domingo, 25 de setembro de 2016

BEDS - Post nº 25 - Resenha #31 - A Lista Negra (Setembro Amarelo)

    Oláááá, leitores, tudo de boa?
Aqui tá um friozinho...
E hoje estou passando para fazer mais uma resenha - como prometido ontem - e, escolhi o segundo livro mais votado da enquete quando pedi para que escolhessem a próxima resenha. E como estamos nos dedicando ao combate ao suicídio com o Setembro Amarelo, nada melhor do que A Lista Negra, de Jennifer Brown. 


   No Clube de Jane Austen, um clube de leitura do qual faço parte, não lemos apenas Jane Austen, rs, e em agosto nossa leitura foi essa obra. Confesso que não tive vontade de ler, mas, quando comecei não consegui parar. Fizemos a discussão do livro e o assunto foi longe! Bora pra resenha, então?

    Valerie passou por maus bocados nos últimos meses. Ela tomou um tiro na perna de seu namorado Nick durante o período em que estavam na escola, e agora ela precisa retornar a sua vida. Okok, pra todo mundo entender melhor, vamos como Jack, o Estripador: por partes, rs!
    Val está no último ano da escola, tem poucos amigos e seu grupo vive isolado. Ela se veste de uma maneira mais gótica, o que faz com que algumas meninas a chamem de "irmã da morte". Porque ela se veste assim? No início foi pra chamar a atenção de Nick, e deu certo. Eles começaram um relacionamento no mínimo esquisito. Val era uma menina extremamente infeliz. Via seus pais brigarem o tempo todo e seu irmão mais novo era o único que realmente lhe dava um pouco de atenção. Além de sua amiga desde o jardim da infância Stacy e agora Nick. Ela costumava se dar bem com o namorado de Stacy - Duce, melhor amigo de Nick - e os outros poucos de seu grupo. Mas, tinham aquelas pessoas que batiam nos ombros deles na hora do intervalo, que proferiam apelidos idiotas e que faziam questão de ofendê-los.

    Valerie ama Nick com todo o seu coração, acha o máximo ele gostar de Shakespeare - Hamlet é o livro favorito dele - e nunca, nunca mesmo parou para se perguntar o motivo dele ser tão obcecado com a morte. Volta e meia eles trocavam e-mails sobre como ter a morte perfeita, mas Val nunca quis que ele, ela, que ninguém morresse. Como forma de um desabafo, antes de começar a namorar Nick, ela criou uma Lista com tudo o que ela odiava - dando uma ênfase maior para o título original, Hate List, ou  Lista do Ódio - onde ela colocava tudo o que a fazia mal, como lições de casa, brigas dos pais, líderes de torcida, etc. Nick sugeriu que eles colocassem os nomes de pessoas que fazia mal para eles também, e aí as coisas começaram a tomar forma na cabeça de Nick. Com o tempo ele arrumou um amigo com quem passava muito tempo, e um dia, quando estava no ônibus escolar, uma das meninas que sempre maltratava Val, quebrou seu MP3 e deixou a menina furiosa. Nick chegou direto da casa do amigo, e Val contou a ele o ocorrido, ele disse que a menina pagaria por isso. Valerie achou que Nick bateria na menina, mas, de repente, ele tirou uma arma de dentro da jaqueta e disparou contra ela. No estômago. Valerie após o torpor inicial, se abaixou ao lado da menina tentando estancar o sangue e chamou a polícia, enquanto Nick atirava mais e mais, e Valerie então notou que ele estava atirando nas pessoas da lista, todas por ordem. A princípio ela quis fugir, mas, ela precisava acabar com isso, e foi atrás de Nick. Uma breve discussão aconteceu, Val tropeçou em um cadáver e caiu por cima de Nick, tomando um tiro na coxa. O garoto desnorteado acabou se matando em seguida. Isso não é um spoiler, logo no início nós já somos expostos sobre isso, ok?


    Os meses que se seguiram foram horríveis, todos acharam que ela era uma suicida e a colocaram na ala psiquiátrica do hospital, após sua alta, ela faria sessões semanais com um terapeuta muito dez! Até que chega o dia de Valerie voltar para a escola, e lá, ela descobre que tudo está pior! Dessa vez, nem mesmo seus amigos queriam ficar perto dela, ela novamente sente-se isolada e decepcionada com as pessoas. Apenas uma menina fala com ela na escola inteira: a que ela impediu de morrer ao tomar o tiro! Detalhe: essa moça também praticava bullying contra Val. 

    Dessa amizade inesperada, Val, finalmente começa a se sentir um pouco melhor, mas, as coisas ficam cada vez mais desagradáveis: sua mãe pensa que ela está fazendo amizades novas para dar continuidade na lista e matar as pessoas, seu pai a odeia e diz que nunca vai perdoá-la, o irmão de uma das novas amigas dela a ameaça com uma arma, seu irmão se afasta dela... E num ato totalmente egoísta ela afasta a única pessoa que está disposta a ser amiga dela.
Ela encontra um carinho inesperado em Bea, que dá aulas de artes em uma escola perto do consultório do terapeuta, e Val passa a se expressar de uma forma diferente, e passa a ver a vida por uma nova perspectiva. Resolve por um ponto final em seu passado e recomeçar. Tudo ficará bem!

    Falando agora dos personagens: para mim, Bea é como um anjo, algo meio místico. A primeira vez que Val a vê, ela está balançando um pano cheio de purpurina, e Val fala que ela parece uma fada. Bea a incentiva a colocar mais roxo em sua vida. Desde que ela passa a ter aulas de artes, Val se abre mais para a vida, para as escolhas, para a sua mãe, se abre para tudo.

Capas lindas em diversos países. Amei a capa com o menino de capuz e a brasileira.

    O pai dela é o cara mais odioso do livro. Os pais deveriam proteger os filhos, e o pai dela a renega, chega ao ponto de falar que vai levá-la para a casa da mãe pra ela apenas pegar as coisas dela e sumir para que todos se esqueçam que ela faz parte daquela família. Tanto que até a namorada dele em algum momento fala para ele "agir como pai". Já no final do livro, ela fala que sabe que um dia eles se perdoarão, mas, eu imagino que se eles se perdoaram, nunca mais se viram, ficou cada um no seu canto. Já a Rebeca Fonseca, presidente do nosso clube disse que imagina que lá no final da vida dele, ele tenha pedido pra falar com a filha e tenha pedido perdão para ela. Não tinha pensado nisso, mas faz muito sentido. O irmão de Val estava se tornando tão odioso como o pai, e foi ótimo ele ter se afastado delas, deu uma liberdade maior para ela e a mãe. A mãe era no início uma figura incógnita para mim, mas, depois vimos que apesar de toda a desconfiança, ela amava a filha de paixão, e fez de tudo para que Val superasse tudo.    


A melhor pessoa do livro é com certeza o doutor Hieler, o terapeuta. Val consegue se abrir com ele e ele se torna um grande amigo dela, conhecendo ela melhor que ela mesma. E interessante é que ela pensava muito na família do doutor, ficava imaginando que enquanto eles estavam em sessão, ele deixou em casa sua esposa e filhos para estar lá cuidando dela. Mas, ainda assim, com ele, Val podia ser ela mesma com ele.   E com Bea. Ela e Bea se davam muito bem. Com o tempo, a mãe dela também começou a viver melhor. A partir do momento que Val se abriu para a vida, ela passou a confiar mais na vida e a mãe passou a confiar mais na filha.

     O livro tinha tudo pra ser perfeito se não fosse o final. Pra mim, o livro não tem final. Quem ler ou quem leu, vai saber do que estou falando. O livro não tem final, tive a nítida sensação que a autora se esqueceu de enviar o último parágrafo para a editora, haha. Ou talvez a intenção dela é que cada um pense em um final para o livro. O meu final é uma incógnita, pois eu não consegui pensar em um.
    Nesse mês de Setembro Amarelo eu tenho visto vários blogs se mobilizando trazendo informações, dados científicos e alguns até com experiências pessoais. É importante ter histórias assim que mobilizem e influenciem nas decisões de algumas pessoas com tendências suicidas. 

   Vou parando por aqui, chuchus, fica aí a dica dessa obra fantástica, A Lista Negra, deveria ser leitura obrigatória em sala de aula para alunos do Ensino Médio. 
Uma ótima noite, queridos, fiquem na paz e uma ótima semana!

Beijoooo! -.-




    

10 comentários:

  1. Oi Cecy
    Demorei mais vim dar uma olhada na sua resenha.
    Eu li esse livro em Julho de 2015 e não ne lembrava de bastante coisa.
    Tinha me esquecido completamente que ela começou a fazer aula de arte com a Bea ( é aula de arte mesmo? Agora eu me recordo de algumas coimas mais vagamente)
    Não lembraca do irmão dela e do pai também.
    A minha lembrança mais fortes do livro era com a hostilidade de todos e a aproximação de uma personagem que fazia bulliyng com ela que foi uma das personagens chaves para ela dar a reviravolta .
    E a jornalista maldita que fazia aquelas matérias jogando a opinião pública para cima fa Valerie.
    Esse livro é incrível ♥
    Eu peguei ele para ler com um pouco de receio por ele abordar um assunto mais forte ,mas com curiosidade pois assisti um vídeo da Pam Gonçalves com ela e falando super bem desse livro.
    Logo a leitura me conquistou.

    Beijos

    Meu mundinho quase perfeito

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    1. Oi Babi, obrigada pela visita! Confesso que esse foi o primeiro livro que li com essa temática, e gostei muito. Esse mês já li mais dois nessa mesma pegada. É um livro que cativa, emociona e traz reflexões, não é mesmo? Eu recomendo também!

      Volte sempre, beijoooo! ^^

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  2. Olá Cecy
    Olha parabéns pela resenha viu?
    Parabéns tb pela divulgação do setembro amarelo, que pétalas amarelas possam conscientizar cada vez mais um número maior de pessoas na prevenção do suicídio.
    Eu me demorei em cada parágrafo assimilando o conteúdo da sua narrativa e fiquei muito instigada para ler o livro.
    Bullying é um tema forte que deve ser discutido em nosso dia a dia para que com o tempo possa ser definitivamente abolido especialmente (mas não somente) das escolas.
    Curioso que nesse livro conhecemos tb um lado que não é tão comentado, o da vítima que de repente se vê hostilizada como vilã.
    E ainda tem reviravolta na trama, uma das garotas que a hostilizava se torna a única pessoa capaz de lhe oferecer apoio naquele ambiente.
    E claro, o principal, o apoio psicológico e a volta por cima.
    Confesso que fiquei chocada com o comportamento do pai da protagonista :/
    Pena que o final ficou em aberto.
    Já está na listinha dos desejados!
    Obrigada por compartilhar.
    Uma semana abençoada pra ti
    Bjs Luli
    Café com Leitura na Rede

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    1. Luliiii, sua linda, obrigada pelo carinho!
      Olha, esse livro me chocou muito, sabe. Sou professora, convivo com alunos e sei o quanto eles podem ser cruéis, mas, nunca me deparei com uma situação desse nível. Eu realmente gostei de ver a superação da menina, que tinha tudo para se fechar cada vez mais, mas, resolveu tentar, viver um dia de cada vez. O pai dela é um ser odioso, noss, tive vontade de socá-lo várias e várias vezes! E o mais bonito, sem dúvida, foi a amizade da garota que tripudiava dela, ela passou a defender a Valerie com unhas e dentes, se arriscou a perder os amigos por querer ser amiga da "irmã da morte". A maior lição, com certeza, procede dessa amizade!

      Uma semana mara pra ti também, beijoooo! ^.~

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  3. olá cecy, eu já li esse livro, em PDF, nao tenho ele físico. E ótima opção pra se ler , nesse mês. Contém questões polêmicas mas que deve ser discutido. adorei a resenha. você arrasa sempre beijos

    Taynara Mello | Indicar Livros
    www.indicarlivros.com

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    1. Oi Tay, eu também não tenho esse livro, uma pena! Obrigada pelo elogio e por estar sempre aqui! Beijoooo! ^.°

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  4. Oiii Cecy! Achei incrível o enredo desse livro *--* ainda não li, mas agora fiquei com vontade de ler! Eu acho que as autoras que deixam o final no ar é pra dar mais emoção pra gente kkkk tenho certeza! Kkkk amei a sua resenha *--* e essa capa é linda <3 Com certeza vou anotar na minha Wishlist *--*

    *Beijokas -Hellen Barros.

    www.apenasgiz.com.br

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    1. Oie Hellen! Eu acho essa capa linda também. A história é forte, viu, não tanto quanto Os 13 Porquês ou como Por Lugares Incríveis, mas, é forte e ótimo! Li esses três pelo celular, detesto isso, mas, era o que tinha pra hoje, então... Hahaha! Adiciona lá na sua lista de desejos, sim, acho qe você vai adorar!

      Beijoooo!

      Beijoooo!

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  5. Oii Cecy,
    Estou começando a me identificar super com você! A Lista Negra, Por Lugares Incríveis, Um amor para recordar e por aí vai... haha

    Apesar de tudo, amei o final de A Lista Negra. Acho que encerrou o livro mostrando que a vida de Violet ainda não havia acabado e que o futuro ainda aguardava muita coisa, sabe? Todas as experiências fortaleceram a personagem e a transformaram, mesmo que de forma dolorosa. Enquanto isso, imagino-a sendo feliz, talvez cursando arte e se lembrando de Bea, usando Nick como inspiração e, quem sabe, escrevendo livros sobre uma garota que conseguiu transformar algo terrível em algo bom. Sobre uma história que mudou a vida de muitas pessoas.

    Beijooos!

    Lari.

    http://leituraecappuccino.blogspot.com.br/

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    1. Oi Lari!!! Obrigada, sua linda, estamos nos identificando então, rs! Em A Lista Negra, também imagino isso pra Val, que ela finalmente pode dar um rumo em sua vida e usou a arte como válvula de escape, mas, confesso que essa do livro eu não tinha pensado e é muito boa a dedução. Mas, ainda tenho a sensação que falta o último parágrafo, rs!

      Beijoiii! 😻😻😻

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