quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Resenha #19 - Convergente - Veronica Roth

   Boa noite, gentemmm

   Estou aqui pra falar - finalmente! - sobre o final dessa saga que mexeu demais comigo!

   Primeiro vamos aos fatos: comprei "Divergente" ano passado, me dei de presente de natal. Minha amiga Quenia que me indicou. Ela me disse que tinha lido a sinopse em algum lugar e que tinha visto que era mais ou menos no estilo dos Jogos (nosso amorzinho, rs!). Não estava interessada, mas quando vi o livro em promoção no Submarino (site que amo e odeio, rs!), não resisti e comprei. Guardei na estante e a vida continuou. Alguns dias depois eu comprei "Insurgente" e guardei na estante, ao lado do irmão dele. Aí o tempo passou, comprei outros, li outros e meu irmão me disse que estava lendo então resolvi ler também. Cara! Li ambos na mesma semana e levei meses pra comprar o último, e quando comprei, levei meses pra ler. Duas semanas atrás eu li. Li "Convergente" e o Spin - off "Quatro".

Confesso que bateu saudade assim que o livro acabou... De verdade! Lembra que comentei que senti saudade de A Hospedeira assim que terminei de ler? Pois é, senti saudade dessa distopia assim que acabei,e bem mais forte do que o citado acima. 

Bom, vamos ao foco então:

Esse livro é narrado por duas pessoas. Divergente e Insurgente são histórias contadas por Tris, e Convergente são dois pontos de vista: de Tris e de Quatro. Eles descobrem que vivem em um sistema arbitrário que os manteve presos por durante muito tempo e que assim que os Divergentes tivessem em um número ideal, a Amizade deveria abrir os portões e sair da cidade para salvarem as pessoas de fora. Todos ficam extasiados, afinal, o que há do lado de fora da cerca? Tris ainda está arrasada com algumas coisas, como por exemplo a traição de seu irmão e seu julgamento. A mãe de Quatro - Evellyn - tomou a cidade, destruiu o sistema de facções e estava governando com muita tirania, exigiu que Tobias terminasse seu relacionamento com Tris e não queria que nada acabasse com o mundo perfeito que ela estava tentando criar. Tris porém, é uma revolucionária, uma rebelde, e ela não aceitaria ordens diretas ou indiretas de Evellyn e de seu grupo de sem facções, então, ela, Christina, Tobias, Peter, Uriah e mais alguns outros decidem sair da cidade e enfrentar o que quer que exista atrás dos portões. Claro que muita coisa perigosa acontece até chegarem na cerca, mas ao atravessarem, a vida deles mais uma vez muda radicalmente...

   Assim que chegam do lado de fora da cerca eles descobrem que viveram uma mentira por gerações. Tris e Caleb descobrem quem sua mãe foi realmente, e ambos tem a chance de acertar seus problemas. Ou não! Em um ato de raiva, Tris soca a cara do irmão - o que foi muito bem feito depois de tudo o que ele fez, humpf! Agora algo que realmente me espantou muito nesse livro, foi ver a fragilidade de Tobias. Quatro era um popstar na Audácia, o cara que só tinha quatro medos, o instrutor pavoroso dos iniciandos, o durão, o que causava pânico, pavor e inveja em muita gente, o cara que enfrentou o pai, que traiu a mãe, que matou o líder... como ele era inseguro com relação a tantas outras coisas. Do ponto de vista psicológico, Quatro na verdade era a exacerbação do ego de Tobias. Quatro era tudo o que Tobias temia, e por trás de toda a sua fragilidade, a coragem se sobressaía. Tris e Tobias ainda brigam bastante, mas não há como negar a simetria de ambos. Um era a força do outro, Tris o cérebro e Tobias os músculos. 
   Alguns contratempos acontecem, e é nessa hora que os carácteres de todos vêm a tona. Quem eles são de verdade? Pelo que estão dispostos a lutar? Estão dispostos a lutar? Muita coisa ruim acontece, e em como todo final de saga, muita gente boa morre. Me lembro de ter ficado arrasada com algumas mortes em Harry Potter 7, fiquei péssima com algumas mortes em A Esperança, uma delas especificamente, acabou comigo, e, claro, não podia ser diferente nesse. Muita gente boa morre, e de maneiras tão tristes! Mortes acidentais, mortes por defesa do próximo, mortes por amor, sacrifícios...


   Tris vivia reclamando que não era altruísta o suficiente para viver na Abnegação. No primeiro capítulo de Divergente já vemos a angústia dela ao narrar como sua família era e como ela se sentia culpada por saber que iria abandoná-los. Mas o que nós mais vemos durante as leituras é o quanto Tris é abnegada. No livro dois, ela se coloca em situações de risco por várias vezes pelo simples fato de não querer ver ninguém mais sofrendo, e nesse terceiro livro, vemos a Abnegação presente na vida dela o tempo todo, mesmo depois que as facções caíram, mesmo depois que ela saiu de Chicago, mesmo depois de ser traída, mesmo depois de tudo... Tris é a Abnegação em pessoa.

   Tô quase contando o final, ahahahah....
   
   Enfim, o livro se encerra contando a história dois anos e meio depois. Sem sistema de facções, com as pessoas trabalhando por uma Chicago mais próspera, com amizades mais sólidas e acima de tudo, com uma perspectiva de vida melhor. Quando eu estava lendo, faltando uns sete capítulos para o ápice da história, eu matei o que aconteceria. Sabe quando você fala: "Mano, vai acontecer isso?". Pois é! Eu fiz isso, e passei os próximos capítulos naquela expectativa e já morrendo de raiva, mas quando realmente chegou no ápice, apenas pensei que a autora sabe o que fez. Muita gente odiou. E odiou pelo mesmo motivo que provavelmente eu adorei. Se ela tivesse escrito um outro final, talvez a história não tivesse o impacto que teve!


Minha reação não foi essa, não, rsrsrsrs... Foi até antes de eu chegar no ápice, como disse, quando cheguei lá, eu sabia que a autora tinha feito o certo. Gosto de reviravoltas em histórias. Voltando a falar de Harry Potter, me lembro quando cheguei no livro 7 que li sobre a morte do professor Snape. Achei ótimo ele ter morrido, até eu descobrir quem ele era e a importância dele na vida do Harry. Em A Esperança também, na morte que me arrasou. Foi a morte dessa personagem que deu uma reviravolta nos fatos e mudou completamente o curso da história. O clímax de Convergente mexeu muito comigo. Me fez chorar, mas não me deixou com raiva, não. Achei perfeito! Sou shakesperiana, então sou chegada num drama, hahahah... É incrível como os livros podem te fazer refletir na vida, pois, eu passei a última semana me fazendo questionamentos, sabe. Até onde eu iria por meus amigos? Por meus irmãos? Por meu amor? Quais chances eu teria de acertar fazendo o que aparentemente era o errado? Em um determinado ponto do livro, Tobias faz uma reflexão sobre quem ele se tornou nos últimos dois anos e tira uma conclusão sobre as pessoas que eu acho fantástica. Vou colocar aqui, mas vou encurtar o parágrafo com esse sinal [...], tá?

   "[...] As mãos dela continuam nos meus ombros, mornas, ásperas e calejadas. [...] Mas não quero me tornar um homem calejado. Há outros tipos de pessoas neste mundo. Existe gente como Tris, que, depois de sofrer e ser traída ainda consegue encontrar amor o bastante [...] e poupar a vida do irmão. Ou pessoas como Cara, que conseguiu perdoar a pessoa que atirou na cabeça do seu irmão. Ou como Christina, [...] mas mesmo assim decidiu continuar aberta e fazer novos amigos. Diante de mim, surge outra opção, mais clara e mais forte do que as que dei a mim mesmo."

   Gente, juro, que linda essa história. Me fez rir, me fez chorar, me deixou com gostinho de quero mais, deu até uma vontadezinha - bem pequenininha  - de assistir o filme só pra ver o gatíssimo Theo James como Tobias Eaton (ou Quatro, tanto faz, rs!), porque o Quatro é lindo, maravilhoso e perfeito na minha imaginação. Só que não sei por qual motivo, quando li Divergente, não sei, mas me veio na cabeça o Sam Claflin como o cara perfeito para interpretar o Quatro... Sei lá, mas tô meio que entrando numa fase Sam Claflin. Dany Costa me entenderá, ainda ontem estávamos falando dessas fases... 
   Bom, quero agradecer minha amiga Quenia - linda! - que me indicou essa saga. Amei o livro, a trilogia e o spin - off. Eu falei que ia postar "Quatro" ainda essa semana, mas estou retirando o que eu disse, pois não vou fazer isso essa semana, não, hahahah...

   Amores, vou me despedindo! Um grande beijo pra Quenia e pra Dany que eu citei aqui já, e um abraço especial para a Rebeca Fonseca que reapareceu (êbaaaaa!!!! \0/) e pra Sara Miranda que sempre passam por aqui! Muito obrigada pelo carinho de vocês! 


Beijoooo!!! =)


"Uma escolha pode te transformar. Uma escolha pode te destruir. Uma escolha vai te definir!"

Convergente - Allegiant - Veronica Roth. Nota Dez!

5 comentários:

  1. Ownnn obrigada... Tive que fazer uns pequenos pulos na sua resenha pq estou lendo HP 7 kkkkkkkk mas preciso urgente terminar essa série, na biblioteca só tem divergente então assim complica. Beijocas minha flor.

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  2. Beijo, beijo!
    Hummm... Sam Claflin, gato!

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  3. Amei a sua resenha, completa e sem spoilers. Não terminei de ler o livro ainda e eu tive a mesma sensação de fragilidade do Tobias. Mas apesar de tudo estou gostando bastante mas estou lendo bem devagar por que não quero que acabe rápido.

    Beijos.
    Thamires Vicente
    Memórias de uma Leitora

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    Respostas
    1. Ai, Thamires, vou te falar: aproveita bem, pois vai te dar saudade assim que terminar de ler...

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