quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Conto - Venha Ver o Pôr - do - Sol - Lygia Fagundes Telles

Hello Sweeties....

Férias chegando, amém? Em breve, muito breve, terei mais tempo para me dedicar a vocês e ao meu cantinho especial. Hoje quero compartilhar com vocês mais um texto da maravilhosa Lygia Fagundes Telles. De longe, uma das melhores autoras do Brasil. 
Quando comecei a fazer faculdade de Tradutor/Intérprete (e infelizmente não pude terminar =/), em uma das aulas de teoria literária eu conheci a obra "Venha Ver o Pôr - do - Sol". Confesso que fiquei dias impressionada. Nunca tinha lido algo tão ousado, na época eu não costumava ler muito esse tipo de escrita. Mas, atualmente, um de meus favoritos.
Vamos lá então?

** SPOILERS**
O conto fala sobre um ex-casal. Ricardo e Raquel. Ricardo amava muito Raquel, mas ela o trocou por outro cara, mais velho e mais rico. Ricardo convida Raquel para uma conversa de amigos, um último encontro. Ele lhe dá o endereço, porém o calçamento acaba e o táxi não consegue chegar no local. Ela precisa andar a pé o restante do caminho, suja seus calçados e já chega reclamando com Ricardo. O jovem ri, e a toma pelo braço, adentrando com Raquel para um cemitério abandonado. Ela não entende, fica um tanto temerosa e depois de um tempo, Ricardo fala que é um cemitério abandonado, que sua gente está enterrada lá e que ele quer mostrar à ela o mais lindo pôr-do-sol que ela já viu. A moça desdenha de Ricardo, diz que eles poderiam se encontrar em um bar, que ela pagava e o jovem irritado não aceita (nesse momento, é possível entender a ira de Ricardo com o término do namoro). Enfim, quando estavam caminhando pelo cemitério, Ricardo começa a comparar a moça com uma prima. Maria Emília. Ele fala que ela foi sua namorada e que o amava muito, mas ele não correspondia esse amor. Ricardo então tem a súbita ideia de levar Raquel até o mausoléu onde sua prima está enterrada para que Raquel veja a foto da prima e possa notar como elas são parecidas. Apesar do medo, Raquel entra na capelinha. Lá, com um ar muito triste e sombrio, Ricardo vai se lembrando de Maria Emília, de como ela e Raquel eram parecidas. E ainda diz à moça que o que ele mais gosta naquele cemitério é a paz, o abandono, o fato de não ter ninguém por lá, ninguém é enterrado lá há anos e tals... Enfim, adentram a capela, descem os degraus e quando se aproxima do túmulo de Maria Emília, pede que Raquel veja também a foto para comparar as semelhanças. Raquel com frio e medo se aproxima do túmulo, acende um fósforo e lê: "Maria Emília, nascida em vinte de maio de mil oitocentos e falecida..."... Raquel deixa cair o fósforo e fica imóvel. Não podia ela ser a namorada de Ricardo, estava morta há mais de cem anos! Raquel quis questionar, e quando já ia chamando Ricardo de mentiroso, ouviu o baque metálico do portão. Ninguém estava lá com ela. No topo da escada, Ricardo, observando Raquel, com as chaves na mão com um sorriso meio inocente, meio malicioso. Raquel começou a esbravejar, dizia que odiava aquele tipo de brincadeira e o chamando de idiota. Ricardo lhe diz que o sol entra por uma fresta e aos poucos vai sumindo, e que naquele local, Raquel terá o pôr-do-sol mais lindo do mundo. Ela então em uma atitude desesperada tenta flertar com ele, dizendo, ou melhor, implorando para ele abrir. Ricardo já não sorria mais. Estava sério, e suas últimas palavras foram: "Boa noite, Raquel! Boa noite, meu anjo". Fechou então o portão enferrujado, guardou as chaves no bolso, e escutou o grito de Raquel: "NÃO!". Sem olhar para trás, Ricardo ouvia os gritos abafados, mas ao se afastar mais, os gritos cessaram. Crianças brincavam de cantigas de roda, e no portão, ele parou e tentou ouvir algo constatando que ninguém ouviria nada. Acendeu um cigarro, e desceu ladeira abaixo.
                                                                    ****************
Esse conto surpreendente me mostra que Lygia é realmente uma incrível escritora. Assim como disse na postagem "As Cerejas" que fiz um tempo atrás, ela desembaraça a história e só revela quando ela quer! Achei estranho o encontro no cemitério, mas nunca cogitei a possibilidade de Ricardo ser tão vingativo assim. Só no final entendi o porquê do nome do conto. Era o último pôr-do-sol que Raquel veria. 

Podemos notar também algo sobre Raquel. Ex - namorada de Ricardo, trocou ele por um homem velho, rico e ciumento, que estava farto de saber dos casos de Raquel. Então, ela era uma safada filha da mãe, que tinha várias aventuras por aí, mas que agora estava com alguém que podia dar uma vida luxuosa pra ela. Ainda desdenha de Ricardo, falando que "aguentou" o moço por um ano. Além de safada era sem noção. Está com o ex-namorado em um cemitério em ruínas ao lado de um terreno baldio e começa a desdenhar do cara e exaltar o atual? Não digo que ela mereceu o fim que teve porque não sou a favor desse tipo de coisa, mas, poxa, mexer com um cara taciturno em um ambiente desses? Meu chapéu, eu não faria isso! Mas, ele já tinha esse plano em mente, não foi obra do acaso. Nota-se isso quando Raquel olha na fechadura e percebe que é nova. Ele queria que Raquel tivesse seu último pôr-do-sol, e escolheu um lugar abandonado para que demorasse muito tempo para ser descoberta. 

Como ficou a consciência dele depois? Não sei. Essa é a magia da escrita de Telles, ela te deixa imaginar... Confiram o conto aqui ó: 

http://www.beatrix.pro.br/index.php/venha-ver-o-por-do-sol-lygia-fagundes-telles/ 

Falei demais, pra variar, né? rsrsrsrs...

Espero que tenham gostado, amores, comentem pra gente trocar figurinhas. 

Goodbye Sweeties! 

sábado, 29 de novembro de 2014

Resenha #10 - Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Hello sweeties....

Galera, tudo bem? Desculpa a minha ausência por este tempo. Ainda estou machucada, meu probleminha virou um problemão, fiquei uns dias sem trabalhar e tals, mas, vamos que vamos. Ainda não estou nem 40%, mas aos pouquinhos, vou melhorar. Mas, vamos ao que interessa?

Hoje vim aqui para falar sobre meu livro favorito de todos os tempos: Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice - Jane Austen). Ainda não falei sobre esse livro fantástico da literatura inglesa.

Lembra que eu comentei há um  tempo sobre o Clube de Jane Austen no Google+ que eu participo? Pois bem, começamos lendo aquele livro. Aquele fantástico livro, e eu nunca fiz um post sequer sobre ele. Pra quem não gosta muito de literatura inglesa, coloquei bastante imagem pro post não parecer tão grande, e pra ficar bem colorido esse post. Vamos conferir?


Orgulho e Preconceito traz uma narrativa interessante sobre como a mulher era vista na Inglaterra na época. Afinal, século XIX as mulheres não tinham livre arbítrio, eram apenas fantoches nas mãos dos homens. Austen era ousada para a sua época e foi considerada a maior romancista de todos os tempos. O livro possui várias capas e para diferentes tipos de edição (de bolso, tradicional, bilíngue e tudo o mais). Eu li pela primeira vez por volta de novembro de 2011 uma edição menor. Mas em outubro de 2012 eu adquiri a minha edição: bilíngue, capa de luxo com a foto do filme, igual a essa aqui embaixo ó: 

Linda, né? A Kiera e o Matthew formaram um casal adorável como Lizzie e Mr. Darcy. Sabe que por muito tempo eu bem que desejei um Mr. Darcy pra mim, né? Só que sem aquela arrogância inicial. Bom, vamos ao conteúdo do livro, então? Prometo TENTAR não dar muito spoiler!


Elizabeth Bennet é a segunda das cinco filhas do casal Bennet que vive em Hertfordshire. Uma garota de 21 anos, cheia de vida, que adora sorrir, ler e dançar. Para sua mãe ela é a menos favorita das filhas, uma vez que para seu pai ela é a mais adorável. Para Sir Lucas, Lizzie é a mais valiosa joia do campo. Lizzie é uma garota gentil que encanta muitas pessoas, e quando ela conhece Mr. Darcy, um homem prepotente e arrogante, ela consegue colocar  pra fora os seus mais repulsivos desejos de ódio por uma pessoa. E esse ódio cresce cada vez mais, ela não consegue suportar a presença deste homem perto dela. Após meses tendo encontros e desencontros com esse desagradável (e lindo) senhor, ela descobre alguns elementos de sua vida que justificam suas atitudes, e assim, aquele homem que ela jurara odiar a vida toda, passa a ser objeto de sua admiração. Lizzie então passa a defender Mr. Darcy com unhas e dentes, e quando tem a oportunidade de encontrá-lo mais uma vez, ela conhece sua adorável irmã com quem desenvolve um grande vínculo. Até que devido a um sério problema, Elizabeth se vê em uma grande confusão familiar que Mr. Darcy secretamente acaba por ajudar, e isso faz com que ele fique bem aos olhos meigos de Elizabeth. 


Nossa, como foi difícil escrever sem dar detalhes. É que eu quero que o Marcos Apolo Junior leia o livro, então não posso dar spoiler, ahahah... Enfim, falando um pouco sobre a época: Jane Austen era uma mulher incrível! Ela era muito pra frente para a sua época, como já disse ali em cima, foi a maior romancista de sua época. O que é interessante é que Austen escreve seus livros de uma forma interessante. Não é aquele romance meloso, sabe, aquele cheio de amor e palavras bonitas, mas algo mais político. Ela mostra como era a sociedade em sua época e tenta transcrever em seus livros o que ela gostaria que acontecesse. Que a mulher tivesse mais força e vitalidade, e não que fosse vista e amada por sua capacidade de gerar filhos, mas que fosse admirada por sua capacidade intelectual. 
Gente, eu amo esse livro! Não posso mais falar nada, senão vou começar a contar! Ahahahah... 
Só posso dizer que o filme assim como o livro é extremamente lindo. As atuações são maravilhosas. As moças que interpretaram as filhas Bennet são espetaculares atrizes, sem contar em Donald Sutherland como Mr. Bennet. Filme lindo, com uma linda fotografia, com uma mensagem de amor e respeito ao próximo. Gente, lindo esse livro!!! o papel de parede do meu computador é uma imagem do filme, rs!
Não quis falar muito, poque eu sempre falo demais, e com certeza, Orgulho e Preconceito não me impediria de falar, e falar, e falar, e falar e continuar falando, rs! Leiam, aproveitem, se encantem com a escrita, e, claro, comentem aqui. Estou doida para ouvir a opinião de vocês! 


Orgulho e Preconceito - Pride & Prejudice - Jane Austen.
Boa noite, sweeties! 
Beijos pra vocês!!!




sábado, 8 de novembro de 2014

Resenha #9 - Se Eu Ficar - Gayle Forman

Hello, Sweeties...
Estou participando de uma comunidade no G+ chamado "O Clube de Jane Austen", (Rebeca Fonseca, linda administradora do clube, adoro você! Sara, Adriana, Lu, Elisângela e todos do clube, beijos pro cês!) porém, nós membros não lemos apenas Austen, mas de tudo um pouco, e pra esse mês a leitura escolhida foi "Se Eu Ficar" de Gayle Forman. Estava super empolgada para começar a ler, votei para a leitura dele, porém, algo me dizia que eu não deveria comprar. Pedi emprestado pra uma aluna e comecei a ler. E uma surpresa: que leitura massante!
Gente, eu sei que gosto é uma coisa complicada, e o máximo da leitura é que a gente pode debater sobre os temas propostos, claro, brigar por meros detalhes é coisa besta, mas, discutir intelectualmente é a beleza da coisa. E podem me criticar, não me importo: Que livrinho chato!

SPOILERS:

Um belo dia, a menina sai com a família e eles sofrem um acidente de carro. Ela então vê seus pais já mortos e quando ela vai procurar o irmão dela, ela nota que está fora do corpo e então ela passa a acompanhar todos os passos dos médicos até o hospital para a recuperação dela. Ela descobre mais tarde que o irmão também morreu e ela precisa tomar uma decisão: morrer ou viver. E ela passa o livro inteiro em uma depressão profunda! "Se eu ficar eu não terei mais minha família, então é melhor eu ir, mas meu namorado vai sofrer, então devo ficar, mas se eu ficar não terei meus pais pra me aconselhar, então é melhor eu ir, mas minha melhor amiga vai ficar mal, então devo ficar, mas se eu ficar nada vai suprir a minha dor, então eu quero ir...."  E é essa mesma chatice o livro todo. Velho, que raiva!!! Parecia que eu estava lendo Lua Nova de novo, mesma chatice...

Eu não sabia que o livro era nesse naipe,senão eu nem teria lido. Eu sabia que contava a história de uma menina que tinha perdido a família e tinha sofrido um acidente e que ela teria que escolher entre viver ou morrer, só que eu não esperava nada comparado com essa história. Eu não tinha lido nada sobre, não vi trailer do filme, nada, estava leiga!

Claro que o livro é muito bem descrito, fiquei louca pra conhecer a região de Boston de tanto que ela descreve os lugares, as paisagens e tudo o mais. Só que sei lá, sabe quando você não "xonou" pela história? Quando eu não "xono", eu não"xono", não adianta. E esse foi um desses casos! A história é muito bem escrita, mas não me cativou, hum-hum!

Se eu pudesse aconselhar, eu falaria: não leiam! Só que se ninguém lesse, como poderíamos fazer debates literários e amar tanto a leitura? Não devemos estereotipar, devemos respeitar a opinião de cada leitor, afinal, o que eu não gosto pode te agradar, e o que você gosta pode ser meu favorito! 

Enfim, quem já leu? Estou doida pra ouvir suas opiniões!

Good night, Sweeties...

Se Eu Ficar - If I Stay (Gayle Forman)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dia do Professor

Oi gentem...

Claro que eu ia passar por aqui hoje. No ano inteiro existem duas datas muito importantes que todos devem anotar em suas agendas. São elas: 24/08 e 15/10. Meu aniversário e o dia do professor respectivamente. Adoro ganhar presentes nesses dias, ahahah... Mas enfim, o foco não é esse.
Ser professor definitivamente não é pra qualquer um. Essa semana conversando com meus alunos do oitavo ano eu descobri que uma das minhas alunas não gosta da minha matéria, mas mesmo não gostando de Língua Portuguesa, ela é uma das melhores da turma. E pra fazer um drama, eu soltei um "você não gosta de mim" hoje na sala. Nisso uma outra aluna falou: "mas todo mundo sabe que ela não gosta de você!" QUÊÊÊÊ??? EU NÃO SABIA!!! Isso me deixou pensativa. Quantos alunos mais não gostam de mim? Essa aluna está comigo há três anos, e eu nunca notei isso. Só que na escola sou reconhecida por ser uma professora amiga dos alunos, que se importa com eles, que pega os problemas deles... quando fiquei insensível? Depois sabe o que eu me lembrei? Que nem Jesus, o único Homem verdadeiramente santo que passou nessa terra foi amado por todos. Ao contrário, nós o crucificamos e nem por isso Ele deixou de amar as pessoas. Pronto! Foi o suficiente pra eu parar de me preocupar! A ironia? Essa aluna no final da aula foi a única que ganhou um ponto a mais na média devido a avaliação de material e matéria. Assim que eu falei que ela tinha garantido um ponto a mais na média, a mesma aluna que me falou que a menina não gosta de mim soltou a pérola: "Pra que isso se ela nem gosta de você?". Pensei muito antes de responder que eu não avalio nem dou nota pra ninguém pelo amor que um aluno sente por mim ou o que eu sinto por eles. E é verdade. Ser professor é padecer. É rir, é chorar, é sofrer, é querer matar aquela criatura que pula em cima do seu joelho machucado, mas, de boa: como não amar essas pestes? Ahahah... Minha mãe não entende. As vezes eu chego em casa brava, querendo fulminar, degolar um infeliz e logo em seguida eu já estou rindo da situação e no outro dia, já esqueci. 
Creio que ser professor é um dom. É muito fácil amar crianças e adolescentes, mas não é fácil estar no cotidiano escolar deles. É muito lindo dizer que fez faculdade pra dar aulas, mas é muito difícil tentar aplicar as ideias de pensadores que viveram 380 anos atrás e adaptá-las para o contexto atual. 
Um taxista essa semana me falou que quando ele era pequeno ele tomou uma varada da professora. Ele aprendeu que deveria respeitar a autoridade da moça e tinha medo de apanhar dela. Sinceramente, nos dias de hoje meu medo é apanhar deles, eles definitivamente não têm medo de mim. Mas tudo bem, não penso como a Rainha de Copas da Alice no País das Maravilhas onde ela diz que é melhor ser temida do que amada. Eu prefiro ser amada. E claro que tem aluno que não gosta de mim, não entendi o porquê eu fiquei tão indignada. Eu odiava quase todos os meus professores!!! Quem sou eu pra cobrar amor incondicional de aluno? Ahahah...
Enfim, ainda não tenho anos e anos de experiência, com certeza vou encontrar alunos que me amarão, os que me odiarão e eu terei de aprender a lidar com isso e não levar pra minha vida pessoal. Pra minha vida pessoal tenho que levar o aprendizado dessas crianças e saber que fiz o meu melhor, que fiz a diferença nas vidas deles. Que eu nunca seja para meus alunos o que meus professores pregos foram pra mim. Claro que existem aqueles inesquecíveis, como minha primeira professora Leila, ano passado eu fui professora do neto dela. Ou a Regiani, (está correto o nome dela, viu? rs!) atualmente somos colegas de profissão, ou ainda meu inesquecível "psor Má", o professor Marcelo de inglês do 2º colegial. Teve também o psor Gatão, a psora Freddie Kruger, a tia Pantera Cor - de - Rosa, a "Claudiona - loca", e tive até uma professora no Magistério que se parecia muito com a Mini - Ranheta do Picapau... E claro que tem os da facul, o professor Dorival Dugnani, por exemplo. Como eu puxava o saco daquele homem, gente... Ele era nosso professor de Literaturas. A primeira Literatura que ele nos deu foi a inglesa, e quando ele entrava na sala com aquele vozeirão dizendo "boa noite senhoras e senhores..."Ai, ai... E quando ele falava com aquele inglês britânico perfeito, umas amigas falavam que quando ele falava assim elas até pensavam em trocar os maridos pelo Dug, heheheh...
Os mestres nos ensinam o caminho para tudo. Um médico, um engenheiro, um arquiteto, enfim, todos passaram pelas mãos de mestres. Uma professora minha uma vez me disse que o dentista dela desdenhou de sua profissão; ela apenas olhou pra ele e disse: "Lembre-se que quem te colocou onde você está no momento foi um mestre". E é verdade. Tudo começa com o educador. Ele que te ensina o ABC, que te dá as primeiras noções de palavras e que te acompanha até a faculdade. Esses mestres aí do lado também são fera, sou fã deles, ahahahah... Enfim, queria ser como a Professora Maluquinha, aquela personagem do Ziraldo, sabe? Ela é fofa, ama o que faz é respeitada pelos alunos (e mal compreendida pelos pais e pela direção escolar, mas isso são ossos do ofício, rs!). Ao mesmo tempo penso no Mr. Shue da série Glee. Aquele professor é simplesmente fantástico. Ele ama incondicionalmente seus alunos e pra mim, na ficção, professor melhor que aquele não existe. Aquele que vibra com seus alunos e os encoraja a encarar a vida como ela é. Acho que preciso ser mais assim. Ser a diferença nas vidas dos meus picorruchos. Amar, aceitar, puxar a orelha, chorar junto, abraçar... Acho que isso torna a gente mais humanos.

                                                                                                                                                             






Professor William Shuester - Glee                Uma Professora Muito Maluquinha - Ziraldo 

E após duas horas tentando escrever isso, só tenho uma coisa a dizer: FELIZ DIA DOS PROFESSORES PRA NÓS!!!
E como sou Whovian, termino com uma foto do meu querido décimo Doctor como professor John Smith no episódio "Human Nature" - terceira temporada atual, onde ele se passa por um professor de 1913 com uma forma humana comum... Só assistindo pra saber o resto.
Beijocas, e até a próxima! 

Cecy...

domingo, 5 de outubro de 2014

Eleições...

Hey people, tudo bem com vocês?
Eu estou médio... No dia 30 de setembro eu caí. E foi ridículo! vou contar o que aconteceu:
Tive reunião pedagógica na escola que trabalho na parte da tarde e estava agoniada pra voltar pra casa. ou melhor, pra voltar pra minha cidade, pois em terças e quintas são minhas aulas de dança do ventre ("Habib, habib"...) e eu estou aprendendo a dançar o Derbak (se é que é assim que se escreve, rs!) e estou super empolgada com as minhas aulas. Ainda não  estou no nível da Jade (Giovanna Antonelli em O Clone), mas eu chego lá um dia - eu acho, ahahahahah!!!

Mas a reunião acabou tarde e depois de uma longa hora dentro do busão, finalmente cheguei em Ibiúna. Minha amiga Alessandra estava na minha casa passando uns dias e queria assistir minha aula -  na verdade ela queria tirar um sarro, estava louca pra ver a dureza aqui dançando, rs! - e eu estava quarenta minutos atrasada, mas mesmo assim fui pra aula. Foi ótimo, queimei calorias, deixei o stress de lado e voltamos pra casa felizes. Cheguei em casa e não achava a minha chave e tive a ideia mais óbvia do mundo: pular o portão e chamar minha mãe! Sempre faço isso. Sempre sou cuidadosa... só que dessa vez não fui tanto. Enrosquei meu pé no portão, caí, bati o joelho e tive uma luxação forte. Fui pro hospital e o médico mineiro - lindo -  me tratou muito bem - o que é um fato histórico aqui em Ibitown, uma vez que raramente tem médico, e raramente a máquina de raio - x funciona. Dei sorte, acho. Três dias de atestado em pleno encerramento de bimestre. Vamos melhorar isso? Quarta-feira, dia 01 de outubro. Amanheci com uma dor de garganta horrível e piorei durante o dia. Tosse, febre, dor, muita dor... A gripe me pegou feio! Tudo bem, já que estou de atestado mesmo a gripe vai ter que se curar junto com o joelho. 

E hoje, dia de eleições. Estou aqui esperando meu cunhado me levar para votar, para participar da "Festa da Democracia". Era pra eu ser mesária, fui convocada, mas consegui me livrar, ainda bem, não queria ficar o dia todo trabalhando e ainda mais com a perna machucada. Festa da Democracia... interessante esse nome. Fui CONVOCADA para a Festa da DEMOCRACIA e se eu me NEGASSE eu seria PROCESSADA. Mas, espera aí, não é uma DEMOCRACIA? Se é democracia, porque sou obrigada a fazer certas coisas? Enfim, consegui que outra pessoa me substituísse nas urnas, então, essa parte da democracia em que sou obrigada a trabalhar pra não ser processada eu me livrei. Agora tem a parte mais importante da democracia, aquela em que sou obrigada a votar. Sabe o que eu acho? De verdade? Que se nosso país não fosse tão ridicularizado pelas pessoas que colocamos lá em cima, todo nós teríamos orgulho de participar de tais festas. Não querendo criticar ninguém, mas já criticando, quem aceita e coloca candidatos como Tiririca está mostrando não uma forma de protesto, mas, mostra que não se importa com o país. E ainda se acha no direito de reclamar? Tudo bem, sorry, não acho ético falar abertamente os nomes dos candidatos e condeno os que expõem outros durante as propagandas eleitorais. Mostre seu trabalho bom ao invés de criticar o mau trabalho dos outros. Exalte os pontos positivos de suas ideias, e não os pontos negativos dos outros. Imagine se todos votassem com a mesma força que protestam? Porque medo de protestar, de bater nos jornalistas, enfrentar policiais, isso ninguém tem, são umas feras, uns leões. Em compensação, na hora de votar, a carapaça de besta-fera desaparece e o que vem? Um cérebro de minhoca! 

Eu ia comparar o post de hoje com um livro, obviamente, mas desisti. Essa será uma postagem sem livros. Sem dicas, sem comparações. Mas de conscientização. Gente, não vamos ser uns zés - manés que pulam o portão ao invés de chamar a pessoa que tem a chave. Vamos abrir os portões da maneira correta. O Brasil é um país lindo, com belezas naturais maravilhosas, as praias mais bonitas do mundo (tanto que tem um monte de estrangeiro morando aqui, procurando por elas). O meu país é um país que possui liberdade religiosa, cada um pode adorar em seu templo, possui liberdade de expressão, onde cada um pode ser o que quiser. Possui hospitais públicos, que por mais gritante que esteja a situação do país, todos têm direito a usufruir deste benefício, coisa que em outros países você só pode ser atendida se tiver plano de saúde. Meu país tem uma mulher na presidência, uma mulher que não fez nada, é verdade, mas ainda assim, um país que valoriza a mulher, enquanto em outras culturas a mulher é tratada como inferior. Vivemos em regime presidencialista, enquanto em alguns países o parlamentarismo é tirano em muitas situações. Então, se meu país possui tanta coisa boa pra mim, porque vou fazer coisas que não vão levá-lo pra frente? Precisamos ter ATITUDE. Esquece essa de votar em fulano porque o arroz ficou mais barato. Não vamos ter cérebro de minhoca, gente, vamos ser aqueles leões que fomos durante os protestos. Não arrotamos falando que não queremos isso ou aquilo? Então, vamos manter essa atitude, essa cabeça erguida, de povo humilde, mas não de povo estúpido. Vou almoçar e fazer a minha parte na "Festa da Democracia". Consciência, gente. Não precisamos ser contra a Seleção Brasileira, precisamos ser contra a Corrupção Brasileira. Afinal, não sei vocês, mas quando eu escuto as frases "És belo, és forte, impávido, colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza", eu tenho vontade de chorar. Afinal, de todas as letras de todos os hinos nacionais, desculpa, mas o nosso é o mais bonito. Então, vamos cuidar dessa nossa Terra adorada, afinal, "Entre outras mil, és tu Brasil, oh Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!"
Votem com consciência! Eu vou faze minha parte, e você?
Ah! E prometo que assim que eu me esquecer da chave novamente, pularei o portão de novo, mas tomarei mais cuidado da próxima vez, ahahahah...


sábado, 30 de agosto de 2014

Conto: As Cerejas - Lygia Fagundes Telles

Boa noite amantes literários, tudo bem?

Essa semana eu tive vontade de ler algo diferente, e fuçando umas coisas sem importância, eu me lembrei de três contos de Lygia Fagundes Telles que li anos atrás e fui procurar. Claro que precisei compartilhar isso com vocês. Hoje vou postar apenas um, mais pra frente eu falo sobre os outros. Vocês já leram "As Cerejas"?
Esse conto é G-E-N-I-A-L!!! Eu comecei a ler super empolgada e no final eu estava mais empolgada ainda e fique bem pensativa. Pra quem nunca leu, vou contar um pouquinho da história e tentar não soltar nenhum spoiler.
A narradora é a personagem principal da história e seu nome não é revelado. Ela conta que estava na casa da Madrinha e que uma tia que morava na Europa tinha vindo passar uma temporada na casa da irmã, e um primo da menina também tinha vindo. Ela era encantada com a beleza peculiar de sua tia, e a tia tinha em seu decote um broche no formato de duas cerejas. O primo - Marcelo - era calado, bem na dele, não falava muito e aparentemente não gostava de pessoas, preferia passar as horas montado em seu cavalo, andando pra cima e pra baixo e deixando a Madrinha louca de preocupação.
Ao decorrer do conto nós vamos vendo coisas interessantes se desenrolando: a menina se apaixona por Marcelo, mas a gente só nota quando a autora permite. Isso é fantástico em Telles, ela consegue fazer o leitor pensar o que ela quer que ele pense! Os três contos dela que li foram exatamente assim: só desconfiei quando ficou óbvio. Ou eu sou uma porta, sei lá (isso é bem possível, ahahah...), vai que...
Podemos notar alguns símbolos de erotismo envolvidos nessa obra também. A menina deixa bem claro que a tia exibia as cerejas em seu farto decote, e que toda vez que elas falavam do jovem Marcelo, a tia molhava os lábios com a ponta da língua... Não sei vocês, mas aqui na minha cidadezinha interiorana, se alguém molha os lábios com a ponta da língua em sua direção é porque já quer, rs! E o decote? Só mulheres na casa e um adolescente, o decote seria realmente pelo calor excessivo que a tia alegava? Além do que, cerejas de vermelho vivo, se não me engano, o vermelho é a cor da paixão, né? Então, a tia Olívia colocava frutas de cera com a cor da paixão em um decote exibindo seus fartos atributos e molhava os lábios com a ponta da língua por causa do calor? Desculpas plausíveis: o calor rachava os lábios, então ela os molhava com frequência, e o decote era devido o mormaço angustiante, e já que não podia andar mais a vontade por ter um rapazinho em casa, uma simples saliência na blusa já adiantava... Mas e as cerejas?
Resumindo: Tia Olívia, a senhora é uma safada! Ahahahah... Não vou falar mais, gente, senão vou falar demais!!! Só posso dizer uma coisa: vai manter todos os que lerem entretidos até o fim. A linguagem é leve, solta, descontraída, com algumas partes engraçadas, outras um tanto quanto dramáticas, bem ao estilo literário da época da autora, ou seja, atualmente, haha. Na próxima eu vou falar um pouco sobre um segundo conto fantástico dela que eu também li. E viram que eu quase não soltei spoiler? Ahahah, estou aprendendo...
Procurem no Google o conto "As Cerejas" e comentem depois o que acharam. Podem acompanhar nesse link direto:
http://leiadevez.blogspot.com.br/2010/08/lygia-fagundes-telles.html 

As Cerejas - Lygia Fagundes Telles.
Boa noite, gentemm, fiquem com o Eterno...
Beijoooo...

domingo, 24 de agosto de 2014

Resenha #8 - Uma Curva na Estrada - Nicholas Sparks

Boa noite, gentemmm...
Primeiro de tudo: hoje eu fiquei mais velha! Entrei pra terceira idade e estou meio que em depressão devido a isso, mas eu vou sobreviver, ahahah... Então, trouxe meu cachorro favorito com um bolo pra dividir com vocês! Obrigada por acompanharem meu cantinho! :)

Vamos falar um pouco sobre uma obra maravilhosa do meu autor favorito, Nicholas Sparks: "Uma Curva na Estrada". Gente, eu amo Sparks. Eu sempre falo que ele tem uma sensibilidade que poucos autores possuem. Todas as obras dele que eu já li (até que já foi um número razoável de livros, por assim dizer) noto que ele escreve de uma forma tão real que além de nos fazer crer que a estória é verdadeira nos deixa muito pensativos. Perguntas como "até onde eu iria por um amigo?" ou "posso realmente perdoar?" são muito frequentes, nos colocam pra pensar. Na minha sala do 8º vários alunos leram ou estão lendo "A Última Música" dele, e cada um sempre tem algo novo pra acrescentar. Mas voltando ao assunto, vou tentar falar do livro sem dar muito spoiler, ok?
 O livro conta três histórias paralelas: Miles Ryan é um subxerife de uma cidade da Carolina do Norte (óbvio!) e está viúvo há dois anos. Ele cria seu filho de oito anos Jonah que está tendo problemas na escola devido a falta que sente da mãe e a ausência inconsciente do pai. Sua professora, Sarah Andrews se apega ao menino e decide lhe dar aulas extras três vezes por semana. Sarah morava em uma cidade grande, era casada com Michael e aparentemente muito feliz. Porém, ao descobrir que não podia ter filhos seu esposo passou a rejeitá-la; e após o divórcio ela vai morar na mesma cidade que seus pais, e vai dar aulas na escola de Jonah. Fica bem claro logo de cara que Sarah e Miles vão se envolver, já no terceiro ou quarto capítulo do livro isso já fica a mostra. A terceira pessoa, é o assassino de Missy - esposa de Miles. Missy saiu pra correr uma noite e foi atropelada. Miles tinha certeza que havia sido um assassinato, a pessoa que dirigia o carro porém dizia ter sido um acidente. Pela primeira vez li um livro de Sparks que saiu um pouco do romance meloso água com açúcar (que eu gosto, é verdade, rs) para algo um pouco mais misterioso. O desenrolar da história vai deixando o leitor cada vez mais ávido para saber quem é o cara que matou Missy, que lógico, a identidade é revelada já bem ao final do livro. Eu desconfiei de quem seria o cara por um mero detalhe que achei intrigante no meio do livro, e lá no final se confirmou. No capítulo que revela a identidade do indivíduo já se sabe quem é pela deixa do último parágrafo do capítulo anterior.
Confesso que não foi o mais bonito dos livros dele, pra mim A Última Música e Querido John não tem pra ninguém, mas esse é um daqueles livros gostosos de ler e que te prendem nas páginas do início ao fim. Com certeza recomendo!
"As vezes, quando se busca o amor, primeiro é preciso encontrar o perdão!" - Nicholas Sparks.

Uma Curva na Estrada - Nicholas Sparks. Recomendadíssimo!!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Abstinência...

Boa noite, galera! Tudo bem com vocês?
Desculpem a demora, estive um pouco deprê... Sabe como é, esse clima de Dia dos Pais quando não se tem mais um pai não é muito bom... e ainda por cima, com as primeiras provas do terceiro bimestre mais o Adventure School Conhecimento (olimpíada de língua portuguesa com um nome bonito, rs!) chegando, minha cabeça está a mil!! Mas separei um tempinho para passar aqui no meu cantinho!
Fiquei muito feliz, lisonjeada e comovida semana passada, quando a mãe de um de meus alunos disse que é frequentadora assídua do Blog e que está adorando as dicas de livros que eu passo. Espero nunca decepcionar ninguém. Mas caso isso aconteça, será bom, afinal, tudo que é pro crescimento é válido, certo? 


Hoje quero falar um pouquinho sobre algo interessante que acontece com leitores assíduos assim como nós: quando aquele livro que te pegou de jeito acaba! Ôh, tristeza do Jeca! Meu, já fiquei muito mal devido algumas leituras que fiz. Me lembro de quando estava no 2º colegial e precisava fazer uma resenha de um livro de Machado de Assis, e escolhi Helena. Enquanto eu terminava o livro e iniciava  o trabalho simultaneamente, minha sobrinha mais velha estava assistindo Cidade dos Anjos. Vantagens de mulher: conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo e prestar atenção em tudo. Estava achando o livro maravilhoso e o filme perfeito e comecei a chorar. Falei pra Mika (minha sobrinha) que o livro era lindo, perfeito, maravilhoso e fiz a resenha com lágrimas, até que minhas lágrimas duplicaram porque a Meg Ryan morreu no filme e não ficou com o Nicolas Cage. Ops! SPOILER!!!
Enfim, me senti a própria Helena do livro. Foi o primeiro livro que me fez chorar, eu tinha dezesseis anos e não achava que fosse possível chorar em um livro. Depois não parei mais! Hoje não sei dizer em quantos livros chorei!

Mas e aquele livro especial que acabou, o que fazer? Eu desenvolvi uma tática: ler de novo e encontrar alguém que também leu e falar até enjoar! Esse ano já aconteceu isso comigo.

Ano passado eu assisti Jogos Vorazes - prometo falar de cada um mais detalhadamente em breve - e, obviamente, pra variar, descobri depois de assistir que era um livro e fiquei doida pra ler, mas não achava por nada! Totalmente esgotado! Encomendava por catálogos, entrava no Submarino e nada, sempre esgotado. Quando eu desisti, um dos catálogos me enviou. Devorei os livros em oito dias. O terceiro pra ser bem específica, eu comecei dois minutos após terminar o segundo. Foi o tempo de tirar um do box e colocar outro. Nesse meio tempo, minha amiga Quenia também comprou e começou a ler quando eu terminei a trilogia. Li mais dois livros após o término, mas a Quenia falava tanto comigo sobre os livros, e eu estava passando por uma fase de abstinência de Jogos que o que que eu fiz (credo, quanto "que")? Li de novo! Quando comecei a ler novamente, ela estava no terceiro. Eu demorei mais, encontrei detalhes que não tinha prestado atenção na primeira vez, e quando eu terminei, a Quenia ainda não tinha terminado. Ela ainda levou quase mais um mês. Só que uma coisa que não contei: nesse meio tempo que li outros antes de ler os Jogos de novo, eu lia praticamente todos os dias meus trechos favoritos dos livros. Deu até pra discutir temas atuais como: política, tirania, a lei do mais forte, mulher sexo frágil, psicologia... Foi divertido! Só que agora passou! Não vou dizer que enjoei, porque sei que ainda vou pegar novamente e ler os melhores trechos de novo... Minha missão agora é ajudar a Quenia a sair da "arena" e voltar pra realidade, pois ela está passando pela abstinência dos Jogos!
Ah! Detalhe: não assisti os outros filmes dos Jogos e não pretendo. Afinal, os livros são tão bons que não quero corromper isso...

Alguém além de mim e da Quenia já passou por isso? Por favor, quero ouvir vocês, quem não quiser comentar aqui, o post vai pro Google +, pode comentar por lá! Agora vou terminar meu plano de aula, mas não sem antes contar um mico que paguei hoje: estou lendo "Uma Curva na Estrada", de Nicholas Sparks, e quando estava no ônibus indo de uma escola pra outra, eu estava em uma parte bem gostosa e engraçada da história. E nós leitores que entramos nos livros, partilhamos das mesmas sensações que as personagens, certo? Adivinha o que eu fiz? Isso mesmo! Comecei a rir parecendo uma retardada no ônibus. O moço que estava ao meu lado até se levantou, só não sei se ele desceu ou se foi pra outro lugar me achando louca, mas sinceramente? Nem quis ver pra onde ele foi, minha leitura estava ótima!

Vou me despedindo por hoje, um beijo Sweeties! Quero mandar um beijo especial para minha amiga Quenia, que falei tanto dela hoje, para minha sobrinha Mika e para todos os que curtem meu cantinho. E ao futuro professor Marcos Apolo Junior, meu amigo do Google +, obrigada por sempre passar por aqui!

Beijoooo...

sábado, 2 de agosto de 2014

Resenha #7 - A Imperatriz dos Etéreos - Laura Gallego García


Boa noite, povo fófis...

No final do ano passado eu ganhei o seguinte livro da minha amiga Eliane: "A Imperatriz dos Etéreos". Alguém aí já ouviu falar desse livro? Porque eu nunca! Enfim, ela gostou da capa e resolveu ler a sinopse e achou a minha cara e me deu de presente. Quando recebi fiquei feliz pelo simples fato de ser um livro, mas não neguei quando ela me perguntou se eu já conhecia. Nem que eu quisesse eu conseguiria dizer que já tinha ouvido falar, pois tive a capacidade de ler "A Imperatriz dos Héteros", ahahahahah! Nunca tinha ouvido falar nem na autora pra se ter uma ideia. Enfim, coloquei o livro na fila de espera, afinal eu estava lendo a saga "Heróis do Olimpo" - ainda aguardando o quinto e último livro - e não podia parar pra ler outro. Terminei de ler o quarto livro da saga e fui emendando, comprando, lendo ou colocando outros na fila de espera. Esses dias atrás a Eliane me perguntou se eu já tinha lido o presente dela. Vergonhinha.... 0,0

Enfim, terminei de ler O Grande Gatsby no dia 31 de julho e resolvi logo no dia 01 de agosto começar outro, e peguei esse, afinal, o máximo que poderia acontecer era eu achar uma droga e postar uma crítica negativa aqui no meu cantinho. Assim que comecei a ler, de cara me identifiquei com a protagonista, que é alguém que não consegue segurar a língua - quando nota já saiu e já ofendeu. Bem típico de mim isso, mas estou mudando, graças a Deus. Li dentro do ônibus indo de um trabalho pro outro (afinal sou como o Julius - Todo Mundo odeia o Chris - e tenho dois empregos, ahahah... ) por alguns minutos apenas, estava com muito sono e dormi o restante do caminho. Nesses quinze ou vinte minutos, li quase setenta páginas. Nem eu sei como li tantas páginas em tão pouco tempo, mas não quis mais ler no dia. No outro dia (02 de agosto) eu terminei de ler. É sério! Ontem quando eu peguei de novo, a história começou a ficar muito interessante e eu não quis parar mais. 

O livro conta a história de uma garota chamada Bipa e de seu amigo de infância Aer. Eles viviam em Cavernas e não conhecem o mundo como conhecemos, a narração da autora é como se nós fossemos os ancestrais daquele povo. Eles não conhecem o sol, as estrelas, o mar, apenas o gelo... E dizem que após as montanhas bem longe, vive uma Imperatriz em um palácio deslumbrante e que quem vive lá não sente mais fome, frio, medo, não sente mais nada... Aer quer porque quer sair das Cavernas e encontrar o palácio da Imperatriz, e um dia ele realmente vai. Todos ficam preocupados, fazem grupos de resgate e como Aer não aparece, as pessoas acham que ele morreu, até que um dia ele volta sem mais nem menos. Muito fraco, mas deixa claro que só veio para provar para Bipa que existe vida fora das Cavernas. E um dia, Aer some de novo, e Bipa que se sente responsável por sua partida, resolve ir atrás dele, afinal "é preciso ser muito idiota e cabeça de vento para atravessar as geleiras, mas se o inútil do Aer conseguiu, eu também consigo!". E assim, Bipa parte em busca de Aer rumo ao desconhecido. Ela enfrenta grandes aventuras, conhece pessoas - e gólens - muito ruins, mas também conhece uma pessoa -  e uma gólem - que realmente se importam com ela, e ainda por cima, totalmente sem querer acaba criando um gólem para ela que se torna seu fiel escudeiro. Resumo da ópera: 
A- D - O - R- E - I o livro! É muito tocante, mostra uma história cheia de fantasia, armadilhas da vida e boa vontade. Totalmente surreal (juro que identifiquei um pouco com alguns episódios do Doctor Who, rs!), muito bem escrito, uma narrativa gostosa que prende a atenção e deixa um gostinho de quero mais.

E deixa também uma pergunta na sinopse para nós? "Até onde você iria por um amigo?"
A Imperatriz dos Etéreos (e não dos Héteros, ahahah) - Laura Gallego García.







quinta-feira, 31 de julho de 2014

Resenha #6 - O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

Boa noite, gentemmm...
Bom, falando de um livro que virou filme, mas esse eu já sabia que era livro há muito tempo.

Comecei a ler O Grande Gatsby na semana passada, mas li só um dia. Essa semana resolvi ler pra valer e em dois dias eu encerrei a leitura. E vou te contar: SHOW DE BOLA!!!
Já assisti diversos filmes onde eles falam desse livro ou fazem festas e se fantasiam com esse tema e nunca tive curiosidade pra ler, sinceramente, achava que deveria ser um livro fútil e sem nexo. Mas após ler, confesso que me surpreendi. Sabe da maior? Comprei o livro por falta total de opção. Fui na livraria Nobel e estava dando uma olhadinha nas novidades e nada me interessou. O Grande Gatsby já vinha me perseguindo desde o final do ano passado, e por muitas vezes eu li a sinopse, mas nada me chamava a atenção. Lá na Nobel, vi o livro bonitinho, edição bilíngue, capa de luxo (uma capa dura e uma capa protetora) e com os atores do filme na capa, provavelmente o poster do cinema. E tudo isso por apenas R$30,00. Não pude recusar a oferta e comprei, só que assim que saí da livraria pensei: "que droga que eu fiz? Nem tenho vontade de ler esse livro e tenho ao menos uns 20 na fila de espera... Meleca!" Por fim, quando comecei a ler, não parei mais.

Fico pensando em como Fitzgerald era... Será que ele conhecia pessoas tão fúteis que inspiraram o livro? Porque é bem isso que a história relata, pessoas fúteis que fazem tudo por dinheiro, status e para conseguir o que querem. Menos Carraway, inteligente, perspicaz e doce.
A história começa com a mudança de Nick Carraway pra West Egg. Mora em uma casa humilde ao lado de uma grande mansão, onde todos os fins de semana acontecem festas que duram a noite toda com as pessoas mais bem quistas - e mais fúteis -  da alta sociedade. 

Nick é primo de Daisy que é casada com Tom Buchanan que é amante de Myrtle Wilson que é irmã de Catherine que foi em uma festa na casa de Gatsby que foi namorado de Daisy que é prima de Nick. Entendeu mais ou menos? Hihihih... 

Cinco anos atrás, Gatsby e Daisy eram namorados. Ele estava na guerra e precisou se afastar de Daisy, e ela pelo fato de não entender suas obrigações pátrias resolveu se casar com outro homem. Tom era um jogador de polo desses bem arrogantes que acreditam que o dinheiro compta tudo. Tinha uma amante - Myrtle Wilson, casada com um mecânico amigo de Tom - que não suportava sua vida, nem seu marido, que nunca suspeitou das traições da mulher. Gatsby dava muitas festas na esperança de que um dia Daisy aparecesse em uma delas e nesse meio tempo se tornou amigo e confidente de Nick Carraway, seu vizinho e primo de Daisy. 




O mais bonito no livro, o que me encantou de verdade foi a verdadeira amizade que surgiu entre Nick e Gatsby, e se for parar para fazer uma análise, Nick era o único amigo de Gatsby. O mais leal, o que nunca duvidou, o que sempre o defendeu, e o que esteve ali quando foi necessário. Fico pensando o quanto posso realmente ser leal a um verdadeiro amigo...

A Daisy era um ser retardado! Acho que toda a inteligência que ela possuía ficou no útero da mãe. Uma pessoa que se preocupava apenas com o status, dinheiro e aparências. Era melhor estar casada com um cara rico por causa do status e sobrenome, do que ficar com o homem que ela realmente amava. Tudo bem, não sou a favor de trocar o certo pelo duvidoso, mas quando ela aprontou uma das boas, quem pagou o pato? O pobre - pobre nada, podre de rico, mas vocês entenderam, rs! -  Gatsby!  E quem foi o fiel escudeiro que permaneceu ao lado de Gatsby sem esperar nada, até o fim? O pobre - literalmente - Nick.

Confesso que não chorei no final do livro por um único motivo: estava esperando minha irmã sair da faculdade e tinha um monte de gente perto, mas tive vontade. Ou talvez porque só tenha tido vontade mesmo, mas não o suficiente para as lágrimas verterem, porque "Querido John" eu estava no pátio com meus alunos na hora do intervalo e quase morri de chorar. E teve um outro que não me lembro qual foi, mas eu chorei no ônibus... Então realmente, faltou algo ali para soltar aquela lagrimazinha presa no canto do olho. Mas hoje posso dizer a razão pela qual as pessoas adoram esse livro e dizem que o autor era um gênio: porque é bom demais! Muito bem escrito, em uma linguagem calma, culta, sob um cenário de uma Nova Iorque da década de 20 com o jazz rolando a solta... realmente, um clássico!

Fica aí então a minha dica, vale muito a pena! Entrou para a lista dos melhores lidos esse ano!

O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald. Recomendadíssimo!!!

Boa noite, people, beijoooo.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Voltando das férias...

E aê povo, beleza?
Entrei de férias,  e automaticamente relaxei no blog também, entrei de férias do meu cantinho, ahahahah...

Enfim, já passou um tempão desde minha última postagem, e sei que estamos falando de livros que viraram filmes, alguns eu amei, outros detestei. Mas como estou retornando, não vamos falar de um livro especificamente, mas de como nos sentimos quando uma leitura nos prende.

                                         
Cada vez que eu leio algo que realmente me prende, minha concepção muda para muita coisa. Ou não. A leitura nos leva a lugares inimagináveis. No livro Coração de Tinta, a tia de Mo (ou Língua Encantada, como Dedo Empoeirado o chamava) fala para Maggie - a filha de Mo - que ela viajou para vários lugares do mundo e até mesmo para outros planetas, sem sequer sair de sua biblioteca. E essa é a mais pura verdade, pois temos a opção de viajar por todos os lugares, mundos, planetas sem precisar sair de casa. Ou pode estar em dois lugares ao mesmo tempo: no sofá e sei lá onde. Tenho tido umas análises meio nerds com outros leitores assíduos também, e é interessante notar como um livro pode te prender em um universo paralelo, pois você se torna parte da vida do personagem, você pode amar ou odiar o mesmo, pode deixar o mundo inteiro com raiva do seu ponto de vista, mas mesmo assim, a gente defende até a morte o personagem favorito e quer matar aquele que ama o mais detestável personagem. Pra quem já leu "As Crônicas de Nárnia - A Última Batalha" vai me entender. Gente, eu detesto aquele burro! Primeiro pelo fato do bicho ser burro mesmo, não só por ser o animal burro, mas por ser um animal burro. Entendeu?!? Não O animal burro, mas UM animal burro. Nárnia está em ruínas,  um macaco acha uma pele de leão e convence o burro a vestir a pele e se passar por Aslan. Todo mundo que eu conheço que leu esse livro tem pena do pobre burrinho. Eu não, ele era consciente, o macaco não o obrigou a fazer nada, ele o convenceu. Outro personagem detestável pra mim é o Gale de Jogos Vorazes. Eu poderia odiar o Snow ou a Coin, mas eles já se mostraram logo de cara. O Gale é desprezível, e minha amiga Quenia ainda tenta defender a honra dele, mas eu ainda permaneço a mesma: odeio o Gale. E a Catherine?? Gente, ler O Morro dos Ventos Uivantes pra mim foi tedioso demais, mas aguentar a manipuladora Catherine fazendo aquele songa-monga do Heathcliff de gato e sapato é cruel demais! Bom, são meus pontos de vista, muitas vezes quem você gosta pode não me agradar em nada, e vamos passar horas discutindo (né Quenia?), mas isso que é o legal, o intercâmbio que podemos ter e as ideias que podemos trocar.




Sabe, se você quer me ver ficar louca é me colocar dentro de uma livraria. O tempo que você achar que eu estou sem fazer nada, estou analisando títulos de todas as sessões (tá, nem de todas, porque não curto livros espíritas, autoajuda, psicologia, direito, administração nem nada que envolva Ciências Biológicas, Sociais ou Exatas... Caraca! Que que eu leio?). A sessão de literatura me come viva. Qualquer literatura eu gosto: infantil, infanto-juvenil, norte-americana, brasileira, africana, inglesa - minha paixão, na verdade - eu me perco por lá. Pior é quando a pessoa que vai comigo não é leitora nata, ou nem gosta de ler que fica enchendo o saco pra ir embora logo e não me deixa aproveitar meus momentos prazerosos. Fora que eu na livraria é uma coisa de louco! Muitas vezes até eu mesma tenho raiva de mim por não saber o que levar. Ou pior: querer ver todos os títulos e estar totalmente dura! Isso sempre acontece! Ahahahah... E é aí, nesse ponto que entra aquela maldição de todo leitor: comprar sempre mais um livro, mesmo que tenha um monte ainda não lidos... Vamos analisar a figura abaixo: 


Eu posso rapidamente responder todos esses tópicos. Quer ver só?


  • Eu tenho mais livros do que sapatos, quase não tenho tempo e arranjo pequenos intervalos para conseguir ler;
  • Tenho mais de 20 livros não lidos. Semana passada encomendei um e comprei outro;
  • Por muito tempo escrevi nos meus diários que o Mr. Darcy do Orgulho e Preconceito deveria existir, pois ele é a perfeição em pessoa. Agora ele está em segundo lugar, perdeu o posto pra um garoto de 16 anos: Peeta Melark - Jogos Vorazes. Gente, sou completamente apaixonada pelo Peeta, me casei com ele. Ele é a perfeição (não era o Mr. Darcy?) em pessoa, mas ele existe? Não, apenas saiu da imaginação da Suzanne Collins, e me deixou chupando dedo e querendo o Peeta pra mim;
  • O livro A Última Música do Sparks acabou comigo, me destruiu de verdade. A história da Ronnie é extremamente parecida com a minha. A parte dela com o pai, não o romance. Temos histórias parecidas com nossos pais;
  • Me imaginei tributo em Jogos Vorazes, me imaginei a Hermione no último livro do Harry Potter, me imaginei como Thalia na batalha contra Cronos...
  • E falando em Cronos, me considero uma meio-sangue. Muitas vezes eu realmente acho que meu cérebro lê em grego antigo, rsrsrsrs...
  • E ninguém me entende! Minha mãe, meus irmãos, meus sobrinhos, todos acham que tenho parafusos soltos por preferir um bom livro a ficar assistindo televisão.
Chega, né? Post enorme esse... Pra finalizar, um livro, ou um personagem pode mudar nossa vida. Depois de Jogos Vorazes, notei como sou parecida com a Katniss e como ela me mudou. Essas mudanças podem ser boas. Mas sejamos prudentes: tudo em excesso é prejudicial! Mas enquanto conseguimos nos controlar e não entramos nos universos paralelos das letras de cabeça e mente completa, vamos nos divertir lendo. Vou sair daqui e ler um pouco. 
Beijinhos...






Eu na Livraria Cultura - SP.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Twilight

Boa noite, pessoas...
Já que estamos em uma fase de falar de livros que viraram filmes, essa saga não pode faltar.
Lembra que há pouco tempo eu postei aqui que As Crônicas de Nárnia era minha saga favorita? Pois bem, tem outras duas que em breve vou postar que já estão em segundo lugar. Agora, a saga Crepúsculo também está em primeiro lugar em uma outra parte da minha preferência: na sessão dos odiados! Eu ODIEI essa saga com todas as minhas forças!!! Sério, nunca achei que fosse capaz de considerar uma leitura como perda de tempo!
Primeiro: aquela Bella é uma sonsa, ela realmente me irrita!!!
Li o primeiro livro quando estava no hospital com minha irmã, ela tinha acabado de fazer uma cirurgia e minha mãe me obrigou a passar a noite com ela porque o meu cunhado não poderia ficar com ela. A colega de quarto estava com esse livro e eu pedi emprestado. Comecei a ler as 15:30 mais ou menos e fui direto até as 03h. Dormi, acordei umas 08h e continuei a ler e quando foi 11:15 o médico assinou a alta da minha irmã e eu fechei o livro. Tinha terminado. Achei uma gracinha a história da mina tosca que se apaixonou por um vampiro branquelo (eu já tinha assistido o filme, obviamente). Mesmo tendo gostado do livro, que é muito mais fófis do que o filme, achei a Bella tosca. Achei o Edward tosco também. Mas eu gostei. Quando li o segundo livro, comecei a me irritar. Me apaixonei completamente pelo Jake, mas a Bella caiu ainda mais no meu conceito. Que história é aquela de ficar com a adrenalina em alta pra ver um vampiro? Aff, aquilo me absorveu, ou melhor, absorveu a minha paciência. Gente, quem em sã consciência se joga de um penhasco pra poder ter a visão de um cara? Meu chapéu, muita viagem! Fora que fica naquela mesmice: "Tem um buraco no meu coração... Jacob me faz tão bem... Pensei no Edward e o torpor voltou... Tem um buraco no meu coração". Quantos buracos tinha no coração daquela menina?

Então chegou ele: Eclipse. Até que não foi tão difícil de ler, pois estava acontecendo um pouco de aventura, então li rápido, só que achei uma droga o final: a Bella chega pro Jacob e fala que o ama, mas que não pode ficar com ele porque algo prende ela ao Edward, mas ela sabe que o Jake é o homem da vida dela. Como pode: ela sabe que um é o amor da vida dela, mas mesmo assim ela opta por outro? Meu cérebro não entendeu isso, e eu levei quase quatro meses para me convencer a ler Amanhecer. Esse sim foi o fim da picada. Eu achei que o livro ia ficar bom. Cheguei na página 276 e ele ainda não estava bom. Na 305 e ele ainda não estava bom. Lá no final quando eu finalmente achei que teria uma guerra e algumas cabeças seriam arrancadas o que acontece? A Alice aparece com uma solução para o fim da guerra. Ou seja, em Amanhecer acontece uma Guerra Fria, ahahahhah... Minha irmã veio me contar toda empolgada que, no filme, no meio da guerra um monte de gente morre mas que no final tudo não passa de uma visão que a Alice teve. Então eu cortei o barato dela, e quem não leu esse livro,  pare aqui porque vou soltar um SPOILER berrante: A ALICE NÃO VÊ HÍBRIDOS E A GUERRA NÃO ACONTECE NEM EM VISÃO!!! No momento em que eles se preparam para a guerra, (quando eu finalmente me empolguei), a Alice aparece com um carinha que é híbrido que ela levou meses pra encontrar. Ela fala que a filha dos dois vai parar de crescer desgovernadamente em um dado momento e que tudo vai ficar bem. Fim. Aí o Jacob que até a metade do quarto livro era apaixonado pela Bella, agora ama a filha dela. Pra mim, isso é pedofilia! E o fato de os pais consentirem isso é ser conivente com o crime. E então, depois de uma guerra que não aconteceu, cada um volta pro seu clã e eles viveram felizes para sempre literalmente - porque são imortais. Imortais até terem as cabeças arrancadas e os corpos queimados, mas imortais. Ainda bem que peguei os livros emprestados, pois se eu tivesse comprado eu teria queimado, porque nem a biblioteca merece receber esse tipo de livro como doação! Então, pra quem achou o filme lindo, acho que os produtores resolveram mudar tudo porque eles também não devem ter gostado do livro, ahahahah.... 
Sem querer cortar o barato de vcs, mas de boa: não recomendo. A história fica massante demais, e todas as expectativas morrem. Como eu queria que o Blade aparecesse no final da história pra caçar todos aqueles vampiros brilhantes. Ou fadas, sei lá, afinal, fadas são brilhantes, bondosas e voam. Os vampiros quase voam, acho que são fadas. Normalmente eles são sedutores e possuem instintos sexuais bem aflorados, mas não possuem sentimentos. Gostei mais de The Vampire Diares, e olha que muitas vezes a leitura me irritou também. Até na série The Vampire Diares, na primeira temporada o Damon fala "que falta faz Anne Rice, ela sim escrevia histórias boas sobre vampiros...". Nunca li Anne Rice, mas se o livro "Entrevista com um Vampiro" for tão bom quanto o filme - que tem o meu Tom lindooo =) - já vale a pena!
Então taí a dica de livros que eu NÃO recomendo: saga Crepúsculo! Muito ruim!
Até a próxima, sweeties!
Beijo, beijo...

sábado, 14 de junho de 2014

Resenha #5 - Prova de Fogo - Eric Wilson

    Hello sweeties...
    Bom, vamos falar sobre um dos filmes que mais amo assistir e que obviamente, muito tempo depois descobri ser baseado em um livro. Prova de Fogo.
Conta a história do casal Caleb e Catherine Holt que estão passando por um processo muito complicado no casamento. Caleb passa a se dedicar muito mais ao seu trabalho como bombeiro e se esquece de sua esposa. Torna-se um homem grosso e relapso em sua vida conjugal. Catherine tem 28 anos, trabalha como RP em um hospital em Albany - Geórgia - e cuida de sua mãe nos fins de semana, que acabou de sofrer um derrame e precisa urgente de equipamentos médicos. E com toda essa pressão, tem seu esposo que prefere a internet do que passar tempo com ela. Um dia, durante uma discussão, Caleb perde a cabeça e a agride com palavras que cortam Catherine como faca. Então, Catherine faz o que qualquer pessoa de bom senso faria: pede o divórcio. O pai de Caleb é um senhor cristão, e pede para que ele adie o processo por 40 dias, e envia um diário para o filho intitulado "O Desafio de Amar", onde durante 40 dias Caleb precisa se desdobrar para ser um bom esposo e tentar levantar seu casamento.
O que muitas pessoas não sabem: o filme foi inspirado no verdadeiro "Desafio de Amar", escrito pelos pastores da Sherwood Church em Albany. Ele contém realmente as 40 dicas para um casal ser feliz. Eu não sou casada, mas já li e achei uma gracinha. Realmente, é preciso amar muito uma pessoa para fazer um casamento valer a pena. Depois que o filme fez muito sucesso nas comunidades evangélicas ao redor do mundo, um segundo livro foi escrito: o livro "Prova de Fogo - Nunca Deixe seu Amor para Trás". Afinal, esse é o lema do Corpo de Bombeiros - Nunca deixe seu companheiro para trás - e como o filme foi baseado nos bombeiros, pessoas que lidavam com vidas de outros todos os dias, e deixavam suas vidas queimarem, um livro foi inspirado. Esse eu tenho. Comprei e li em poucos dias. Menos de um mês depois uma das minhas irmãs me encheu o saco e acabei comprando um de presente pra ela também. Como sempre possui detalhes que o filme não tem, até um extra por assim dizer, pois o filme termina em um determinado ponto e o livro ainda continua algumas páginas a mais. Uma leitura super leve, descontraída, possui seus momentos tensos, onde dá vontade de dar na cara do Caleb, outros momentos onde dá vontade de dar na cara da Catherine, mas tudo vai se ajeitando, e o final é surpreendente. 
     O filme é lindo, a trilha sonora contém o melhor da música Gospel (Third Day, Grey Holliday, Warren Barfield, Leeland, John Waller...), mas o livro é fantástico! Dá pra se sentir no meio das chamas junto com o Capitão Holt.
E gente, estou louca para contar o final, mas vou me segurar... Leiam! Só isso que devo dizer (antes que eu fale demais, hahahah...!).
Espero que curtam essa dica! ;)
Prova de Fogo - Nunca deixe Seu Amor Para Trás - Eric Wilson (inspirado no filme de Alex & Stephen Kendrick)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Renascido da Dor

Fala galerinha mais ou menos do 8º ano, tudo beleza?

    Vamos falar sobre esse livro mara. O que vocês acharam? Eu achei o máximo!
Primeiro que o livro é uma história real, então já é algo que vale a pena parar pra prestar mais  atenção. Marcelo estava se divertindo, mas, quem poderia imaginar? Um mergulho malfeito e a mudança estava feita. Marcelo ficou tetraplégico. Mas isso não o impediu de se superar. Sofreu muito com a nova realidade, e após aquele momento de revolta, descobriu que é possível renascer da dor. Precisou fazer diversas adaptações, optou por transformar seu hobby em profissão, e sua habilidade, perseverança, força e sensibilidade o tornou conhecido. Marcelo passou a pintar com a boca. Sua condição física não era das melhores, porém, ao invés de se sentar em sua cadeira de rodas e se lamentar pelo resto da vida, ele optou por não viver uma vidinha medíocre. Ele queria mais. Se recuperou física e psicologicamente. Passou por muito tratamento e cirurgias diversas. Mas quando temos um objetivo, perseverança e fé em Deus, podemos enfrentar tudo. O lema "eu posso, eu quero, eu consigo e com Deus ei de vencer" foi real na vida de Marcelo Cunha.

    A família estava cuidando, apoiando, acompanhando os momento de dores, cirurgias, adaptações, noites em claro... E pra você? O que sua família representa? O quanto eles te apoiam e são importantes em sua vida? Quero te ouvir, esse espaço é seu! Ou melhor, quero te ler, ahahahah.... 
Não me decepcionem, hein? 
Amo vocês, beijoooo...

Um Girassol Na Janela

Boa noite, 6º ano, agora é a vez de vcs...
O livro "Um Girassol na Janela" é fófis, vai?
A Vivinha é uma gracinha, e ela torna tudo o que a cerca em amor. como toda criança ela possuía amigos imaginários (eu tinha o Jujuba, contei pra vcs que na adolescência por causa do cara da novela a minha classe toda do 2º colegial tinha o Teobaldo, o Alexandre faz sucesso com o Wilson...) Santarena e Helianto que moravam nos fundos do Pico do Jaraguá e ela tinha uma história para cada um. Mas a vida de Vivinha nem sempre foi fácil. Perdeu sua mãe, teve que morar com outra pessoa... Então decidiu treinar sua cabeça para contar histórias, afinal, todas as pessoas possuem criatividade, mas essa criatividade precisa ser descoberta.
                                                 


1   “...Mas eu acho que pena maior é que Santarena só acaba com a Cornélia-Miséria no meu livro de aventuras. Porque acabar de verdade com a fome, a miséria, as favelas e criancinhas morrendo...acho que isso nunca vai acabar, não acha?” 
       Prestando muita atenção nesse trecho do livro, quero que cada um de vcs responda de maneira pessoal o questionamento de Vivinha. Quero ver a resposta mais original, hein? Estou esperando por vcs!
       Beijinhos...

Furaha


Boa noite, galera...
Eu sei que faz tempo  que não apareço e que deveria falar de algum livro que virou filme, mas preciso cumprir um esquema com meus alunos... Então:
Queridos fófis do 7º ano, e aí? A seleção arrasou hoje, né? Mas, nem adianta mudar de assunto que temos um trabalho para fazer. Vamos falar de Furaha.


Quem gostou do livro?
Falando um pouco sobre o livro.
Furaha conta a história de uma menina (Furaha) que nasceu em uma tribo africana onde as meninas eram consideradas amaldiçoadas se fossem primogênitas. Quando Furaha nasceu, seus pais não tinham filhos ainda, e ela foi condenada a morte. Mas sua mãe a amava muito e não podia deixar que isso acontecesse, ela precisava toar uma decisão, fazer uma escolha. Todos sabem que o amor de mãe é muito mais forte e poderoso, mas será que esse amor seria capaz de salvar a vida de seu pequeno bebê, de dar um futuro decente para sua filha? uma decisão precisava ser tomada.
“....uma galinha não ficava com todos seus pintinhos? Ela não se importava se fossem machos ou fêmeas. Amava e protegia a todos. E os macacos - ela havia gostado de observá-los quando criança. A maneira como os macaquinhos se apegavam à mamãe enquanto corriam pelas árvores."
Furaha significa "felicidade".
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Ao ler o livro Furaha, nós vemos que as coisas começaram a mudar com a chegada de um missionário cristão que trazia uma mensagem diferente. Falava sobre as boas novas que o "Grande Espírito" oferece todos os dias para as pessoas, e isso trouxe uma esperança para o coração de Manara. Se isso acontecesse aqui em nosso país, qual seria sua atitude, caso pertencesse a uma tribo que tivesse os mesmos princípios que a tribo de Manara tinha? E se você fosse o (a) missionário (a), que mensagens de conforto ao coração você falaria para pessoas com problemas diversos?
Está aberta a temporada de discussões. Quero te ouvir. Ou melhor, te ler!
Beijooooo

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Sou como um livro


Boa noite, pessoas...

Quem sou eu? Essa é uma pergunta que casa bem com todos nós? Quem sou eu? Eu tenho estado em crise de idade, afinal já estou chegando na terceira, ahahahah... Parece que faz tão pouco tempo que saí de casa e fui me aventurar no RS, mas ao mesmo tempo, isso aconteceu há dez anos. Tinha acabado de sair do Magistério, noss, como faz tempo! Após sete anos voltei pra casa, pra cuidar de meu pai. Após seu falecimento não tive coragem de deixar minha mãe. Isso fez quatro anos no mês passado. 
Engraçado, quando eu tinha meus doze, treze anos, eu era uma zé ruela. Sofria bullying na escola, era feia e tinha o cabelo ruim. Decidi então que eu seria inteligente. Foi quando me escondi na leitura, o que foi ótimo, meu conhecimento intelectual aumentou muito - aumentou também o ódio de meus colegas de classe por mim - só que comecei a ficar um pouco alienada: preferia a companhia de livros do que de pessoas. E ainda sou um pouco assim. Me tornei um pouco arrogante, pra me defender. Depois fiquei muito arrogante, super grossa. Foi difícil mudar. Mas os amigos verdadeiros passaram por todas as minhas fases, afinal, os amigos de verdade conhecem seus erros, seus limites e seus defeitos, e gostam de você mesmo assim. Então hoje, quando alguém me pergunta, "quem é você?", posso responder algo do tipo "Eu sou o Bozo", hahaha, mas prefiro dizer que sou como um livro. Algumas pessoas julgam o livro pela capa, e é tão normal as pessoas me virem sérias e achar que sou uma bruxa (sou um pouco, vai!). Existem pessoas que me veem e não gostam de mim - mas eu também sou assim, todos somos - e há aquelas que me amam nos primeiros minutos de conversa.


Então, quando você se sentir triste ou num momento "all by myself", pense apenas que você é um livro. Alguns vão te julgar pela capa, outros pelo conteúdo. Alguns não vão gostar de você, outros vão te amar. Alguns vão te deixar de lado na estante como um TSUNDOKU faria, outros vão te colocar na cabeceira. Conviva com isso, e seja feliz! Afinal, um autor não pode desanimar se um livro não dá o retorno esperado, mas ele escreve outro na esperança de superar as expectativas e sair da média!
Ainda sou um tanto quanto alienada, mas já convivo melhor com as pessoas. Não sei se seria pretensão demais, mas me considero alguém culta, ainda tenho o cabelo ruim, mas amo e cuido dele da melhor maneira possível, e meu cabelo ruim é lindo, enrolado e bate no meio das minhas costas, fazendo inveja pra muita gente. Realmente, só não dá pra dar jeito na morte...tenho a mesma cara, mas os cabelos....ahahahah
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Aqui no interior está muito frio (já era de se esperar da Terra da Garoa nessa época, né?) Então, vou aproveitar um tempinho e vou me enfiar embaixo das cobertas (talvez precise pegar mais uma, rs!) e desenvolver o meu esporte favorito: a leitura. Os atletas mesmo dizem que "ler também é um esporte", e quem sou eu pra discordar? Ah é, esqueci: Eu sou o Bozo, ahahahah... Nah! Sou como um livro. E cada um tem um estilo de literatura favorita. Que bom que me encaixo em algum gosto! =)
Que sua noite seja MARA, e amanhã, tenha um dia como o Homem - Aranha: ESPETACULAR!
Beijooo


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