a escrever Sobreviventes era que seria uma trilogia, rs. Eu tinha os personagens definidos na minha cabeça, mas a história em si, os acontecimentos, vão todos surgindo no decorrer da escrita.

      Max no momento é o homem da minha vida, hahah. Ele é o mocinho e o vilão, simultaneamente. O que podemos esperar de Max no próximo livro?

     Ah, esse Max.... rs! Eu gosto muito desse personagem, ele tem participação fundamental na história, principalmente nas decisões da Celine.

      No segundo volume da trilogia, Max terá um amadurecimento muito grande, como a maioria dos personagens. Ele não terá grande espaço nesse volume, pois durante parte dessa história Celine estará longe dele. Como a narração é feita por ela, ele acaba aparecendo um pouco menos. No primeiro volume, essa ausência do personagem foi suprida pelas lembranças da Celine. No segundo volume, ela estará muito mais focada na guerra, nas batalhas, nas estratégias de sobrevivência. Por isso, sua mente não terá tanto espaço para pensar em Max. Mas a participação dele no enredo continua muito importante para o desenvolvimento dos acontecimentos.


 Jafar tem um humor negro e malícia de Já’Far de Aladdin em minha opinião. O nome você realmente tirou do filme da Disney ou foi pura coincidência?

      O Jafar é um vilão clássico, né?! Eu gosto de trazer alguns elementos clássicos, até alguns clichês. Quando eu escolhi o nome “Jafar”, eu não estava pensando no vilão de Aladdin. Mas eu já assisti esse desenho algumas vezes, gosto bastante dele. Então, eu acho que pode ter sido uma inspiração inconsciente, sabe? Eu não pensei nele ao escolher o nome, mas, provavelmente, minha mente resgatou esse nome da lembrança desse desenho, mesmo que eu não tenha feito a relação do nome com o personagem naquele momento.

    Não sei, Cecy, de verdade. Antes de você, outro leitor fez essa comparação e eu me surpreendi ao perceber que os nomes dos vilões eram iguais. Mas acho que é um nome muito incomum pra ser uma coincidência, né?! Eu imagino que eu tenha resgatado esse nome do desenho, mesmo sem perceber.


Imagem da internet

  Os nomes e títulos diferenciados de seus personagens, como nos casos de “Grugs” e “aligortes” por exemplo, são anagramas, mistura de palavras ou apenas nomes inventados por você que ficaram legais?

São só nomes inventados, mesmo. Acho gostoso inventar esses nomes próprios, ficar juntando sílabas aleatórias até que elas formem algo com um som bacana. É divertido...



MAIS DE BIANCA GULIM:
  • Família pra você é: Apoio e amor incondicionais;
  • Coca – Cola ou suco de laranja? Coca-cola, da de 3 litros de preferência, rs.;
  • Doce ou salgado? Salgado;
  • Jogos Vorazes ou Divergente? (malvadinha!) Jogos Vorazes;
  •  Arco e flecha ou soco na cara? Soco na cara.
  •  Max ou Luke? (malvadinha 2!) No primeiro volume, Max. No segundo, acho que Luke.
     
               To Be Continued... Again, hahahah.  Amanhã sai o restante, prometo!
   
         Beijoooo

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Falando com: Bianca Gulim - Parte I

     Olá, olá, olá pessoas, tudo bem?
Gente, desculpem por estar sumida, mas, essa minha vida corrida está o oh. Estou trabalhando em outra cidade, e por enquanto estou dormindo na minha irmã, e lá não tem wi-fi, então, preciso digitar tudo, salvar em rascunho e quando chego no serviço eu posto, mas, é o oh fazer isso.

     Só que seria horrível da minha parte deixar vocês na mão, então, dei um jeitinho bem brasileiro de conseguir postar. E hoje eu tenho pra compartilhar com vocês uma entrevista incrível com a Bianca Gulim, parceira aqui do MLC. A entrevista está super detalhada e muito legal, mas, como eu falo demais - e pelo visto a Bi também, rs - ficou muito grande, então, dividi a entrevista para ficar fácil pra todo mundo ler.

Imagem MLC
         Nos fale um pouquinho sobre você, Bianca. Como e quando se interessou pelos livros e pela escrita? E também quero saber a origem do seu nome (Gulim) que eu acho lindo, hahah.


       Hahahahaha. Meu sobrenome Gulim é de descendência italiana, mas não sei muito a respeito, não me ligo nessas coisas, rs.

Meu interesse pela leitura surgiu desde muito cedo. Minha família sempre me incentivou a ler, sempre ganhei livros. Então a literatura é algo que está presente na minha vida desde sempre. Apesar dessa proximidade com os livros, eu nunca pensei em ser escritora. Me formei em administração, com MBA em gestão estratégica de pessoas, fiz carreira em instituição financeira. E estava tudo bem, até que eu comecei a achar minha atuação um pouco vazia, sabe? Eu comecei a sentir falta de uma entrega mais significativa. Após essa percepção, minha atuação profissional foi perdendo o sentido. E não sou o tipo de pessoa que faz por fazer. Muito menos o tipo de pessoa que prioriza remuneração, dinheiro. É importante, necessário, eu gosto de ter. Mas não é a minha prioridade. Em 2015, eu sai do ambiente corporativo. Nesse ponto, eu comecei a avaliar meus talentos para identificar que rumo profissional eu seguiria. A escrita e a paixão por livros se destacaram. Comecei a estudar o mercado editorial e identifiquei uma dificuldade muito grande de publicação e uma forte tendência para leitura digital (com um custo de produção baixinho). Então fundei com minha ex-sócia uma editora com uma proposta de trabalho coletivo, onde profissionais do livro se dedicariam em projetos que acreditassem ter potencial, aceitando remuneração em porcentagem de vendas, tornando o custo de produção muito baixo. A ideia era democratizar a produção de livros e o acesso à literatura. Essa proximidade com o universo literário, com os processos de produção de livros, despertou em mim a vontade de não apenas produzir, mas também criar. É incrível ver algo que estava apenas na mente de uma pessoa se transformar em um produto que tem o potencial de despertar emoções, gerar empática, agregar conhecimento e tantos outros benefícios. Era esse tipo de entrega significativa que eu estava buscando. Então comecei a escrever Sobreviventes. Gostei tanto da atividade que escrevi o livro em três meses enquanto ainda tocava a editora. O resultado ficou bom, as pessoas gostaram, e eu me encontrei profissionalmente. Quando sai da editora, continuei tocando minha carreira como escritora independente. Hoje, continuo na luta, rs.


          Sabemos que está terminando seu segundo livro, e o primeiro é um espetáculo. O retorno financeiro está legal, ou ainda há muita dificuldade no mercado editorial?

       Ah, dificuldade no mercado editorial sempre vai ter, né Cecy? No começo, é uma profissão difícil. A maior parte do mercado é dominada pelas grandes editoras e o espacinho que sobra para autores independentes é muito concorrido. Nesse cenário, o processo de divulgação tem que ser muito forte. Eu divulgo muito mais do que escrevo, rs. Tem que achar parceiros bem inseridos nesse ambiente literário digital para conseguir alcançar alguns leitores. E, até nisso o autor independente encontra dificuldades. Recentemente, eu fui em busca de algumas parcerias com booktubers, pois estava precisando de resenhas em vídeos. Eu dei uma estudada nesse meio e já sabia que o vídeo não seria produzido com intuito único de promover a literatura nacional, em troca do recebimento de um exemplar. Mas, mesmo esperando por uma prestação de serviço remunerada, fiquei um pouco surpresa com os valores que me foram apresentados. Me cobraram por um vídeo o mesmo que eu gastaria em uma arte de capa, o mesmo que a impressão de uma tiragem pequena. Não estou dizendo que o trabalho do booktuber não valha esse valor, mas, como escritora independente que financia todo o processo de produção, não faria sentido pagar por um serviço “bônus” o mesmo que eu pago por um serviço essencial para a produção daquele livro. Se eu tivesse um orçamento alto, tudo bem, porque a divulgação é uma etapa muito importante. Mas, como eu ainda não tenho um retorno alto, preciso limitar meu orçamento às etapas essenciais de produção. Então, é complicado: se eu não divulgar, não vendo. Se eu gastar o que me cobram com divulgação, fico sem dinheiro para garantir as etapas de produção com qualidade... é uma sinuca de bico. Só me resta continuar buscando por pessoas que tenham aquela paixão genuína pela literatura, sabe? Alguém que se importe mais com a disseminação de conteúdo nacional. O pessoal prioriza dinheiro. E tudo bem, todo mundo tem que pagar as contas, né?! Eu entendo, mas é difícil. O que me dói é vê-los fazendo resenha de livros internacionais pelo prazer da leitura, pelo prazer de compartilhar com seus leitores aquela experiência. Do livro nacional, só pagando. Ou seja, a divulgação pros caras de fora, que eles nunca tiveram contato, eles fazem de graça. Já a divulgação pra própria gente, que valorize a própria cultura, só se a recompensa for boa. Complicado. Quando eu mando uma proposta de parceria, eu prefiro receber como resposta um “Não me interesso pela leitura do seu livro”, do que “Segue meu kit mídia com valores atualizados”. É desanimador, mas eu continuo buscando, porque sei que há nesse meio pessoas mais ligadas à causa, do que à recompensa.
Mas, como você ressaltou na sua pergunta, a maior dificuldade da carreira é o retorno financeiro, mesmo. Eu atuo como escritora independente há oito meses, desde que meu primeiro livro foi publicado (e-book). Eu ainda não consegui ter lucro livre, mas também não preciso mais fazer investimento financeiro. Investi o valor necessário para produzir Sobreviventes, e o retorno financeiro que ele me trouxe é o suficiente para financiar a produção da sequência. Considerando as dificuldades do mercado e o tempo de atuação, considero um ótimo retorno.
Em verdade, eu não enxergo uma remuneração satisfatória na atuação independente. A capacidade de distribuição é muito pequena, e o preço da produção é alto. Livro é um produto caro de se produzir e barato de se vender. É preciso vender um número muito grande de exemplares para recuperar o valor investido, garantir o valor necessário para reinvestir em outros projetos, e ainda lucrar. A ideia da atuação independente é conquistar um espacinho no mercado e formar um público, mesmo que pequeno, para chamar a atenção de uma editora grande, que ofereça um contrato tradicional. E, se possível, ter números bons que garantam poder de barganha na negociação de porcentagem.

       
  Como escritora, qual é sua maior pretensão?

Viver da escrita. Hoje, a escrita não paga minhas contas. Eu fiz um planejamento financeiro muito forte antes de encarar essa profissão, guardei dinheiro para ter o privilégio de ficar um tempo sem a remuneração necessária para se viver com conforto em São Paulo. Faço algumas preparações de textos pra complementar a remuneração, também.
Eu já estudei muito o mercado editorial, atuo nele há algum tempo, tenho experiência não apenas como escritora independente, mas também como editora. Conheço os dois lados da moeda, rs. A minha conclusão é que apenas um contrato tradicional com uma editora grande é capaz de gerar remuneração satisfatória para o escritor brasileiro. E aqui não estou falando de ser rica, viu?! Mas ter uma vida confortável, conseguir pagar as contas no final do mês com tranquilidade, constituir família, dar uma educação de qualidade aoS filhos. E, nessa profissão, é difícil chegar a esse ponto. A evolução é muito lenta e depende de muitos eventos externos, que fogem do controle do escritor. Além de talento, é preciso um bocado de sorte. Malcolm Glandwell escreveu o livro OUTLIERS – FORA DE SÉRIE, onde ele expõe, também, sua opinião sobre o fato de o sucesso não depender unicamente do indivíduo, do seu desempenho, do seu talento. Ele traz estudos de casos muito esclarecedores, indico essa leitura. Na página 249, ele diz: “Os vitoriosos são aqueles que receberam oportunidades – e tiveram força e presença de espírito para agarrá-las”. Essa é a mais pura verdade, em qualquer profissão. No mercado editorial brasileiro, os eventos externos tornam essas oportunidades muito raras. E, mesmo quando elas aparecem, são inacessíveis e não identificáveis para a maioria.
Diante disso, o que resta para o escritor iniciante é atuar de maneira independente (nem vou citar as propostas de algumas editoras pequenas que cobram do escritor o valor investido na produção do livro e ainda ficam com porcentagem de lucros, que pra mim é uma grande armadilha). E a auto publicação é gostosa: você participa de perto de todas as etapas de produção, tem autonomia na tomada de decisão, a proximidade com o leitor é maior...mas, as grandes editoras têm algo que o escritor independente não consegue alcançar sozinho: distribuição. As outras etapas são acessíveis: há vários profissionais que oferecem serviços editoriais com valores inferiores ao de mercado e boa qualidade. Se você quiser investir um pouco mais, até consegue os profissionais que atuam em editoras, mas também fazem trabalhos por fora. Na questão da divulgação, há vários influenciadores literários que têm uma interação super positiva com seu público, que fazem parcerias sem investimento financeiro direto. Com o tempo, você vai tendo acesso a influenciadores que conseguem uma repercussão maior. O escritor independente tem acesso a essas etapas, depois de um tempo e muita dedicação. Agora, ter o seu livro em destaque nas maiores livrarias do Brasil, são as grandes editoras que conseguem. E isso é o que garante um número alto de vendas, não tem milagre, não tem mistério. Ter seu livro na estante da livraria do seu bairro, na conveniência do seu amigo, na banca da sua rua, é bacana, é um grande passo. Mas, provavelmente, não vai te trazer muito mais vendas do que o seu próprio site de escritor. Para o seu livro vender bastante, ele tem que estar nas grandes livrarias, espalhado pelo país. Livro é um produto comprado, em maioria, por impulso. O cara tem que sair da casa dele para ir para o shopping mais próximo e encontrar a capa do seu livro ao passear pela livraria. Se o seu livro não estiver lá, ele vai comprar outro. Mesmo que seu livro esteja lá, o leitor ainda pode comprar outro. Simples assim, a concorrência é muito grande, vence o título mais acessível para a maioria (claro que aqui estou considerando que seu produto é competitivo). A venda pela internet alcança uma parcela pequena de leitores, aqueles mais fiéis, mais ligados ao universo literário. E, infelizmente, só eles e sua família/amigos não é um público grande o suficiente para trazer uma remuneração vantajosa.
E não adianta se iludir achando que você vai ser a exceção, que com você será diferente, porque muito provavelmente não será. O mercado está dominado pelas grandes editoras, todo mundo sabe disso. Lutar conta isso é desgastante e raramente traz resultado. A não ser que você tenha capital o suficiente para imprimir uma tiragem de 10 mil exemplares, a fim de suprir o mercado livreiro, e para bancar o contrato com uma distribuidora. Fora isso, o caminho que eu enxergo como mais eficaz é conquistar seu espaço na publicação independente, de modo que você chame atenção de uma editora tradicional e tenha poder de barganha em números para negociar porcentagem.
Infelizmente, a realidade do mercado editorial é essa. Uma mudança significativa nesse cenário, na minha opinião, só será possível quando o e-book ganhar mais espaço, quando a leitura digital se popularizar. Sorte do escritor que ainda não nasceu, rs.


Imagem da internet
        E essa inspiração para distopias? De onde surgiu? De algum livro que leu, de filme que assistiu, de sonho que teve... Conta pra nós?


      Essa pergunta é a mais frequente nas entrevistas. Eu sei que quem pergunta quer o nome de um livro, o nome de um escritor. Mas é muito difícil, pelo menos para mim, identificar com essa exatidão da onde vem minha inspiração. Ela vem de tudo, Cecy! Cada história que eu conheço, seja por meio de um livro, de um filme, de uma série, de um anime, de um sonho, de uma conversa, contribui de alguma maneira. Aquelas cenas ficam guardadas na minha mente, e eu acho que eu as resgato enquanto escrevo, mesmo que de maneira inconsciente. Eu não preciso, necessariamente, me lembrar separadamente de cada cena de ação que eu vi nos filmes ou li nos livros. Mas, provavelmente, eu só tive vontade de escrever um trecho do meu livro com ação porque ver aquelas cenas em filmes e livros despertou algo bom em mim, eu gostei daquilo. Então, automaticamente, eu quero fazer aquilo, porque quero que as pessoas tenham a mesma reação que eu tive. Deu pra entender? Ficou confuso, né?! É difícil explicar, mas eu acho que tudo inspira, sem exceção.
Um exemplo fora da escrita pode ajudar: eu estou respondendo a essa entrevista e já estou ficando com vontade de vê-la diagramada em formato de revista digital no site do livro. Quem me inspirou a colocar essa entrevista nesse formato no meu site? Você, que elaborou perguntas incríveis? Os diagramadores das revistas digitais que eu já vi? O parceiro que já diagramou uma entrevista minha para esse formato? O professor de design editorial que me ensinou que a maneira como o texto está diagramado, entre outros, influencia na maneira como o leitor vai receber aquela informação? Provavelmente, todos. Mas, quando eu tomo a decisão de colocar essa entrevista no meu site nesse formato, eu não fico refletindo sobre da onde veio a inspiração para isso, acontece de maneira automática. É impossível resgatar cada evento da minha vida que me levou a ter essa inspiração. Eu citei alguns, mas certamente há outros.
Na escrita é a mesma coisa. Talvez minha vontade de escrever distopia seja porque eu amo séries como Divergente, Jogos Vorazes, Maze Runner. Talvez a inspiração para criar personagens intensos venha dos livros da Patrícia Melo, que sempre trabalha o psicológico de seus personagens, ou da Gillian Flynn, que sempre traz personagens com cargas emocionais pesadas. Talvez a minha inspiração em equilibrar ação com romance venha dos livros da J. R. Ward, que faz isso com maestria. Mas seria injusto eu citar apenas esses livros, esses autores. Porque eu já tive acesso a muitos outros que trazem as mesmas características. Não sei, eu não consigo resgatar isso com exatidão na minha mente. Só posso te responder: minha inspiração vem de todas as histórias que eu já conheci. 

       Conheço pessoas que escrevem e que não gostam de ler. Você se considera uma leitora nata ou apenas escritora?

       Sempre fui uma leitora voraz. Acho incrível como uma história pode trazer a tona sentimentos, reações. Eu me envolvo demais nas histórias que leio, quando eu gosto. E, muitas vezes, isso acaba sendo algo negativo. Às vezes eu começo a ler um livro e só volto a viver quando termino, rs. E quando isso acontece no primeiro volume de uma série? Nossa, é terrível, rs. Eu me lembro de quando comecei a ler Cinquenta Tons de Cinza. Esse era um livro que eu achava que não ia gostar, tanto que demorei bastante para ler. A sinopse não me atraia em nada, e olha que eu sempre fui fã de enredo erótico. Mas aquela história tinha clichês demais pra mim. Até hoje, eu não sei porque eu amo tanto essa trilogia, sério. Ela não tem as características que eu mais admiro em uma obra literária, eu detesto histórias que têm foco único em romance. Talvez tenha sido a escrita da autora, o perfil dos personagens... Enfim, decidi ler apenas pela curiosidade de saber o que tinha naquele conteúdo que conquistava tantos leitores. E foram os livros que eu mais devorei. Eu, literalmente, parei de viver. Minha cabeça não tinha a capacidade de pensar em mais nada além daquela história, eu não conseguia me concentrar em outra coisa. Eu precisava chegar ao final daquilo, precisava saber qual era o problema psicológico daquele cara, rs. No fim, li o primeiro e segundo volumes em um dia e meio e passei a semana mais angustiante da minha vida esperando o terceiro volume. Ainda não li Grey, porque eu demorei meses para me desvincular dessa história e tenho medo do que esse livro pode causar em mim, rs.
Nem vou dizer aqui o quanto o final da série Divergente me abalou. Foram muitas lágrimas, e eu nem gostava tanto da Tris, rs.
      Posso dizer sou uma leitora voraz, me envolvo nas histórias que gosto de uma maneira muito intensa.


          Seus autores favoritos quem são? De alguma maneira eles inspiraram você? 

Gosto muito da Patrícia Melo, da Gillian Flynn e da J. R. Ward. Com certeza elas me inspiram, entre muitos outros.


imagem da internet



     To Be Continued....


Amanhã tem mais, ok?

Beijooooo

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Poesia: A Família

    Oi gentemmm...
Estou toda das poesias essa semana, hahaha. Pra encerrar a semana, trouxe uma sobre família.  No feriado, uma de minhas irmãs, o esposo dela estavam lá em casa e um de nossos sobrinhos estava lá também, quando tivemos a ideia: bora dar um rolê? E fomos até São Roque, a cidade vizinha conhecer a Vinícola Góes. Passamos ótimos momentos.

    O Mathe, meu sobrinho tem um canal no YouTube e em breve postará o vídeo do nosso passeio, prometo que deixo o link quando já estiver lá. E pensando no quanto gosto desses momentos em família, que hoje escolhi esse tema pra trazer aqui. 

A FAMÍLIA

A família é o berço,
Que nos acolhe ao nascer,
Nos dá força e energia,
Nos abriga e faz crescer.

A família é o lar,
Onde voltamos cada dia.
Que nos anima e protege,
Na tristeza e na alegria.

A família é o abraço,
Que aperta contra o peito,
Quando tudo corre mal,
Ou parece ter defeito.

Há famílias bem diferentes, 
Em gênero, número ou cor,
O que importa é a união, 
O importante é o amor

(Maria Rosário Macedo, 2014)




Imagem MLC



    Aqui em cima vocês podem nos ver: meu sobrinho talentoso Mathe, o agregado mais antigo da família, Sergio, esposo da minha mana Rosana ali ao lado. O Mathe é nosso sobrinho, filho de um dos nossos irmãos. Ele mora na Bolívia com a mãe e as irmãs, veio passar esse ano aqui com o pai dele, e infelizmente, no final do ano está voltando pra lá. Já estou sofrendo por antecipação... Fazer o quê?




Beijooooo


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Amigos Para Sempre - Luiza Pinto Moura


O tempo vem, o tempo vai
Nestes encontros e desencontros
Há sempre a esperança
De se vivenciar momentos mágicos

Junto a um amigo de infância
Aquele amigo irmão
Que vem no coração

Como naquele tempo
Em que escondíamos
Os chinelos do vovê
E a malícia não existia

Quisera poder reencontrar
Aquele amigo irmão
E poder abraçá-lo

Como naquele tempo
Em que sonhávamos
Com uma amizade
Que durasse a vida inteira.

No ontem, no hoje
O segredo desvendado
Amigos para sempre
Mesmo que separados.



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Beijoooo

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Amizade verdadeira

    Hello-oooo!

Passando rapidinho pra deixar só uma pequena frase de Millôr Fernandes.

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    Apenas isso! 
Bye bye!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Parceria | Karine Vidal

    Oooo-oooiii!!!
Como vão, pessoas?

    Na semana passada tive uma ótima notícia? A autora Karine Vidal, autora do livro Escola dos Mortos me ofereceu uma parceria que prontamente aceitei!

Imagem cedida pela autora
SINOPSE: Lara Valente irá morrer. Mas sua história não termina por aqui. Pleo contrário: é aí que ela começa.
A jovem carioca será enviada para um misterioso internato na Inglaterra. Mas o lugar esconde um segredo. Lara se deparará com vozes de gente morta gravadas, assassinatos misteriosos no colégio, meninas mortas que ainda moram nos quartos, e um despertar assustador num caixão.
Tudo isso vai levá-la a descobrir que, por trás da fachada da Escola dos Sotrom, existe uma Escola muito mais perigosa, cheia de segredos, pactos e mortes.
Nessa Escola repleta de ocultismo, Lara será assassinada. Mas, sua história não termino. Ela acordará em um mundo paralelo, um universo glamouroso onde vive a nata dos melhores, escolhidos à dedo pela Morte.
A Escola dos Mortos abriga os que foram assassinados e enviados para lá. Uma sociedade escondida em que existem apenas os melhores, coexistindo em segredo com a escola dos vivos.
Adolescentes mimadas, carros luxuosos, segredos escandalosos, campeonatos, corridas e caçadas.
Lara irá se apaixonar por um homem perigoso. Luka Ivanovick, com seus olhos negros, hostis e arrogantes - repletos de ocultismo e falta de respostas. Através dele, Lara descobrirá a cruel história por trás de sua morte.
Paixão, mistério e um jogo de sedução escuro e apimentado irão acontecer entre o mundo real e o misterioso mundo da Escola - até Lara descobrir que, dentro dos caixões, os mortos daquele lugar nunca dormem.

    Quem aí ficou curioso levanta a mão? o/o/o/o/

Imagem cedida pela autora


    Karine Vidal é mineira, advogada e autora de três romances. Muito obrigada pela confiança, Karina, em breve estarei lendo!


    Beijooooo





segunda-feira, 11 de setembro de 2017

SORTEIO

    Olá, pessoas! Tudo de boa?
Estou passando hoje pra dar uma ótima notícia: a autora parceira do blog R.M. Cordeiro tem um kit de marcadores lindos, maravilhosos para dar para algum sortudo que nos segue lá no IG. Se liga:




As regras? Fácil, fácil:

  • Ter endereço de entrega no Brasil.
  • Seguir meu IG no Instagram;
  • Seguir o IG da autora R.M. Cordeiro;
  • Já no Instagram, é só curtir a foto e marcar mais dois amigos que tenham IG também. Pode marcar quantas vezes quiser!
CHANCE EXTRA!!!
  • Repostar essa imagem no IG e me marcar;
  • Seguir o meu cantinho! Pra quem já me segue aqui, corre lá no Instagram que o Mundo Literário da Cecy tá por lá também! 

O sorteio vai acontecer no dia 25/09, mas, vou postar o resultado no dia 26/09, ok?

Boa sorte a todos!


Beiijooooo

domingo, 10 de setembro de 2017

Retrospectiva de Agosto

     Olá pessoas, tudo bem?
Sim, eu sei. Não fiz post essa semana, sorry! Então, pra compensar, essa semana terá post todos os dias, será que assim serei perdoada?

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    Então, pra começar bem, vamos começar com a retrospectiva do mês de agosto, bora lá?

  • RECEBIDO:

A Garota que Você Deixou Pra Trás - Jojo Moyes

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    Vantagens de ser revendedora Avon? Comprar livros mais baratos, hahahah. Então, eu tinha encomendado A Garota Que Você Deixou Pra Trás da Jojo Moyes, porque mais ou menos um ano atrás eu li um livro da Jojo e adorei! Então, já que tava barato, não poupei, rs!

SINOPSE: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo, a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça pra baixo. Tecido com habilidade, A Garota Que Você Deixou Pra Trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Tô super curiosa!

  • LIDOS:

** HQ's:

Hulk Contra o Mundo - Greg Pak & Romita Jr.

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SINOPSE: Considerado uma ameaça grande demais para a humanidade, o poderoso Hulk foi exilado no selvagem planeta Sakaar pelo coletivo de super-heróis conhecido como Illuminati. Agora, ele retorna a terra para executar uma terrível vingança. Acompanhado de seus irmãos de guerra sakaarianos e possuído por uma fúria sem limites, o Gigante Esmeralda volta para destruir aqueles que o traíram.

 Gentemmm... Clássico, viu? Uma das melhores HQ's que li, sem dúvida alguma... Em breve farei a resenha!


Capitão America: Soldado Invernal - Ed Brubaker & Steve Epting

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SINOPSE: As perguntas que perturbam os sonhos e as lembranças do Capitão América foram respondidas da maneira mais brutal possível. Como se não bastasse, no auge dos conflitos que assolam o bravo herói, o diabólico general Lukin faz seu primeiro assalto... resgando feridas antigas e ameaçando abrir novas que jamais poderão ser curadas.

"Ah, mas, eu já assisti ao filme!" Como eu sempre digo, não tem nada a ver com o filme. Ação do início ao fim e bastante drama.

** Livros: 

Profundezas - Tricia Rayburn

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SINOPSE: Um ano depois dos acontecimentos que mataram sua irmã e transformaram Vanessa em sereia, ela tenta desesperadamente manter sua família unida e retomar a vida 'normal'. Mas, não importa quantas vezes mergulhe ou quanta água salgada beba, Vanessa se sente cada vez mais fraca. Ela não tem ideia de como viver na condição de sereia e não quer mais ter que lidar com sua recém-descoberta identidade. É tudo assustador demais. De volta a Winter Harbor para passar o verão, as lembranças do ex-namorado, Simon, estão em toda parte. Vanessa o ama e faria tudo para que o relacionamento desse certo. Mas como pode pedir que ele a aceite de volta, se ela é uma criatura que só trará mais problemas a ele? E como Simon poderá amá-la quando descobrir a terrível verdade - que, para permanecer viva, Vanessa precisa satisfazer seus desejos de sereia, não importando quem saia machucado? 

Finalmente eu terminei de ler essa trilogia que iniciei em outubro do ano passado. Li o primeiro rapidinho, mas, com muita coisa pra ler, deixei os outros pra esse ano. O segundo li mais no início do ano, mas, esse eu embacei, hein? Quando peguei de vez, terminei rapidinho. E ainda enviei uma mensagem no Instagram da autora e comentei sobre o livro e adivinha? Ela curtiu meu cometário e ainda respondeu! Lindona ela!

A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan

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SINOPSE: Os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é criada em Londres pelos avós, e Carter viaja o mundo com o pai, o Dr. Julius Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao British Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa jornada - uma busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.

Apenas uma coisa a dizer: tio Rick rocks!

Vale do Aventureiro, O Menino Sumido e a Onça Feroz - Lígia Dantas

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SINOPSE: Dois irmãos, Bruno e Manuela, já no limiar da adolescência retornam nas férias para a fazenda Vale do Aventureiro e reencontram velhos amigos, Rosinha e Chico, filhos de um casal de empregados da fazenda. Na companhia de um corajoso cão, eles se envolvem em uma aventura surpreendente, relacionada ao passado misterioso do lugar. A caçada a uma onça e o sumiço de um menino são segredos guardados a sete chaves, mas, prestes a serem desvendados pelos aventureiros. Uma aventura eletrizante, na qual a amizade supera barreiras e culturais, destaca a preservação da natureza e que começa entre as montanhas de Minas, no Vale do Aventureiro.

Ganhei de presente da Lígia, que é parceira aqui do blog, e me diverti nessa aventura e levei meus alunos junto. Adorei, em breve tem resenha!

** Contos:


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SINOPSE: Gustavo, descendente de italianos e trabalhador esforçado, tem duas paixões na vida: cozinhar e Rafaela. Nesse novo conto, agora contado pelo próprio Gustavo, podemos saber mais sobre esse personagem que causou uma grande virada na vida da nossa Tinderela. Mas, como será que isso aconteceu? Só lendo mesmo para saber se tudo acabou como mais uma investida furada na vida da nossa heroína ou se finalmente ela conseguiu acertar os ponteiros com o Universo e se deu bem no amor.

Mais um conto da autora parceira aqui do blog R.M. Cordeiro que é facinho de ler e bem gostoso. Já tem resenha aqui no blog, super recomendo!

Fui Uma Boa Menina? Carolina Munhóz

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SINOPSE: Nestas páginas de diário, uma adolescente fora do comum escreve sobre seus dramas e conflitos familiares ao mesmo tempo corriqueiros e excepcionais, em uma narrativa envolvente, cheia de suspense e, claro, com o toque de fantasia característico de Carolina Munhóz, que vem conquistando jovens leitores por todo o Brasil.
Fui Uma Boa Menina?, conto de estreia da autora na editora Rocco é um presente de Natal para todos os fãs.

Adorei, gente. Nunca tinha lido nada da autora, achei uma gracinha!


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SINOPSE: Guilherme e Fernanda comemoram 40 anos de vida em comum, celebrando da maneira que mais gostam: com a família que construíram nesses anos e relembrando os primeiros verões da época em que se conheceram e aprenderam uma importante lição, que a vida pode nos oferecer muito mais do que imaginamos, se abrirmos nossos corações às possibilidades!!!

Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo! Tem resenha aqui.


  • SORTEIO


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    E o MLC juntamente com a autora parceira aqui do blog está promovendo um sorteio super legal. Amanhã falo mais sobre ele!


  • ENTREVISTA

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Bianca Gulim linda, maravilhosa concedeu uma super entrevista aqui pro blog. Em breve teremos mais notícias!


  • SERIE:

Classic Who - 1 Temporada

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     A  primeira temporada da série de ficção científica britânica Doctor Who teve início em 23 de novembro de 1963 com o arco An Uneathly Child e terminou em 12 de setembro de 1964 com The Reign of Terror. Introduziu William Hartnell como o Primeiro Doctor, Carole Ann Ford como Susan Foreman, Jacqueline Hill como Barbara Wright e William Russell como Ian Chesterton. O ator William Hartnell foi escolhido para interpretar o Doutor, um misterioso alien viajante; sua interpretação do personagem ficou conhecida como sendo a do Primeiro Doutor na série. O Doutor tem três companheiros: sua neta Susan (Ford) e os professores dela Ian (Russell) e Barbara (Hill). A série possui 8 arcos totalizando 42 episódios.

  • FILME:

Chamas da Vingança - Man on Fire (Tony Scott, 2004)
Uma grande onda de sequestros varre o México, fazendo com que muitos de seus cidadãos mais ricos contratem guarda-costas para seus filhos. John Creasy é um ex-agente da CIA. Sem emprego, ele aceita a proposta de ser guarda-costas da pequena Pita, uma garota de nove anos que é a filha de um industrial. O sequestro de Pita faz com que ele, mesmo ferido, parta para resgatá-la a qualquer custo. No super elenco temos: Denzel Washington (divo!!!), Dakota Fanning, Christopher Walken, Radha Mitchell, Marc Anthony (sim, o ex da JLo), Mickey Rourke, além dos talentosíssimos brasileiros Gero Camilo e Charles Paraventi.



Ufa! Quanta coisa! Então tá, té manhã!

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