sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Merry X-Mas!




  A todos os que sempre passam aqui no meu cantinho literário, boas festas! E boas festas para aqueles que não passam sempre e para os que estão passando pela primeira vez... Enfim, rs, boas festas para todos!





Beijos + Abraços + Bombons...


Cecy


Livro para o Natal?!?

    Morning, fellows!

   Hoje é dia de natal, e natal é a época que mais gosto no ano. As pessoas ficam mais amorosas, as coisas fluem melhor... O espírito natalino realmente mexe com as pessoas!


  Para esse período onde deveríamos voltar nossos corações para Cristo, infelizmente o comércio é que mais lucra. Todos se preocupam em dar presentes, vemos filmes sobre o tema, especiais de natal de nossas séries favoritas (ainda aguardando o especial de Doctor Who, rs!), mas parece que fica um vazio mesmo assim... Qual é o verdadeiro significado do Natal? Todos nós sabemos, mas fechamos nossos olhos e nos deliciamos com as guloseimas, a bagunça, o reencontro familiar, e, claro, os presentes. Tudo isso é ótimo, se eu falar que não gosto, pode acreditar que é mentira! Até porque ali em cima eu já disse que é a época do ano em que mais gosto.
  Recomendar um livro para o natal? Fácil! Esse aqui, ó:


    Dentro da Bíblia Sagrada nós encontramos não apenas sobre o significado verdadeiro do Natal, mas também ensinamentos para o resto da vida e para todas as coisas. Ali no Novo Testamento, temos quatro versões diferentes da história de Jesus, cada uma com detalhes diferentes que não encontramos nas outras. Jesus foi o Homem mais Sábio e o único totalmente Santo a pisar nesse planeta. Nós somos pessoas tão ingratas, pois foi por nossa causa que Jesus veio até aqui, nasceu em uma estrebaria, passou por privações, carregou nossa cruz e morreu por nós, e nós nos queixamos de tudo, nem nos lembramos de agradecer! Reclamamos do calor, do frio, da chuva, de trabalhar demais... tem gente que não tem o que comer no dia de hoje, e muitos de nós vão jogar os restos da ceia no lixo... que tal aproveitarmos essa época para colocar na balança a nossa vida? Até onde estou sendo bom?

    Agora, pra quem não gosta de ler a Bíblia, acha o livro difícil de interpretar, tenho aqui um que talvez chame a atenção: "Vida de Jesus", alguém conhece?

   Eu tenho ele aqui em casa só que com uma outra capa. Foi escrito por Ellen G. White e traz a história de Jesus dividida em quatro partes: nascimento, ministério, paixão e volta do Mestre. O livro é todo ilustrado por Jo Card com todas as ilustrações feitas a mão, com letras grandes para facilitar a leitura, páginas antialérgicas, e uma mensagem fantástica. Na primeira parte, é contada a história do nascimento de Jesus, época que estamos comemorando hoje. Engraçado que quando assistimos filmes, desenhos bíblicos ou até quando vemos ilustrações, a estrebaria sempre aparece limpinha, né? Sabe que não acredito nisso? Gente, um estábulo limpinho? A noite? Duvido! Sei que as pessoas limpam os estábulos durante o dia, mas de noite os animais já estão todos lá de novo, e venhamos e convenhamos, pelos registros históricos, sabemos que antigamente as pessoas não possuíam as condições higiênicas que temos hoje em dia. E mesmo que estivesse limpinho o local, imagina só o cheiro? Eeeecccaaaaaa!!!!! E foi assim que nasceu Jesus. Cercado de anjos, de amor, de feno, de animais fedidos, mas isso não tirou a majestade dEle e muito menos a importância do momento.
    Maria era muito abençoada, hein! Ser a responsável pela gestação e educação do Filho de Deus! Não acredito que nos dias de hoje alguém seja santa o suficiente para receber uma honra dessas!




   Esse é o índice do livro. Até o índice é ilustrado, olha que show!
   Eu tenho esse livro aqui em casa, dei pra minha mãe uns sete anos atrás. Minha mãe é semianalfabeta, ela mal lê e lê apenas letras de forma e bastão. E ela lê esse livro com tanta vontade que dá até gosto de ver. Já está lendo pela terceira ou quarta vez, todos os dias ela lê um pouquinho. Realmente, é um livro muito lindo. Os livros mexem com nossas emoções, e esse nos transmite paz, uma paz sem igual.
    Creio que não há necessidade de uma resenha sobre ele, pois todos nós conhecemos a história de Jesus, e Ellen White nos traz fatos sobre a época também que são desconhecidos para nós, principalmente para a nossa cultura ocidental tão diferente!

    Que no dia de hoje, nós nos lembremos que Jesus é o verdadeiro significado do Natal, mas que o espírito que nos move hoje esteja sempre presente em nossa vida, todos os dias!

    Beijos pro cês, amores, boas festas!


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Happy Doctor Day!!!

     Hello, Sweeties...

     Eu precisava comentar hoje sobre isso: Feliz Dia do Doutor!!! Há 52 anos, a BBC lançou uma série de ficção científica que na época nem eles mesmos sabiam que daria tão certo: DOCTOR WHO.

     Doctor Who narra as aventuras de um Senhor do Tempo. Quando essa série começou a ser transmitida, os produtores viram que dava certo e investiram pesado. O velhinho bonzinho que roubou uma máquina do tempo e viajava pelo tempo e espaço com sua neta e algumas outras pessoas. Até o ator ficar muito doente e precisar deixar a série. Precisava urgente de um substituto, e o ator escolhido era nada a ver fisicamente com o Doctor. Foi então que surgiu a ideia: e se o Doctor estivesse morrendo, só que usasse um truque para enganar a morte? Todas as células de seu corpo mudariam e automaticamente ele se tornaria uma nova pessoa, com uma nova personalidade? Caso não ficasse bom, ao menos eles tinham tentado, né? O que eles sequer imaginavam é que justamente esse  seria o segredo do sucesso de Doctor Who!

     Agora, minha história com Doctor Who, foi no mínimo engraçada. Eu moro em uma cidade muito festeira, sabe, muito mesmo. E tem uma época do ano que se tem festa a semana toda, e os horários de ônibus mudam, fica o Oh!, e eu faltei na faculdade pois não teria busão pro meu bairro quando eu chegasse. Então, sem nada pra fazer, peguei o controle da TV e mudei de canal. Vi um monstrengo horrível e zuado, e passei pro outro canal. Só que não resisti, eu queria saber que monstrengo era aquele. Dali alguns minutos, vejo correndo uma loura, um nego muito gato, um branquelo super power lindo e o Christopher Eccleston (!!!!!) que era o único que eu sabia o nome e que eu curto muito o trabalho dele desde minha adolescência. Era o episódio "Boom Town" da primeira temporada! No outro dia assisti de novo, achei super legal apesar de ouvir uns nomes que nunca tinha ouvido, e no outro dia assisti de novo, e o Eccleston se regenerou e eu não entendi nada. Ué, eu estava vendo o Eccleston, de repente vejo o carinha que fez o Bart Crouch Jr. em Harry Potter e o Cálice de Fogo? (Eu ainda nem imaginava que esse Doctor Tennant viria a ser o meu favorito, né?) Parei por aí, minha rotina voltou ano normal, uns dias depois eu assisti o segundo episódio da segunda temporada, e fiquei um tempão sem assistir. Quando assisti, era o sétimo episódio da quarta temporada. "Cadê a Rose?" foi a primeira pergunta que fiz, mas me esqueci assim que vi a Agatha Christie no episódio. Quando assisti de novo, mosquei mais ainda, porque vi um outro cara sendo chamado de "Doutor" (meu Matt!) por uma ruiva muito linda... Larguei mão de vez, decidi assistir certinho, o que demorou um bom tempo...

Whovianic dezembro de 2013
     Eu não imaginava que existiam tantos Whovians espalhados por aí, conheci um site onde eu podia baixar os episódios e mais ou menos uns oito meses após eu começar a participar ativamente dese site, os administradores do site marcaram um Whovianic, e eu saí daqui do interior e me descambei pra Capital, arrastei a Quenia comigo, só pra participar desse evento, e gente, tinha um bando de doidos por lá. Uma galera gente boa, gostei de todo mundo. Tinha até uma cópia feminina do Master (antes de ele se regenerar em Missy) e uma cópia masculina da River Song, ele era O River, hahahah... Gravamos um vídeo do 500 Miles que deve estar no YouTube até hoje... No ano passado teve um outro encontro Whovian, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon - Pompeia. Claro que arrastei a Quenia comigo de novo, rs!


      Tinha muito cosplay show de bola, sabe! Era cosplay de Missy, de vários Doctors, tinha até uma moça de K-9 por lá! Super divertido o podcast, eu curti bastante e ainda cantamos "Happy Birthday Doctor Who" no final - também deve estar em algum lugar do YouTube, rs! 

     Esse ano eu também arrastei a Quenia pra um outro esquema: lá na Pompeia de novo, a TARDIS estaria exposta. Claro que eu fui, né? Tirei altas fotos! Linda de morrer, com aquele azulão... E, assim que surgir outra coisa, Quenia... Geronimo! Ahahahaha!!!

     Enfim, só falo uma coisa: nesse universo Whovian, tem muita coisa para ser explorada. Ontem eu assisti o episódio novo da 9º temporada, "Face the Raven"... Cara, chorei pakas! Despedida de companion é sempre horrível, dramática, mas confesso que não esperava que fosse do jeito que foi...


     E claro, ultimamente ele tem aparecido bastante em postagens Whovians, então, como sou fã desse cachorro, nada mais justo do que o Snoopy me fazer companhia nesse post, mostrando que também é Whovian, rs! 
   
Engraçado esse negócio, né? Como pode um monte de gente que nunca se viu se reunir pra fazer um evento grande e o negócio dar certo? Se nós nos uníssemos mais em causas sociais com o mesmo afinco que usamos para usufruir das coisas que gostamos e admiramos, acho que nossa sociedade seria melhor... mas não estou aqui para fazer crítica política, não hoje, rs!

     Vou encerrando por aqui, estou com sono. Final de ano acaba com qualquer professor, viu, "pelamor" do guarda, tô um bagaço, precisando urgente de vitamina F: Férias! Ahahahahahah!!!



     Então.... Good night, Sweeties, sonhem com os anjos (não com os Lamentadores vai que eles não são sonho e te levam pra passado e se alimentam da sua energia temporal de dias não vividos no futuro, hein? )


Allons-y! 

sábado, 7 de novembro de 2015

Vida e Obra #3: J. M. Barrie

   Boa noite, amadinhos...

     Faz tempo, né? Naquelas...vida de professora em fim de ano é zoada! Mas estou aqui, e isso é que importa. Hoje vim para falar de um autor maravilhoso que escreveu uma de minhas obras favoritas: J.M. Barrie.


Peter Pan é o meu conto de fada preferido de todos os tempos, sabe. Desde que escutei a história pela primeira vez, me encantei. O menino que não queria crescer, mas que ao mesmo tempo era adulto o suficiente pra cuidar de outros meninos, das fadas e enfrentar piratas. 

Meu primeiro contato com Peter na verdade, não foi na literatura, mas no filme da década de 1990 - Hook, com Robin Williams como Peter Pan e Julia Roberts como Sininho. Me encantei com a história, achei apaixonante! Com o passar dos anos eu lia algo aqui, outro acolá, mas a história mesmo me era desconhecida. O tempo foi passando, e mesmo sempre encantada com o mundo mágico da Terra do Nunca, não pude evitar que acontecesse: eu cresci! Eu vivia encantada com Neverland, mas não habitava em Neverland. Fazer o quê? Não há nada a fazer, crescer faz parte (e por mais que eu me recusasse, não rolou!).

Os anos se passaram e nunca deixei de amar a história dos "Meninos Perdidos", e fui procurar o livro pra ler. Levei anos procurando, mas antes de encontrar o livro, conheci um pouco mais sobre a grande pessoa que foi J. M. Barrie. Marcado por grandes perdas, cicatrizes que permaneceram em sua alma pro resto de sua vida, transformaram ele, mas também o tornou mais forte. Quem não conhece, pode conhecer e quem já conhece, pode se encantar - ou se entristecer - novamente com a história de vida deste homem.

Conhecendo J. M. Barrie:

Sir James Matthew Barrie nasceu na Escócia em 1860, mas mudou-se bem jovem para a Inglaterra, onde viveu toda a sua vida. Foi dramaturgo e escritor, produzindo diversas peças teatrais além de escrever diversos livros, sempre para o público adulto. Em 1904 ele escreveu "The Boy Who Wouldn't Grow Up" (O Menino Que Nunca Quis Crescer), dando origem ao personagem Peter Pan, - sua criação mais famosa - o menino que foi criado por fadas na Terra do Nunca, que conseguia voar e que não envelhecia jamais, mas apenas em 1911, Peter Pan foi publicado em livro, narrando assim a história dos irmãos Darling. Acredita-se que a inspiração do autor para Peter Pan tenha sido através de sua amizade com Sylvia Llewelyn - Davies - sim, ela é real!!! - filha do romancista George du Maurier.



Para quem assistiu o filme com o maravilhoso Johnny Depp e Kate Winslet - Em Busca da Terra do Nunca - Finding Neverland em inglês - ficou muito encantado (tenho certeza, até meus alunos que assistiram choraram, rs!) e, nesse filme, podemos conhecer um pouquinho mais sobre Barrie. Bom, sua amizade com a senhora Davies começou por acaso. Viúva, mãe de cinco meninos, o autor usou a inspiração que as crianças lhe davam para criar o mundo mágico de Peter Pan. Essa amizade foi tão importante, que após a morte de Sylvia, Barrie se tornou tutor dos meninos, permanecendo assim até sua morte em 1937. Em vida, doou os direitos da história de Peter Pan para o hospital pediátrico Great Ormond Street. 



Barrie era o nono de dez filhos. Aos sete anos passou por um trauma que o acompanharia a vida toda: seu irmão David morreu em um acidente de patinação, e sendo o filho preferido da mãe - o que pra mim é um absurdo, os pais deveriam amar por igual - esta não aguentou e caiu em depressão profunda. Jamie, como era chamado, tentou conseguir a afeição da mãe vestindo as roupas do irmão falecido, e ela olhou para ele pela primeira vez em meses, surgindo a partir daí uma relação obsessiva entre mãe e filho.

Em 1894, o nome de Peter Pan foi usado no romance adulto intitulado "The Little White Bird", que contava a história de um menino e um homem que iam passear em Kensington Gardens e o homem contava que Peter Pan podia ser encontrado nos jardins durante a noite. Vinte anos depois, em 1904, Peter Pan foi para os palcos, mas o livro mesmo só veio a ser publicado em 1911 e foi intitulado "Peter and Wendy". Alguns afirmam que essa história foi a consequência da sua não revelada busca pelo amor, servindo de consolo pela falta de afeição das duas mulheres mais importantes de sua vida - mãe e esposa - tendo sido uma tentativa de definir seu remorso por perder sua infância e nunca ter tido um filho como Peter ou uma filha como Wendy. Peter Pan foi se desenvolvendo à medida que Barrie contava para os cinco filhos de Sylvia, esta com quem Barrie teve uma longa amizade. O esposo de Sylvia, Arthur, não ficou muito feliz com essa amizade, mas acostumou-se com o tempo, e após sua morte, Barrie sempre esteve por ali. Após a morte de Sylvia, o pai adotivo dos Davies ainda viria a sofrer grandes traumas em sua vida: George, um dos filhos morreu na Primeira Guerra Mundial e Michael se afogou com um amigo em Oxford (provavelmente um suicídio duplo), e a morte de Michael foi uma grande perda para Barrie. Peter chegou a se tornar editor, e em 1960 suicidou-se se jogando na frente de um metrô. Reza que a lenda de que Peter se tornou muito infeliz por nunca conseguir se desvencilhar do personagem que recebeu o seu nome.


Durante a Primeira Guerra Mundial, Barrie ainda se arriscou mais: fez um filme! No estilo Velho Oeste com seus amigos Shaw William Archer e G.K. Chesterton, e escreveu mais duas peças de fantasia. Barrie tornou-se Barão e em 1922 recebeu a Ordem de Mérito - distinção de honra britânica. Costumava ser visitado por ministros, duques e estrelas de cinema como Charlie Chaplin, além de outros admiradores que ocasionalmente ele ajudava com dinheiro ou conselhos. 



Mesmo com a idade avançada, Barrie podia interpretar o Capitão Gancho e Peter Pan com entusiasmo de menino para o filho de sua secretária, Lady Cynthia Asquith. O criador do menino que nunca cresceu habitante da Terra do Nunca, morreu em 19 de junho de 1937 aos 77 anos, vítima de pneumonia, e apesar de toda a dor que passou durante toda a sua vida, com perdas irreparáveis de pessoas próximas - irmão, mão, melhor amiga, filhos adotivos - Barrie procurou viver plenamente!
Peter Pan ainda hoje é um dos livros mais lidos e admirados em todo o mundo, e já ganhou diversas adaptações para as telas - já assisti todas, por sinal, rs! 


     Acho que a parte mais triste do livro, é o que acontece com os Meninos Perdidos e com os meninos Darling depois que eles crescem. Apenas Wendy continuou a acreditar e se lembrar de Peter e da Terra do Nunca, tanto que passou a história para suas gerações, e, sabe, conosco acontece da mesma forma! Enquanto somos crianças acreditamos com mais afinco, amamos com mais veracidade e vemos tudo muito mais colorido. Conforme crescemos, nos tornamos ocupados demais, estressados demais cansados demais e mau -  humorados demais (experiência própria, rs!) para vermos tanta magia em tudo. Acaba a inocência e começa a vida real. Se olhássemos hoje com os olhos de crianças para as coisas ao nosso redor, talvez - e apenas talvez - fosse tudo mais fácil!
     Quantas vezes ainda teremos de dizer: "Eu era feliz e não sabia!", pensando em nossa infância e tudo o que ela representou para cada um de nós? 

Estátua de Peter Pan - Kensington Gardens - Londres.

     Pior de tudo, síndrome de Peter Pan não rola, só vivendo muito alienado mesmo para deixar se levar por crises, afinal, enfrentamos crise o tempo todo: de idade, identidade, inferioridade, financeira, familiar... As crises nos ajudam a crescer. Irônico, não? Aprender a crescer, quando tudo o que muita gente gostaria mesmo, era de ser como Peter Pan, e nunca deixar a inocência acabar.

     Enfim... Falei demais, né? Ahahah... Mal aê! Mas vocês me conhecem, quando falo muito, coloco diversas imagens para não ficar maçante e dar a impressão que o texto seja enorme - por mais que ele seja enorme mesmo, rs!
     Vou encerrando por aqui, amadinhos, faz três dias que estou tentando postar esse texto, e sempre algo dá muito errado, hahah! 
     Então, já me vou, galera! Um super beijo para meus amigos queridos que sempre passam por aqui e um super beijo pra quem está chegando agora. Sempre um prazer receber vocês!  =) 


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Resenha #21 - Os Segredos das Mulheres Inteligentes - Steven Carter & Julia Sokol

      Hello, Sweeties...
      Tudo bem com vocês? Espero que sim!

      Hoje estou aqui para falar de um livro que eu tenho há muito tempo, que eu quase perdi em uma enchente, e que eu decidi ler esse ano: Os Segredos das Mulheres Inteligentes, de Steven Carter e Julia Sokol. Mas antes de irmos ao livro, vamos falar um pouco de história, pode ser? Quem vem comigo?


    Atualmente, apesar de toda a representação feminina na sociedade, ainda existem aqueles homens machistas, muito machistas. Pior: muitas mulheres compartilham essas ideias. Já foi o tempo em que as mulheres eram apenas as responsáveis por manter a casa em ordem e seus filhos comportados. já foi também a época em que eram consideradas apenas objetos.
     Todos os anos comemoramos no dia 08 de março o dia internacional da mulher, mas muitos de nós nem sabemos o porquê dessa comemoração. Vamos então a aula de história: Em 08 de março de 1857, as mulheres operárias do setor têxtil de Nova Iorque se irritaram com sua má condição de trabalho, e como protesto, se trancaram na fábrica onde trabalhavam parando a produção por completo. Algumas horas mais tarde, essa fábrica foi incendiada, causando a morte de 136 mulheres. Mais tarde, elas foram consideradas mártires e tiveram esse dia fatídico constado na história.
      No final da década de 1960 tivemos ainda a "Queima de Soutiens"- no inglês, Bra Burning - outro movimento feminista. Cerca de 400 corajosas mulheres cansadas de tanta opressão, saíram às ruas para protestarem por  mais dignidade durante o concurso de Miss América em 07 de setembro de 1968 em Atlantic City - EUA. Motivo? A exploração comercial realizada contra as mulheres. As ativistas aproveitaram o concurso de beleza - tido como visão arbitrária e opressiva para as mulheres - para colocar um belo plano em prática: espalharam pelo chão diversos acessórios que representam a beleza feminina: espartilhos, cintas, sapatos de salto, cílios postiços, revistas femininas, laquês, maquiagens, e, obviamente, soutiens. Foi uma revolta e tanto! O engraçado é que nenhum soutien foi queimado, mas tal atitude foi incendiária, e a mídia deu uma forcinha e colocou esse nome no movimento, e, após, tantos anos, ainda nos estudamos sobre isso.
     Com o passar dos anos, apesar de estarmos em um tempo mais propício para as mulheres, ainda sofremos - e muito! -  com atitudes machistas  o tempo todo. E cada uma de nós precisa aprender a se valorizar. Algumas coisas nós aprendemos com o tempo, outras parece que já nascemos sabendo, e outras são necessários longos e longos anos para aprendermos. E, pensando nesse tema, resolvi trazer como dica de hoje o manual de 12 passos de Steven Carter e Julia Sokol.

  Os Segredos das Mulheres Inteligentes. Só o título já dá até um alto astral, não acha? Claro que ele não traz um passo - a - passo de como colocar a sua vida em ordem, mas ele traz dicas de como uma simples valorização partindo de nós mesmas, pode mudar o nosso humor, o nosso dia e até mesmo, algumas de nossas atitudes.

Não gosto de livros de autoajuda, e não considero esse como tal (apesar de que quando for procurar por ele em livrarias, é lá que você o encontrará, rs!), mas gostei bastante deste, gostei de saber pequenas coisas. Muitas mulheres reclamam que não são valorizadas por seus filhos, cônjuges, empregadores e pelo resto do mundo, mas, o que muitas vezes não nos tocamos é que a primeira pessoa que deve nos valorizar, somos nós mesmas! É muito fácil reclamar, acho que está embutido em nosso DNA o gene da reclamação, rs! Meu cabelo é feio, minha pele é péssima, meu corpo não agrada, não consigo um namorado decente... nossa maturidade nos influencia com o tempo, mas não é fraqueza pedir ajuda. As mulheres podem tudo! Podemos fazer tudo o que os homens fazem, termos relacionamentos felizes, sermos bem sucedidas em nosso trabalho, administrar a casa, e tudo isso de salto! 
   Portanto, você: mulher, mãe, filha, amiga, psicóloga, enfermeira, professora, dentista, caminhoneira, mecânica, motorista de ônibus, piloto de avião, diarista ou qualquer que seja a profissão que exerça e que deixa feliz, esse post de hoje é dedicado à você!

   Dedicado para minhas amigas de longa e curta data. E para você que não é minha amiga, é dedicado para você também! 
                     
     

Os Segredos das Mulheres Inteligentes - Steven Carter e Julia Sokol. Recomedadíssimo!




domingo, 13 de setembro de 2015

Resenha # 20 - Quatro - Veronica Roth

    Boa noite, senhoras e senhores, tudo bem?

   Nesse último mês de agosto, minha vida ficou corrida demais: cheia de projetos na escola, fiquei mais velha, já quase uma anciã, rs, fazendo alguns trabalhos extras pra uma renda extra... Incrível, quanto mais velha eu fico, menos tempo eu tenho. Que saudade do tempo em que minha única preocupação era saber se as crianças conseguiriam voltar pra casa em A Caverna do Dragão, ou se a Sara conseguiria se livrar de uma vez por todas da Diabolique e dos espectros em Cavalo de Fogo, hahaha...
    Bem, mas não estou aqui pra falar de Cavalo de Fogo, hoje vim falar do spin-off da saga Divergente, o livro "Quatro". Pra quem já leu a saga Divergente, ou deu um rolê aqui no meu cantinho e já viu alguma coisa, já sabe que Quatro é o namorado da Tris, transferido a Abnegação pra Audácia. Mas o que mais gosto nesse livro, é que ele mostra um outro lado de Quatro, nos mostra Tobias Eaton e como ele se tornou Quatro. Bora lá?

Quando tinha apenas dezesseis anos, Tobias era um zé ruela. Morava com seu pai na Abnegação, não tinha amigos, não falava com ninguém, era bondoso e educado e não tinha mãe. Seu pai, Marcus, era um dos membros mais respeitáveis do governo, porém, quando estava sozinho com seu filho era abusivo e cruel. Tobias tinha diversas cicatrizes em seu corpo devido aos maus tratos sofridos em casa. No dia marcado, um grupo foi até a escola para aplicar o teste de aptidão nos alunos, para que cada adolescente se decidisse em qual facção deveria permanecer, e Marcus, instruiu muito bem seu filho e o resultado foi o esperado: Abnegação. Porém, no Dia da Escolha, Tobias toma uma decisão inusitada: ao ser chamado, ele coloca seu sangue no pote de brasas da Audácia tornando-se assim um transferido. Tobias então passa a ter uma vida com menos regras e mais liberdade. Seu pai ainda apavora seus sonhos e sua paisagem do medo, mas ele se preocupa cada vez menos com ele. Como um transferido da Abnegação, automaticamente, foi chamado de Careta, mas seu instrutor Amah, ao descobrir o motivo pelo qual Tobias não dizia seu nome e nem se importava em ser chamado de Careta, o apelidou de Quatro - por ele possuir apenas quatro medos. Suas habilidades crescem rapidamente e ele se mostra cada dia mais corajoso. Faz amizade de cara com Zeke e Shauna, formando um trio de amigos pra tudo. Durante o ano, Quatro trabalhava na sala de controle por ser muito bom com computadores, e durante o período de iniciação, ele era instrutor.

   Esse livro contém a história de Quatro dividida em algumas partes. Nos mostra como ele é como filho, depois como ele se sai na Audácia até o seu encontro com Tris. O interessante é que a autora revela nesse livro, que quando começou a escrever Divergente, o protagonista era Tobias, porém, chegou em um impasse, a história não ia pra frente mais, então, ela mudou o enredo e deu certo. Ainda temos como bônus, três histórias de Divergente contadas na visão de Quatro.
Engraçado, que para Tris, Quatro é um cara perfeito, e quando vemos o outro lado da situação, percebemos o quanto ele era assustado e frágil. Não é fácil sofrer abuso... Principalmente de alguém que deveria te amar e te proteger, como seu pai. Complicado, né?
   O enredo do primeiro capítulo é exatamente esse. Falando como era a vida de Tobias na Abnegação, o segundo conta um pouco sobre a transferência e a nova vida dele, e o capítulo três traz uma grande mudança na vida de Quatro com sua iniciação, e mais mudanças após um tempo. O quarto capítulo nos mostra um Quatro tomando decisões que poderiam mudar sua vida e o quinto capítulo, ele com dezoito anos instruindo o novo grupo de transferidos, e assim que ele bate os olhos na Careta que foi a primeira a pular, ele percebe que tem uma chance de fazer uma coisa boa, afinal, alguém que teve a mesma criação que ele poderia ser uma grande aliada, certo?
    As três histórias do ponto de vista dele são: "Cuidado, Tris", "Você Está Bonita, Tris" e "A Primeira a pular: Tris!", histórias essas que vemos já em meados do livro Divergente.


Theo James muito gato como Quatro - aiai... rs!

    Achei muito legal ler algo assim, só tinha visto isso uma vez, nos livros (que já descrevi aqui) "A Hora do Amor" e "O Diário de Lúcia Helena", que são exatamente as mesmas histórias, só que o primeiro livro é a versão do Beto e o segundo os fatos são contados por Lucia Helena.
     Gente, tô com muito frio e não vou falar muito, porque vou começar a dar spoilers, e vocês me conhecem, eu falo mesmo, ahahahaha.... Por isso falei pouco do livro, pra deixar vocês com gostinho de quero mais! Então, vou ficando por aqui!

Beijinhos gelados...

Antes de Quatro: <3
Depois de Quatro: <4

Ahahahah....

 PS: Pra quem quiser ver meu comentário sobre os livros A Hora do Amor e O Diário de Lúcia Helena, mas estiver com preguiça de voltar no tempo, rs, o link é este:

http://mundoliterariodacecy.blogspot.com.br/2014/04/feliz-dia-do-livro-atrasado-huahauhauhau.html


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Resenha #19 - Convergente - Veronica Roth

   Boa noite, gentemmm

   Estou aqui pra falar - finalmente! - sobre o final dessa saga que mexeu demais comigo!

   Primeiro vamos aos fatos: comprei "Divergente" ano passado, me dei de presente de natal. Minha amiga Quenia que me indicou. Ela me disse que tinha lido a sinopse em algum lugar e que tinha visto que era mais ou menos no estilo dos Jogos (nosso amorzinho, rs!). Não estava interessada, mas quando vi o livro em promoção no Submarino (site que amo e odeio, rs!), não resisti e comprei. Guardei na estante e a vida continuou. Alguns dias depois eu comprei "Insurgente" e guardei na estante, ao lado do irmão dele. Aí o tempo passou, comprei outros, li outros e meu irmão me disse que estava lendo então resolvi ler também. Cara! Li ambos na mesma semana e levei meses pra comprar o último, e quando comprei, levei meses pra ler. Duas semanas atrás eu li. Li "Convergente" e o Spin - off "Quatro".

Confesso que bateu saudade assim que o livro acabou... De verdade! Lembra que comentei que senti saudade de A Hospedeira assim que terminei de ler? Pois é, senti saudade dessa distopia assim que acabei,e bem mais forte do que o citado acima. 

Bom, vamos ao foco então:

Esse livro é narrado por duas pessoas. Divergente e Insurgente são histórias contadas por Tris, e Convergente são dois pontos de vista: de Tris e de Quatro. Eles descobrem que vivem em um sistema arbitrário que os manteve presos por durante muito tempo e que assim que os Divergentes tivessem em um número ideal, a Amizade deveria abrir os portões e sair da cidade para salvarem as pessoas de fora. Todos ficam extasiados, afinal, o que há do lado de fora da cerca? Tris ainda está arrasada com algumas coisas, como por exemplo a traição de seu irmão e seu julgamento. A mãe de Quatro - Evellyn - tomou a cidade, destruiu o sistema de facções e estava governando com muita tirania, exigiu que Tobias terminasse seu relacionamento com Tris e não queria que nada acabasse com o mundo perfeito que ela estava tentando criar. Tris porém, é uma revolucionária, uma rebelde, e ela não aceitaria ordens diretas ou indiretas de Evellyn e de seu grupo de sem facções, então, ela, Christina, Tobias, Peter, Uriah e mais alguns outros decidem sair da cidade e enfrentar o que quer que exista atrás dos portões. Claro que muita coisa perigosa acontece até chegarem na cerca, mas ao atravessarem, a vida deles mais uma vez muda radicalmente...

   Assim que chegam do lado de fora da cerca eles descobrem que viveram uma mentira por gerações. Tris e Caleb descobrem quem sua mãe foi realmente, e ambos tem a chance de acertar seus problemas. Ou não! Em um ato de raiva, Tris soca a cara do irmão - o que foi muito bem feito depois de tudo o que ele fez, humpf! Agora algo que realmente me espantou muito nesse livro, foi ver a fragilidade de Tobias. Quatro era um popstar na Audácia, o cara que só tinha quatro medos, o instrutor pavoroso dos iniciandos, o durão, o que causava pânico, pavor e inveja em muita gente, o cara que enfrentou o pai, que traiu a mãe, que matou o líder... como ele era inseguro com relação a tantas outras coisas. Do ponto de vista psicológico, Quatro na verdade era a exacerbação do ego de Tobias. Quatro era tudo o que Tobias temia, e por trás de toda a sua fragilidade, a coragem se sobressaía. Tris e Tobias ainda brigam bastante, mas não há como negar a simetria de ambos. Um era a força do outro, Tris o cérebro e Tobias os músculos. 
   Alguns contratempos acontecem, e é nessa hora que os carácteres de todos vêm a tona. Quem eles são de verdade? Pelo que estão dispostos a lutar? Estão dispostos a lutar? Muita coisa ruim acontece, e em como todo final de saga, muita gente boa morre. Me lembro de ter ficado arrasada com algumas mortes em Harry Potter 7, fiquei péssima com algumas mortes em A Esperança, uma delas especificamente, acabou comigo, e, claro, não podia ser diferente nesse. Muita gente boa morre, e de maneiras tão tristes! Mortes acidentais, mortes por defesa do próximo, mortes por amor, sacrifícios...


   Tris vivia reclamando que não era altruísta o suficiente para viver na Abnegação. No primeiro capítulo de Divergente já vemos a angústia dela ao narrar como sua família era e como ela se sentia culpada por saber que iria abandoná-los. Mas o que nós mais vemos durante as leituras é o quanto Tris é abnegada. No livro dois, ela se coloca em situações de risco por várias vezes pelo simples fato de não querer ver ninguém mais sofrendo, e nesse terceiro livro, vemos a Abnegação presente na vida dela o tempo todo, mesmo depois que as facções caíram, mesmo depois que ela saiu de Chicago, mesmo depois de ser traída, mesmo depois de tudo... Tris é a Abnegação em pessoa.

   Tô quase contando o final, ahahahah....
   
   Enfim, o livro se encerra contando a história dois anos e meio depois. Sem sistema de facções, com as pessoas trabalhando por uma Chicago mais próspera, com amizades mais sólidas e acima de tudo, com uma perspectiva de vida melhor. Quando eu estava lendo, faltando uns sete capítulos para o ápice da história, eu matei o que aconteceria. Sabe quando você fala: "Mano, vai acontecer isso?". Pois é! Eu fiz isso, e passei os próximos capítulos naquela expectativa e já morrendo de raiva, mas quando realmente chegou no ápice, apenas pensei que a autora sabe o que fez. Muita gente odiou. E odiou pelo mesmo motivo que provavelmente eu adorei. Se ela tivesse escrito um outro final, talvez a história não tivesse o impacto que teve!


Minha reação não foi essa, não, rsrsrsrs... Foi até antes de eu chegar no ápice, como disse, quando cheguei lá, eu sabia que a autora tinha feito o certo. Gosto de reviravoltas em histórias. Voltando a falar de Harry Potter, me lembro quando cheguei no livro 7 que li sobre a morte do professor Snape. Achei ótimo ele ter morrido, até eu descobrir quem ele era e a importância dele na vida do Harry. Em A Esperança também, na morte que me arrasou. Foi a morte dessa personagem que deu uma reviravolta nos fatos e mudou completamente o curso da história. O clímax de Convergente mexeu muito comigo. Me fez chorar, mas não me deixou com raiva, não. Achei perfeito! Sou shakesperiana, então sou chegada num drama, hahahah... É incrível como os livros podem te fazer refletir na vida, pois, eu passei a última semana me fazendo questionamentos, sabe. Até onde eu iria por meus amigos? Por meus irmãos? Por meu amor? Quais chances eu teria de acertar fazendo o que aparentemente era o errado? Em um determinado ponto do livro, Tobias faz uma reflexão sobre quem ele se tornou nos últimos dois anos e tira uma conclusão sobre as pessoas que eu acho fantástica. Vou colocar aqui, mas vou encurtar o parágrafo com esse sinal [...], tá?

   "[...] As mãos dela continuam nos meus ombros, mornas, ásperas e calejadas. [...] Mas não quero me tornar um homem calejado. Há outros tipos de pessoas neste mundo. Existe gente como Tris, que, depois de sofrer e ser traída ainda consegue encontrar amor o bastante [...] e poupar a vida do irmão. Ou pessoas como Cara, que conseguiu perdoar a pessoa que atirou na cabeça do seu irmão. Ou como Christina, [...] mas mesmo assim decidiu continuar aberta e fazer novos amigos. Diante de mim, surge outra opção, mais clara e mais forte do que as que dei a mim mesmo."

   Gente, juro, que linda essa história. Me fez rir, me fez chorar, me deixou com gostinho de quero mais, deu até uma vontadezinha - bem pequenininha  - de assistir o filme só pra ver o gatíssimo Theo James como Tobias Eaton (ou Quatro, tanto faz, rs!), porque o Quatro é lindo, maravilhoso e perfeito na minha imaginação. Só que não sei por qual motivo, quando li Divergente, não sei, mas me veio na cabeça o Sam Claflin como o cara perfeito para interpretar o Quatro... Sei lá, mas tô meio que entrando numa fase Sam Claflin. Dany Costa me entenderá, ainda ontem estávamos falando dessas fases... 
   Bom, quero agradecer minha amiga Quenia - linda! - que me indicou essa saga. Amei o livro, a trilogia e o spin - off. Eu falei que ia postar "Quatro" ainda essa semana, mas estou retirando o que eu disse, pois não vou fazer isso essa semana, não, hahahah...

   Amores, vou me despedindo! Um grande beijo pra Quenia e pra Dany que eu citei aqui já, e um abraço especial para a Rebeca Fonseca que reapareceu (êbaaaaa!!!! \0/) e pra Sara Miranda que sempre passam por aqui! Muito obrigada pelo carinho de vocês! 


Beijoooo!!! =)


"Uma escolha pode te transformar. Uma escolha pode te destruir. Uma escolha vai te definir!"

Convergente - Allegiant - Veronica Roth. Nota Dez!

domingo, 2 de agosto de 2015

TAG: Seu Nome em Livros

Boa noite, gentemmm....

Meu amigo Apolo Junior me marcou em uma TAG para eu escrever meu nome em livros. Gostei da brincadeira e trouxe pra cá. 

Só que para escrever meu nome em livros precisou de um improviso básico, sabe... só tenho um livro que comece com a letra "I", então, peguei um que tem um artigo antes da letra, como era o que tinha pra hoje, vai ter que servir esse mesmo, hahaha...

Aqui estão eles:

Compramos um Zoológico
Em Chamas 
Carrego no Peito
Insurgente
Livre das Garras do Sucesso
(A) Imperatriz dos Etéreos (esquece o A, rs!)
A Fera

Alguns desses a resenha já está aqui. Lembro - me que dei todos os spoilers do mundo em A Fera, pois fiz a comparação do livro com o filme. Insurgente eu tentei não dar tanto spoiler assim. A Imperatriz dos Etéreos foi um dos posts que mais gostei de fazer. Os outros não tem ainda. Mas terá em breve!
Compramos um Zoológico estou tentando ler desde que o comprei, em julho de 2012. O filme é tão lindo, não me canso de assistir, mas o livro fica um pouco massante. Mas vou terminar, prometo! Carrego no Peito eu conheço a história e sei que é linda, mas ainda não criei vergonha na minha cara preta pra ler, e Livre das Garras do Sucesso eu li muitos anos atrás. Ano passado eu ganhei um exemplar, preciso ler de novo. Em Chamas, assim como toda a saga dos Jogos eu já li três vezes, preciso fazer as resenhas logo!
    Bom, vou ficando por aqui, gentemmm... Passei rapidinho mesmo, só pra falar sobre a TAG. Desafiei alguns membros específicos da comunidade do Google "Estou Lendo", mas quem quiser responder por aqui, fiquem à vontade! Essa semana sai (finalmente!) a resenha de "Convergente" e do spin-off da saga, o livro "Quatro".

Beijooooo....

quinta-feira, 30 de julho de 2015

TAG: THE LIEBSTER AWARD


    Voltei, gentemmm... 

   Voltei especialmente pra responder essa TAG (já passou da hora, rs!) indicada por minha amiguinha Sara Miranda do blog "Coisas a Serem Ditas" http://coisasaserem.blogspot.com.br/ com dicas de livros, filmes, músicas, artesanato e tudo que tem de bom! A Sara assim como revela o significado do seu nome, é uma princesa, e obrigada por ter me indicado, Sarinha, fiquei lisonjeada, de verdade!
     Agora, chega de enrolação, né? Bora lá:

As etapas da TAG: 

1 - Escrever 11 fatos sobre você;
2 - Responder as perguntas de quem te indicou;
3 - Indicar 11 blogs com menos de 200 seguidores;
4 - Fazer 11 perguntas para quem você indicou;
5 - Colocar uma imagem que mostre o selo Liebster e linkar quem te indicou.


Onze Fatos Sobre Mim:

1- Sou chocólatra em fase de recuperação (sem muito sucesso,rs!);

2 - Em 2006 eu era conhecida como a "paulista do interior, filha de mineiros com sotaque gaúcho" devido ao tempo que morei no Rio Grande do Sul. As pessoas diziam que eu vivia em crise de identidade estadual, hahaha...

3 - Aprendi a ler com seis anos, época em que ganhei meu primeiro livro: "O Indiozinho Amazonas" de Jannart Moutinho Ribeiro;

4 - Minha série favorita atualmente é Doctor Who. Sou completamente Whovian, tanto que uma vez saí do interior de São Paulo pra ir pra Livraria Cultura na Pompeia só pra ver a TARDIS que estava lá em exposição. Não tinha nenhum evento, era só tirar foto e voltar embora, rs! Mas se pudesse escolher uma série para favorita fora essa, não teria dúvidas em responder Anos Incríveis;

5 - Família é tudo pra mim, meu chão! 

6 - Amo escrever! Faço diários desde os 15 anos, esse ano estou me aventurando com um diário diferente, pois comprei o livro "Uma Página de Cada Vez" e estou curtindo escrever junto com o autor;

7 - Meu livro de cabeceira mesmo é a Bíblia, todos os dias procuro fazer meu culto pessoal;

8 - Gosto muito, muito, muito mesmo de filmes;

9 - Tenho um gato vira - latas lindo chamado Doctor;

10 - Sou adventista do sétimo dia, guardadora do santo sábado, líder de desbravadores e amo usar aquele lenço;

11 - A maior doideira que já fiz foi me aventurar pra um estado desconhecido pra me encontrar com desconhecidos na casa de outra desconhecida. Desconhecidos, mas todos amigos de G+. Hoje somos todos amigos de verdade, mas, nunca mais farei isso, rs!

Onze Blogs Que Indico Para Responder à TAG:

1 - A Senhorita dos Livros
2 - La Luna Literária
3 - Tea and Toast 
4 - Strange Girl
5 - Jovens Leitores
6 - Aroma de Livros
7 - Não Se Preocupe Com Isso
8 - De Tanto Que Li
9 - Simples Assim
10 - Subindo no Telhado
11 - Salva Pelo Livro


Onze Perguntas de Sara Miranda:

1 - Quanto tempo você tem o seu blog?

Tenho meu blog há um ano e meio mais ou menos.

2 - Qual o motivo de você ter criado o seu blog?

Totalmente por acaso! Uma das matérias do meu curso de pós - graduação exigia que eu criasse em mantivesse um blog ativo por dois meses, e que eu o usasse como ferramenta em minha área de trabalho. Resultado: gostei tanto que acabei ficando por aqui, rs!

3 - Qual o seu livro preferido?

Essa todo mundo sabe: "Orgulho e Preconceito" (Pride & Prejudice) - Jane Austen.

4 - Tem alguma mania quando está lendo? Qual?

Imitar as expressões faciais descritas no livro. Por exemplo, se fala que o personagem franziu a testa, eu franzo a minha. Se fala que ele levantou a sobrancelha, eu faço isso. Mania de louco, eu, hein!

5 - Qual o seu personagem favorito de um livro?

Mr. Darcy. Eu o amo!!!! Ahahahah... 

6 - Qual o seu autor favorito?

É estranho dizer isso uma vez que não sou chegada em romances, mas meu autor favorito é Nicholas Sparks, e sou completamente apaixonada pelos livros dele! 

7 - Qual é o seu estilo de música favorito?

Gospel

8 - Um momento que marcou sua vida:

Minha formatura na faculdade.

9 - Algo que faz com que se lembre de sua infância:

A Lagoa Azul, óbvio, hahahahahah...

10 - Seu lugar preferido:

Meu quarto. Agora, se for pensar em fora de casa... a Biblioteca Municipal, creio eu.

11 - O que você espera de uma pessoa quando a conhece?

Que tenha ao menos uma coisa parecida comigo pra fluir o assunto, rs!


Onze Perguntas Para os Blogs Indicados:

1 - Há quanto tempo você tem seu blog?
2 - O que motivou você a criá-lo?
3 - O que faz em seus momentos livres?
4 - Qual é a sua maior paixão?
5 - Existe algo em você que gostaria de mudar? Se sim, o que?
6 - Qual livro está na sua cabeceira?
7 - Qual livro você leu e odiou?
8 - Qual é o tipo de trilha sonora que embala a sua vida?
9 - Romance, saga, aventura ou policial? Qual gênero se encaixa na sua categoria de livros favoritos?
10 - Qual livro você acha que deveria ter lido na escola?
11 - Qual foi o primeiro livro que você ganhou?

   Puxa, isso demorou, rs! Mas, enfim, está aqui! Agora é só esperar pelas respostas dos outros blogs! Boa noite, gentemmm...

Beijos + Abraços + Bombons...

Cecy 

Resenha #18 - Simplesmente Acontece - Cecelia Ahern

Boa noite, senhoras e senhores, tudo bem?

   Hoje estou aqui para falar de um livro que eu amei! Simplesmente Acontece (Where Rainbows End), alguém aí já leu?!?
O interessante é como eu soube desse livro. Um belo dia daqueles em que não temos nada pra fazer, eu estava sapeando no YouTube e vi o trailer desse filme. Isso tem poucos meses, uns três ou quatro. Vi o trailer, achei uma graça e decidi assistir, mas aí, eu vi lá embaixo: "Baseado na obra de Cecelia Ahern", foi quando eu disse: "Opa! Isso é livro!", e obviamente, me esqueci de assistir e decidi comprar o livro. Procurei imediatamente, e estava esgotado. Na outra semana, procurei de novo, esgotado. Na terceira semana, também esgotado, então desisti por um tempo. Passou uns dias e eu fui pra Minas no feriado de Tiradentes, e no retorno pra Sampa, eu parei em uma livraria e encontrei o bendito livro. Não pensei duas vezes! Enquanto os outros dois eu levei quase uma hora pra escolher e decidir, esse estava na mão desde o momento em que bati os olhos. Ele já era meu, só estava lá esperando por mim, rs!
   O título original é "Onde Terminam os Arco - Íris", e a capa não chamava nenhum pouco a atenção, mas após ganhar uma versão cinematográfica, houve mudança tanto no nome do filme - em inglês passou a ser "Love, Rosie" e o novo título em português "Simplesmente Acontece", ganhando também uma nova capa - uma não, duas! 

   A capa do meu, é essa primeira aqui embaixo, ó:


   O que mais chamou a minha atenção nesse livro, foi a forma como ele foi escrita. Não é uma história narrada, nem contada na primeira pessoa, ela é total e simplesmente contada por meio de cartas, SMS's, e-mails e bilhetes. 

  A história começa com Alex e Rosie trocando bilhetes na sala de aula aos cinco anos de idade. Eles vivem em Dublin e Rosie implica com o fato de Alex escrever errado o tempo todo. Parece até que não se davam muito bem. Nos próximos bilhetes, vemos que na verdade há um carinho enorme de um para com o outro ali. Alex e Rosie participam da vida um do outro como se fossem apenas uma extensão um do outro, e não como se fossem duas pessoas.
 Durante o livro, ou melhor, durante as cartas e e-mails trocados, vemos que a família de ambos torciam pra que eles tivessem algo, mas eles colocavam a amizade acima de tudo. Como todas as coisas boas duram pouco, aos dezessete anos a amizade do casal é abalada: o pai de Alex recebe uma proposta de trabalho irrecusável nos Estados Unidos e parte com a família. Rosie e Alex continuam mantendo contato, ambos se candidatam e são aceitos em Harvard, ele para Medicina e ela para Hotelaria, e eles combinam de se encontrar na formatura e voltarem juntos para Boston. Quando chega a formatura e Alex não pode comparecer, Rosie fica desolada e escolhe outro par para a festa, e é quando as coisas começam a dar errado. 

SPOILERS:

  Rosie escolhe ir pra o baile de formatura com Brian Chorão, que estudou com ela e Alex a vida toda, e bebe demais e três semanas depois se descobre grávida e precisa adiar a ida para Boston. Alex fica inconformado, mas aceita o fato de Rosie não viajar pra perto dele, e até vai no batizado de Katie, pois ele é o padrinho da menina. Os anos passam, Rosie e Katie vão para Boston algumas vezes, eles até tentam se aproximar, mas existe uma falta de sincronia na vida deles que eu conheço muito bem, rs! Mais anos se passam, Alex resolve se casar, Rosie é sua madrinha, faz o discurso de casamento dele, Katie é sua dama, mas a melhor amiga e a esposa de Alex não se dão bem, um divórcio acontece, Rosie finalmente arruma um namorado, se casa com ele, Alex é o padrinho, faz o discurso de casamento dela, Rosie toma um chifre, Alex escreve se declarando, Rosie não encontra essa carta e perdoa o marido, Alex e Rosie brigam, ficam quase um ano sem se falar, ele se casa novamente, Rosie não recebe o convite,  mais alguns anos se passam, ela descobre uma nova traição do marido, se divorcia, decide ir pra Boston, Brian Chorão aparece querendo ser pai da filha, Rosie quer dar a Katie essa chance, mais alguns anos se passam, eles se veem raramente, os dois filhos de Alex amam Rosie e Katie, Katie se forma no Ensino Médio e vai morar em Ibiza com o pai, pois ele é DJ e ela quer ser DJ, alguns anos se passam, Rosie arruma empregos e empregos, seu pai falece, mais um tempo passa, sua mãe falece, o casamento de Alex é um fracasso, mais um longo tempo se passa... enfim, como eu disse, uma total falta de sincronia na vida de ambos. E de uma forma ou de outra, você acaba torcendo pra o casal ficar juntos, sabe? E também fica claro que quando é de verdade, é pra sempre.



    Minha super amiga Fabia (Fah, te amo, saudade de você, viu?) me disse isso há uns meses. Fabia e eu nos conhecemos há onze anos, quase doze, no ônibus indo pro RS. Ela voltou pra são Paulo dois meses depois, eu ainda fiquei lá dois anos, voltei, passei por diferentes lugares, e nunca perdemos o contato. Escrevemos cartas até hoje uma pra outra, SMS, WhatsApp, nos falamos sempre e ao menos uma vez por ano nos vemos, e não moramos perto, não. Em dezembro, quando completamos onze anos de amizade, eu comentei isso, que era mais provável que nunca mais nos falássemos, e estamos aí "together forever", e ela me disse essa pequena frase que nunca mais vou me esquecer: "Quando é de verdade, é pra sempre!". E isso se nota no livro. Alex e Rosie eram de verdade, portanto, eram pra sempre! 
   Alex e Rosie passaram dezessete anos juntos e mais de trinta anos separados, se escrevendo sempre e se vendo esporadicamente. Enviando cartões de natal e de aniversário. Indo e voltando de países para passar um tempo juntos, e quando a história termina, eles já estão com 50 anos. Parece que no filme eles ficam apenas 12 anos afastados, mas no livro essa falta de sincronia é maior, e em momento nenhum a leitura fica massante.
   Não sou muito adepta a romances, apesar de Sparks ser meu autor favorito, mas esse é um romance leve, sabe. É muito real, isso realmente pode acontecer. Eu já tinha lido "PS Eu Te Amo" de Cecelia e amei, achei uma história fantástica, mas confesso que gostei mais deste, justamente por ser mais leve. Acho que vale a pena. Por ser escrito de uma maneira diferente, apesar de ser grosso, é fácil de ler, eu li em dois dias. Mas eu não conto, pois eu li essa semana um livro de mais de 500 páginas em dois dias - sou uma traça, rs!

Fica aí então a dica, meus amores. Não assisti o filme, então não posso fazer a comparação. Só sei que o Alex é o meu queridinho Sam Claflin - lindjjjjooooo.....

Então, é isso! Boa noite, senhoras e senhores, fiquem na paz!

Beijoooo... Cecy (*)

Simplesmente Acontece (Where Rainbows End) - Cecelia Ahern (cunhada do Nicky do Westlife, rs!)

sábado, 25 de julho de 2015

Resenha #17 - A Hospedeira - Stephanie Meyer

   Boa noite, gente linda!!!
   Eu sei, eu sei, hoje faz exatamente dois meses que eu fiz meu último post, e confesso que me envergonho disso, sorry, guys...

   Bom, estou aqui hoje pra falar de um livro que rejeitei muito a ideia de lê-lo, mas acabou que a minha curiosidade venceu a má vontade e eu comprei: A Hospedeira (The Host).


   Para quem assistiu o filme, sinto em decepcionar, mas o livro é diferente. Beeeem diferente mesmo. Começando pelo tipo físico e a personalidade de alguns personagens e pelo fato de uns existirem e outros não.

   A história acontece em uma época pós uma invasão alien no planeta, só que diferente das invasões por conquista a base de violência, essa foi como um problema de pressão alta: silenciosa. Durante o enredo, a personagem conta como foi que a invasão aconteceu, aos poucos, sem chamar a atenção, até que alguns humanos descobriram e passaram a fugir. Melanie Stryder era uma dessas fugitivas, passou anos fugindo junto com seu irmão. Seu pai foi pego e inserido com uma alma que contou o esconderijo dos filhos para as outras almas, e Melanie e seu irmão Jamie passaram muito tempo fugindo, até ela conhecer por acaso Jared, um homem vinte anos mais velho, mas com um coração imenso. Há dois anos ele não via um humano, e juntamente com Mel e Jamie, eles formaram uma família. O tio de Mel, Jeb, tinha um esconderijo no deserto e Mel estava procurando por uma prima quando foi cercada pelas almas e em uma tentativa desesperada de não ser inserida, ela se joga de uma altura considerável. Mel pensou estar se matando, porém, ao cair, ela não morreu. As almas cuidaram do corpo de Mel e inseriram uma alma chamada Peregrina, que de todas as almas existentes ali, era a única que tinha vivido em tantos planetas diferentes - nove para ser mais exata. Peregrina é uma alma dócil, porém, um dia ao acordar, descobre que Mel está consciente dentro de sua cabeça, e ela aos poucos vai conhecendo mais e mais sobre a vida de sua hospedeira. Peregrina começa a ficar incomodada com o fato de Mel não parar de tagarelar na sua mente, e a sua Buscadora tem uma ideia: retirar Peregrina do corpo de Mel e ser inserida em seu lugar para tentar controlar a hospedeira e encontrar o grupo de resistência de seu tio Jeb. O problema é que Mel ama Jamie e Jared a tal ponto que a parasita sente necessidade urgente de estar com eles, e em acordo comum, hospedeira e parasita se unem para tentar encontrar os dois. 


   Juntas, elas atravessam o deserto e quase morrem na tentativa de encontrar a Resistência, pois estão fracas, desnutridas e desidratadas, e quando estão prestes a morrer, tio Jeb encontra Peregrina e a leva para as cavernas causando um grande tumulto. Peregrina é machucada por aqueles que ama, sofre privações de todas as maneiras. É subalimentada, dorme em condições precárias, sofre com o medo as pessoas, porém é mantida viva graças a misericórdia de Jamie e de tio Jeb, que se apegam a pequena alma dentro do corpo de Mel, que acaba revelando que a hospedeira está em sua mente o tempo todo. Ambas amam e desejam Jared, mas ele passa mais da metade do livro ignorando a parasita, e nesse ínterim, Ian, passa a ser um dos protetores de Peregrina - chamada agora de Peg - e ao passar mais tempo com a alma, acaba se mostrando o mais humano de todos os humanos da Resistência, e apesar do amor que sente por Jared - pois Mel o ama, e tudo o que ela sente, Peg sente também - ela passa a ver Ian de uma maneira diferente. Ian é o personagem mais cativante do livro. Leve, carismático, doce, sereno, é para Peg uma calma em meio a tanta turbulência. Claro que aos pouco, Peg se apaixona. Peg, a alma, e não Mel, que a critica o tempo todo. Com o tempo, a maioria das pessoas se acostuma com a presença de Peg, e ela passa a ajudá-los de uma maneira que Mel nunca poderia, passando a ser essencial na vida nas cavernas. 


Sentindo-se amada e ao mesmo tempo odiada, Peg toma uma decisão: ela vai devolver o corpo de Mel, pois não há como ambas permanecerem juntas. Lembra nas aulas de química ou física que fala que dois corpos não ocupam o mesmo espaço? Tipo isso! Ian desaprova, pois se Peg os deixar, além de eles perderem uma grande aliada, ele perde seu amor. Mel se enfurece, pois diz a Peg que ela os ajudou de uma maneira como ela nunca poderia. Tio Jeb concorda com Ian, acha que Peg é essencial na vida deles, e Jared não emite sua opinião, ele ama Mel, mas sabe que também precisa de Peg.

Enfim, não vou falar mais, já soltei muito spoiler, hahaha...

Pontos altos do livro:

*Eu gostei da leitura, é leve, calma, confusa em algumas partes. Não sei se dá pra ser encarado como triângulo amoroso, pois envolve três pessoas e uma alma que está dentro de uma pessoa, então é, o quê, um quadrado amoroso só que com duas pessoas em um corpo só? rsrsrs...
*As personagens são extremamente cativantes! Não tem como não amar Peg com seu amor incondicional por Jamie, o próprio Jamie por sua pureza, Doc por sua compaixão, Jeb por sua perspicácia, e até Jared dá pra amar um pouco mais pro final do livro, rs, e Ian, por ser... Ian!
*Do mesmo jeito que não tem como não amar os citados acima, não tem como não ter uma certa bronca de tia Meg por sua arrogância e má vontade, Sharon por sua falta de noção, e Kyle (irmão de Ian) por ser... Kyle, ahahah.

Pontos baixos do livro:

*As vezes a leitura fica um pouco massante. Chega a dar raiva todas as vezes que Peregrina sofre nas mãos das pessoas que ela está tentando proteger, e ela fala tantas vezes sobre como se sente com relação a Jared, e como sofre por poder estar tão próxima dele e não poder tocá-lo, e por amar Mel também, que chega a irritar, mas, tirando essas partes, o livro é bom.
*As tentativas de assassinar Peg também, e a violência que ela sofre repetidamente também poderia ter sido escrita de outra maneira, mas para a dinâmica do livro funcionar, talvez, realmente fosse necessário.
*Achei desnecessário o pití de Peregrina após descobrir que as almas estavam sendo retiradas de qualquer maneira. Aliás, desnecessária foi a descrição do pós-pití, quando ela ficou sei lá quantos dias sem comer ou falar. Foi legal depois Jeb explicar a razão de tudo, mas achei desnecessário prolongar tanto a autoflagelo da bichinha.

   Enfim, quando eu cheguei no final do livro, confesso que senti saudade... É gostoso ler um livro assim, onde você acaba de ler e sente saudade dos personagens. Uma história cativante. Fico pensando que se realmente houvesse uma invasão alien no planeta, esse tipo de conquista seria a mais apavorante de todas: silenciosa. Imagina só, ser uma pessoa em um dia e no outro estar sufocada no fundo do seu cérebro com outra pessoa usando seu corpo? Que horror!!! Meyer também nos faz pensar no significado do que é ser humano. Peg é chamada o tempo todo de "Coisa", "Aquilo", "Parasita" e em uma discussão com seu irmão, ao afirmar que Peg precisa morrer porque não é humana, Ian questiona se lançar mão de violência gratuita contra alguém que não faz mal a ninguém os torna mais humanos. E isso vemos muito nos dias de hoje!

    Então, gentemmm, aí está a minha dica. Interessante é que eu não queria ler por ser da mesma autora de Crepúsculo - a saga que mais detesto! - mas, confesso que gostei, e gostei bastante. Eu estava rotulando A Hospedeira por Crepúsculo, me lasquei no meu próprio julgamento. É bom pra eu largar mão de ser besta, rsrsrs!


A Hospedeira - The Host - Stephanie Meyer